017- briga

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Laura Freitas.

Acho que o destino gosta muito de brincar comigo, porque não é possível. O Luiz Henrique me chamou pra sair com ele hoje, e aceitei, acabamos de chegar na all in, onde vai ter um show do Veigh. E ao entrarmos no camarote, já avistei de longe o Gerson, que está acompanhado de outros jogadores do Flamengo, e algumas mulheres em volta deles.

O camisa oito conversava com duas loiras, entre algumas risadas. E pra ser sincera, me incomodou ver tal cena. Mas logo tratei de desviar o olhar e ignorar.

- ei - Luiz Henrique passou a mão na minha cintura - vai querer beber oque? Vou pegar pra gente

- pode ser cerveja mesmo

- tá, já volto - o atacante deixou um rápido selinho nos meus lábios e se afastou

Meu olhar insistiu em ir novamente na direção do meia rubro negro, que agora olhava pra mim, com a feição séria, provavelmente viu que estou com o Luiz, e também viu o mesmo me dando um beijo.

Tanto lugar pra esse homem ir, tinha mesmo que estar na mesma balada que decidi vir hoje também. Que filha da putagem do destino.

- aqui sua cerveja - o atacante estendeu o copo na minha frente

- obrigada - peguei, dando um grande gole

Vou beber bastante essa noite, pra esquecer e ignorar completamente o Gerson.

- vem, vamos dançar - segurei no pulso do camisa sete, o puxando pro meio do camarote

Ele parou, e me posicionei na sua frente, começando a rebolar no ritmo do funk que tocava, sentindo seu membro sarrando na minha bunda. Mesmo sem olhar, eu conseguia sentir um olhar de longe queimando sobre mim, e sei muito bem de quem é. Mas hoje, vou o ignorar, e focar apenas no Luiz Henrique.

Encostei minhas costas no peitoral do atacante, sem parar de sarrar minha bunda nele. Uma de suas mãos foi parar no meu pescoço, apertando fraco.

- você é gostosa pra caralho - sussurrou no meu ouvido - e estou doido pra te ter na minha cama de novo

- hm - me virei de frente pra ele, passando os braços pelo seu pescoço - que ótimo, porque estava pensando em fazer isso mesmo quando formos embora daqui - um sorriso largo surgiu em seus lábios

Juntei nossas bocas, dando início a um beijo lento, com gosto de cerveja misturado com energético. A mão do camisa sete explorava as curvas do meu corpo, até parar na minha bunda, apertando de forma gostosa.

Finalizamos o beijo apenas quando a falta de ar se fez presente, e também porque ouvimos uma gritaria pelo ambiente, indicando que a atração principal da noite iria subir no palco.

Chegamos mais perto da ponta do camarote, olhando na direção do palco.

- vou pegar mais bebida pro show - virei a cerveja toda de uma vez

- quer que eu pegue pra você não?

- precisa não. Vou aproveitar e ir no banheiro, pra ajeitar minha maquiagem que com certeza você borrou - ele soltou um riso nasal

Me afastei do Luiz, indo na direção do banheiro. Entrei, e apenas me olhei no espelho, ajeitando minha maquiagem e cabelo rapidamente. Dei uma ultima analisada antes de sair.

Passado Presente - GersonOnde histórias criam vida. Descubra agora