♡ Capítulo 0.6

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Era noite novamente, Violette estava sentada descansando enquanto eu limpo seu rosto que estava sujo de tinta, me sentia mais tranquila de estar com ela.

- Moon, suas mãos são frias e finas, mas eu gosto - Ela fala com os olhos fechados por vergonha, dou uma leve risada e termino de limpar o rosto dela.

- Eu gosto do seu rosto - Organizo as coisas para podermos ir para casa, e mesmo a conversa tendo sido encerrada, ela continua a falar.

- Onde você fica na maioria do dia? Raramente eu te vejo no refeitório...

- Ultimamente tenho passado todo meu tempo aqui, eu esqueço de comer vez ou outra.

- A-amanhã, eu posso vir ajudar novamente? Eu gosto de estar aqui...

- Eu adoraria - Pego minhas coisas esperando ela pegar as dela até que novamente, o mesmo barulho da noite anterior foi escutado por mim, olhei para ela assutadissima, não demoramos muito antes de correr para fora da escola.

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- Ora se não é a lagartinha que tem medo de fantasmas - Ambre diz e suas amigas riem como um eco.

- O que disse a elas Violette? - Pergunto a ela que estava abraçada no meu braço e escondida atrás de mim.

- Disse que ouvimos um barulho, que parecia de um fantasma e que seria melhor as meninas não frequentarem a escola quando escurecesse, falei algo de mal? - Ela pergunta tristonha e eu nego dando um carinho na cabeça dela.

- Não acredito em fantasmas Ambre, mas acredito em perigos, bandidos ou algo pior, Violette só queria alertar as meninas, seria melhor se você não fosse tão leiga sobre algo tão sério - Ela me puxa pelo o colarinho me pegando de surpresa, afinal, seria a primeira vez que ela seria fisicamente agressiva.

- Sabe o que eu faço com lagartas que pensam que podem entrar em meu caminho? - Ela pisa com força no meu pé me fazendo dar um pequeno grunido enquanto Violette estava assustada.
- Eu esmago.

Ela me joga no chão me fazendo bater as costas no armário, Violette corre até mim com os olhos tremulos e assustados, tento a acalmar com palavras mas meu pé reclamava de dor.

Uma sombra se faz presente em nossa frente nos fazendo olhar, era Nathaniel, o representante de turma, ele rapidamente se abaixa até chegar na nossa altura atual.

- Deus, o que houve? - Ele pergunta tentando tocar no meu pé, mas eu rapidamente afasto.

- Nada demais, por favor não se preocupe - Odiaria alguém como ele me tocando de qualquer maneira que seja.

- Ambre pisou no seu pé e a derrubou! Sua irmã passou dos limites - Violette se posiciona de maneira insegura, mas eu aprecio o gesto, mas fiquei surpresa por descobrir o laço sanguíneo entre ela e o representante.

- Claro, você tem toda razão Violette, vou conversar com ela assim que possível, mas antes vamos cuidar disso - Ele me pega no colo quase me fazendo vomitar.

- Não seja exagerado, consigo andar até a enfermaria.

- Não seja teimosa, deixa alguém te ajudar as vezes!

- Não quero parasitar o representante de turma, afinal, se ele definhar, quem poderá julgar o carácter alheio de cima de seu trono estudantil? - Ele se cala não parecendo estar nada contente com minha resposta, me fazendo repensar minha palavras, ele me leva até a enfermaria e só sai dali até a enfermeira dizer com todas as letras que logo iria melhorar e que não ouve quebra ou nada do tipo.

- Estou indo, vou falar com minha irmã... - Ele passa um tempo parado na porta até se virar novamente.
- Me desculpe pelo meu julgamento prematuro de antes, e por te-la ofendido - Ele fala com uma voz de quem raramente quebrava o orgulho para dizer que estava errado.

- Claro - Me levanto e saio junto com ele, mas assim que colocamos os primeiros pés para fora da sala, a primeira cara que nos é mostrada é e castiel, bravo.

- Estavam juntos na enfermaria? Sozinhos? - Olho para trás e aponto para a enfermeira que olhava para a situação com leve divertimento.

- E se estivéssemos? Até onde eu sei uma mulher pode estar sozinha com quem quiser se assim desejar - Nathaniel se põe a frente fazendo os olhos de Castiel se encherem de raiva.

Isso era ridículo, patético e tão deprimente que apenas sai de lá, afinal, estava tão vergonhoso que eu sequer poderia olha-los novamente se ficasse olhando, é um jogo antigo e com clichês antigos, mas mesmo assim eu não conseguia me acostumar.

Mas com o pensamento e a lembrança de ser um jogo me atingiu, só então me recordei que Sun sabe tudo deste universo, poderia saber quando estar em perigo ou não.

Pego meu celular e ligo para Sun que atende rapidamente animado, dada as circunstâncias quase não nos falamos.

- Moon! Você vem me buscar na escola hoje? - Sua voz doce e infantil enche meus ouvidos me fazendo quase derreter de amor, era o único que por muito tempo me fez permanecer viva.

- Claro, antes eu preciso te saber de uma coisa, nos episódios que você jogava, tinha algum que a noite aparecia alguém na escadaria?

- Claro! Me lembro sim! É o fantasma da escadaria, não era nenhum bandido e nem fantasma, era... - Sua voz para de repente.

- Sun? O que foi?

- E-eu não me lembro - Isso seria completamente normal em qualquer ocasião, mas a vida de Sun era o jogo idiota, não havia nada que ele não soubesse, jogou todas as rotas do jogo e demorou anos para terminar todas, esquecer algo do episódio era improvável, mas isso ele não precisava ouvir.

- É normal, não é nada perigoso certo? Então tudo bem.

- M-mas eu adorava esse episódio, eu acho... -Sua voz parecia mais triste, esse tipo de coisa realmente o afetou.

- E-espera! Que tal eu investigar hoje? Ai eu te conto e você lembra do episódio! - Tento mostrar animação na fala, ele sabia que não tinha nenhuma, mas se deixou enganar, afinal, estava assustado, fazia pouco tempo que estávamos aqui.

- Sim! Tira foto para mim! E-eu não quero esquecer... Moon! A professora ta vindo, tchau, te amo - Ele desliga rapidamente me fazendo rir.

Quando o assunto era Sun, eu era estúpida, sem noção e inconsequente, espero que realmente não seja nada perigoso...

MOONLIGHT - Amor DoceOnde histórias criam vida. Descubra agora