OS MONSTROS BATEM EM RETIRADA

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Costa acabara de matar o lobisomem que avançara sobre Matilde, o perfurando com uma estocada certeira no coração.

Mal terminara de dar cabo daquele inimigo, e ouviu mais rosnados atrás de si. Girou o corpo na direção dos ruídos, dando de cara com um grupo com mais de dez monstros raivosos, todos com as patas sobre o solo, os dentes afiados loucos para morder gargantas.

— Fuja — disse a voz vacilante de Matilde, que ainda estava deitada ao lado dele. — S... salve-se... Você não precisa morrer por minha causa.

— Jamais — disse Costa, encarando os inimigos com o rosto furioso. — Se você vai morrer, então partiremos juntos.

Os lobisomens uivaram, avançando na direção deles. Costa levantou a espada cheia de sangue, pronto para lutar até a morte, quando de repente eles pararam, com os olhos arregalados e repletos de terror.

— O que foi?! — berrou Costa. — Estão com medo, é?! Podem vir!

Mas as criaturas nem pareceram ouvi-lo; começaram a ganir e a recuar, galopando de volta para a fumaça... Então sumiram no meio do vapor cinzento, desaparecendo da vista de Costa.

— Eu não entendo — disse ele, boquiaberto. — O quê... — Parou de falar, olhando vidrado para as duas formas humanas que vinham pela trilha principal; uma delas mancando, apoiada no ombro da outra.

Costa gelou, imaginando que monstros seriam aqueles. Mas então, no momento seguinte os rostos de Leon e Tiffo surgiram do véu cinzento, sorrindo de orelha a orelha.

Antes que Costa e Matilde tivessem a chance de fazer perguntas, Leon tirou algo pesado e volumoso que trazia enrolado nas vestes, arremessando a coisa no chão, aos pés de Costa. O homem sufocou um grito de surpresa e incredulidade.

Era a cabeça de Kristanus.

OS DEFENSORES DA FLORESTA MÁGICAOnde histórias criam vida. Descubra agora