𝟸.𝟽

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Sukuna tomou banho no meu banheiro, vestiu uma calça moletom vinho e ficou sem camisa

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Sukuna tomou banho no meu banheiro, vestiu uma calça moletom vinho e ficou sem camisa. Ele disse que ia beber água, mas demorou trinta minutos e ainda não havia voltado, então fui atrás dele.

Nem precisei ir muito longe, assim que olhei o quarto ao lado, vi ele tentando montar o berço que estava dentro da caixa.

Sn- Sukuna, está tarde. - Disse, me escorando na batente da porta.

Sukuna- Pode ir deitar, só vou montar aqui.

Sn- Sukuna, relaxa. - Ele suspirou.

Sukuna-... Estou com medo de ser um mau pai, Sn... E... E se eu falhar?... É a vida de um ser humano que está em minhas mãos, não a merda de um boneco!

Sn- Sukuna... - Coloquei a mão no ombro dele. - Ei... Você está indo bem... Sei que assumir a criança é o mínimo, mas só o fato de estar indo em todas as consultas, de cuidar de Uraume, o fato de se preocupar se você vai ser um bom pai, já deixa claro que você vai ser o melhor...

Sukuna-... Obrigado, Sn... Precisava disso.

Sn-... Agora vem, vamos deitar. - Guardamos o berço de volta na caixa e depois fomos pro meu quarto. Eu e Sukuna nos deitamos na minha cama e ele me abraçou, pondo a cabeça no meu ombro e sentindo meu cheiro. Dormiamos assim quando éramos mais novos, antes dos nossos pais morrerem num acidente de carro.

Sukuna-... Senti sua falta... Muito.

Sn- E eu a sua...

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Estava em um encontro aqui em casa com Satoru. Quer dizer... Era pra ser, mas eu me enrolei no horário e fui me arrumar tarde demais.

Tinha acabado de sair do banho quando ouvi o telefone da casa tocar. Como estava ocupada, pedi para Satoru atender, mas essa era uma das poucas vezes que eu gostaria de ter atendido sim uma ligação.

Satoru se aproximou da batente, seu olhar estava distante. Eu estava me arrumando com tanta pressa, que nem percebi sua expressão.

Gojo-... Quando ia me falar?

Sn- Hum? Contar o quê?

Gojo- Que está doente, droga!

Sn- Satoru, eu não estou doente. - Disse enquanto continuava a me arrumar, sem ainda perceber do que se tratava.

Gojo- Não tenta mentir pra mim! Era o hospital! Ligaram pra confiar o check-up no fígado!... O que tem o seu fígado? Qual o problema nele?

Sn- Oh... Tá... Merda... Nesse caso, eu acho melhor você se sentar. - O guiei até minha cama. Ele me olhava com medo e preocupação. -... Satoru, eu não estou doente, mas estive. - Ele me olhou confuso, mas pude ver um lampejo de alívio. Fui no meu armário e peguei a pasta que tinha os exames com meu diagnóstico e entreguei a ele. - Satoru... - Respirei fundo para enfrentar aquilo. - Há alguns anos atrás, eu descobri uma bactéria no fígado... - Pausei, sem saber como continuar.

Gojo- O quê?... Uma... Bactéria?

Sn- Sim... Bem, quando eu descobri, infelizmente, já era tarde, meu fígado estava comprometido e eu ia precisar de um transplante... Coincidentemente, foi na época em que iríamos começar a faculdade e estávamos enviando nossa ficha de inscrição. Eu me vi num impasse. Eu precisava me cuidar, mas eu sabia que vocês iam parar de ir atrás da vida de vocês para cuidar de mim, principalmente você.

Gojo- Mas, Sn-

Sn- Então eu menti... Eu disse que a faculdade daqui de Tokyo não havia me aceitado, mas era mentira. Eu fui para Kyoto para poder me cuidar em paz, sem ter a chance de perturbar o futuro de vocês. Os únicos que sabiam era meu avô, Shoko e Geto, mas logo Yuji descobriu, e... Bem, a notícia foi se espalhando.

Gojo- Eu fui o único que não sabia? Sn, por que não me contou? Eu estaria com você, eu era seu namorado!

Sn- Era por isso, Satoru!... Estaria comigo, desistiria de si próprio.

Gojo- Independente!... Por que não me contou agora?

Sn-... Fiquei com medo de como reagiria... Pensei que... Pudesse terminar comigo por eu ter mentido.

Gojo- Sn, sou idiota, não um escroto... Porra, essa não é uma daquelas mentiras que põe um relacionamento em risco, é uma mentira que tem haver com sua vida!... Sn, eu jamais terminaria com você por isso... Você tava morrendo, não me traindo. - Ele passou a mão pelo meu rosto, segurando as lágrimas. -... Você poderia ter morrido, e eu nem ia conseguir me despedir. - Comecei a chorar também, um choro silencioso. -... Sim, eu tô chateado por não ter me contado, mas... Mas era a sua vida que estava em risco.

Sn-... Eu tô bem, Satoru... Eu prometo... Já tem quase cinco anos que fiz o transplante... Eu faço check-up de vez em quando para ver se está tudo certo, mas não significa que tenha algo errado. Só tomo um medicamento, que é o que tomarei para o resto da minha vida, mas com o tempo ele vai diminuindo a dosagem. - Ele não disse nada, só me abraçou e chorou no meu ombro.

Gojo-... Promete que vai contar essa coisas pra mim a partir de agora?... Vai, Sn, promete... Não posso correr o risco de te perder.

Sn- Eu prometo... Eu prometo, Satoru. - Apertei o abraço.

Gojo-... O meu amor por você suga toda a minha força vital, Sn.. Se... Se algo acontecer com você, acontece comigo também. Eu te amo... Eu te amo muito.

Sn- Eu também te amo, Satoru. Eu amo muito você.

Continua?

𝙴𝚜𝚜𝚎 𝚏𝚘𝚒 𝚘 𝚟𝚒𝚐𝚎́𝚜𝚒𝚖𝚘 𝚜𝚎́𝚝𝚒𝚖𝚘 𝚌𝚊𝚙𝚒́𝚝𝚞𝚕𝚘 𝚍𝚊 𝚏𝚊𝚗𝚏𝚒𝚌 "𝚛𝚎𝚝𝚘𝚛𝚗𝚘" 𝚍𝚘 𝚙𝚎𝚛𝚜𝚘𝚗𝚊𝚐𝚎𝚖 𝚂𝚊𝚝𝚘𝚛𝚞 𝙶𝚘𝚓𝚘. 𝙵𝚒𝚚𝚞𝚎𝚖 𝚌𝚘𝚖 𝙳𝚎𝚞𝚜 𝚎 𝚎𝚜𝚙𝚎𝚛𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝚝𝚎𝚗𝚑𝚘 𝚐𝚘𝚜𝚝𝚊𝚍𝚘. 𝙱𝚎𝚒𝚓𝚘𝚜 𝚎 𝚊𝚝𝚎́ 𝚊 𝚙𝚛𝚘́𝚡𝚒𝚖𝚊 ❤.

✩•̩̩͙˚𝓥𝓸𝓽𝓮𝓶 ⭐˚•̩̩͙✩

Pessoas, desculpem a demora para postar. Aconteceu algumas coisas e fui diagnósticada com uma coisa que me impactou bastante. Enfim, vou voltar a postar normalmente, ok? Beijos.

Retorno ~ Imagine GojoOnde histórias criam vida. Descubra agora