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- Helena, você merece mais que um momento numa suíte de um motel. - o desconhecido fazia carinho no seu rosto e ela sentiu ele tirando a sua pequena máscara.

- Não... - ela segurou seu braço.

- Eu não vejo o seu rosto. De verdade, só quero te tocar.

- O senhor vai fazer como ontem?

- Não me chame de senhor. E você quer que eu faça como ontem?

- Não teve prazer algum ontem... Só me deu.

- Eu tenho disfunção Helena. E esse é o menor dos meus problemas. Mas ainda me resta a boca e os dedos.

Ela foi quem teve a iniciativa do beijo. O encontro dos lábios e a conexão das línguas foi como uma explosão no corpo de ambos.

Os dedos habilidosos dela desabotoaram a camisa daquele homem e ela deixou vários beijos no seu peito.

- Helena...

- Você me deseja?

- Claro que sim...

- Mentaliza isso com toda a força que há em você.

- Mesmo que eu consiga uma ereção é de poucos minutos.

- Não importa... De verdade eu quero muito você em mim, nem que seja por um segundo.

O cliente lhe deu um beijo ardente e logo depois a guiou para a cama. Ali ele rasgou a pequena lingerie que "Helena" usava.

- Eu prometo te dá outra...

Ela não respondeu. Apenas gemeu quando sentiu os lábios úmidos e a língua quente dele sugar os seus mamilos.

Suas mãos trêmulas seguravam os fios de cabelo dele enquanto devagar e cuidadosamente aquele homem lhe dava prazer com a língua. Talvez ele fosse um profissional do sexo também.

- Moça prevenida... - ele disse quando introduziu dois dedos na sua vagina.

Os pés dela deslizaram suavemente até a calça jeans dele e sentiu um volume.

- Você... Eu quero você. - ela disse já ofegante.

- Não sou capaz de satisfazer. É inútil...

Ela se movimentou e ficou mais perto dele, com os dedos ela encontrou o botão da calça e abriu o fecho. O cós da cueca foi baixado e ela teve em suas mãos um pênis ereto e pronto para receber e dá prazer.

Sem pensar muito ela o colocaria na boca, mas ele não deixou. Cuidadosamente levantou sua cabeça e deitou por cima dela. A penetração era algo muito aguardado por "Helena "e ao sentiu-se preenchida ela deu um gemido rouco.

- Só você Helena... Só você.

O orgasmo foi tão intenso que ela sentiu as lágrimas rolarem. Isso nunca tinha acontecido, mas ela não se recriminou.

- Eu te machuquei Helena?

- Não. Sou eu quem vivo me machucando nesse meu mundo de ilusões. Não sobre você... É sobre mim.

- Eu quero te ver uma vez mais...

- Eu acho melhor não.

- Por que não?

- Por que eu quero sair desse mundo e  essa noite me deixou claro que mereço mais.

- Então foi ruim...

- Não. Foi maravilhoso e eu mereço encontrar alguém que me proporcione isso sem ser em um programa. Eu sou viúva e a minha solidão me trouxeram a lugares que nunca pensei estar.

- Uma última vez. Eu juro que nunca mais nos veremos. Eu vou embora e muito provavelmente não volto mais ao Brasil.

- Tudo bem, mas eu não quero dinheiro. Nem hoje e nem em qualquer outro encontro.

- Sábado, as 20 horas nessa mesma suíte Helena.

- Tudo bem.

Helena foi para o banheiro e trancou a porta ligando a luz de seguida. O homem se arrumou e quando ela voltou ao quarto ele já não estava mais ali.

...

Suíte N°150Onde histórias criam vida. Descubra agora