ATAQUE IMINENTE

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Kristanus e Alfredo demoraram a se aproximar do acampamento, e ficaram dias marchando com as bruxas até notarem sinais de habitação: algumas cabanas abandonadas e troncos cortados aqui e ali.

Assim que perceberam aqueles rastros, as bruxas encobertas de piche ficaram completamente enfurecidas, como se pudessem farejar as criaturas do Bem.

Kristanus as observou enquanto elas gritavam, totalmente embebidas pelo ódio e pela sede de vingança.

O dracônico sentia o sangue ferver a cada dia que marchavam... Sabia que o Cristal estava perto, chamando-o, pedindo que fosse consumido.

O demônio também reparava em Alfredo constantemente; percebia a força aumentada do feiticeiro, como resultado da maçã que ingerira. Mal podia esperar para ver o lacaio em ação, trucidando seus inimigos.

Após mais dois dias de avanço, o exército maligno viu o acampamento no horizonte, através dos galhos das árvores. Imediatamente, eles se agacharam, movendo-se silenciosamente dentre os arbustos.

Alfredo e Kristanus ficaram atrás do exército, um sorriso aberto em cada face.

— Chegou a hora, mestre — disse o feiticeiro das trevas, ajeitando o capuz negro sobre a cabeça. — Vamos atacar!

— Não... ainda não, Alfredo. — Kristanus fechou os punhos, pressionando as unhas afiadas contra as palmas das mãos. — Devemos esperar pelo anoitecer. Com ele, vêm os seres das sombras, nossos aliados, que devido à sua natureza maldita, nos ajudarão assim que sentirem o cheiro do sangue derramado.

— Como desejar, mestre... — Alfredo curvou-se em sinal de respeito.

O tempo passou, e as bruxas cheias de piche aguardaram numa clareira a meio quilômetro do acampamento, as mentes deturpadas pelo Mal loucas para matar...

Quando as primeiras estrelas apareceram, Kristanus e Alfredo foram para a frente da clareira e encararam o acampamento; após breves e pesados segundos, o dracônico respirou fundo e falou:

— Agora.

OS DEFENSORES DA FLORESTA MÁGICAOnde histórias criam vida. Descubra agora