Aemond Targaryen sempre fora alheio a presença de sua sobrinha, a casta e perfeita aos olhos de todos que ficavam a sua volta. Visenya Targaryen, filha de um pecado, não passava de uma garota mimada a qual ele jamais olharia.
Até ele a ter, até a d...
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— Não precisava quase mata - lo, Aemond! — exclamou Alicent atrás de seu filho enquanto ele corria para seus aposentos para se livrar das gotas de sangue em seu rosto e vestes.
Aemond pouco se importou com o que fez e com a fala da mãe. Além do mais, o Stark era quem havia o desafiado para uma batalha. Teve sorte que não pode acabar com sua inútil vida ali mesmo, mas com certeza fez com que ele se lembrasse todos os dias de não o desafiar mais.
— Mãe se não se importa, quero tomar um banho e me livrar desse sangue Stark. — O príncipe murmurou antes de se livrar dos passos e gritos histéricos de sua mãe pelos corredores para ir até seus aposentos.
Quando entrou em seu quarto foi rapidamente se livrando de suas vestes, em primeiro o gibão e a espada sendo jogada na mesa de qualquer jeito para banhar - se e se livrar do sangue seco em seus punhos. Em sua opinião não havia feito tanto com o homem que o desafiou, apenas o merecido. Havia desafiado um príncipe Targaryen em sua própria casa, o que esperava?
O príncipe percebeu uma certa presença estranha em seu quarto, atordoada em sua cama com os olhos fixos em todos os movimentos que fazia ao se livrar das roupas. Ele não se intimidou e continuou fazendo os movimentos sabendo exatamente de quem se tratava. — Visenya estava sentada respirando fundo.
— Irei tirar o restante das roupas, se acomode para observar. — indagou Aemond atraindo a atenção da sobrinha o mais breve possível. Ela arregalou os olhos diante da sua audácia repentina e tratou de desviar o olhar enquanto ele se despia.
Seu coração batia tão forte, todos os sentidos de seu corpo pedia para olhar nem por um pequeno segundo que fosse para a presença do tio entrando na água quente recém preparada pelos servos. Quando notou que ele já estava com metade do corpo submerso na água, se desvencilhando de todo o sangue da briga, se permitiu o olhar brevemente.
Aemond já estava a encarando, com o peito subindo e descendo de nervoso e estufados para quase fora do corset que usava. — ele lutou contra o desejo crescendo.
Visenya não dizia nada, permaneceu quieta a todo momento em que ele se banhava encarando seus olhos como um predador, louco para a atacar de vez. Quando fez a mínima menção de sair da banheira foi quando ela se virou de vergonha e permaneceu encarando a janela novamente.
Não sabia exatamente o que iria acontecer agora, com o príncipe secando seu corpo atrás de si, uma tensão crescendo em seus ombros e embaixo de suas saias como nunca antes. Ambos estavam com a respiração forte, ela se recusava a dizer qualquer coisa. Sequer sabia o que teria a levado até os aposentos do tio novamente.
Novamente, lá estava ela.
— O que quer aqui, sobrinha? — sussurrou Aemond em seu ouvido, atrás de seu corpo tão próximo de seu pescoço. Visenya suspirou.