❝ 𝘚𝘩𝘰𝘸 𝘮𝘦 𝘢𝘭𝘭 𝘺𝘰𝘶𝘳 𝘴𝘵𝘳𝘦𝘯𝘨𝘵𝘩𝘦𝘯, 𝘨𝘪𝘳𝘭 ❞
FORÇA |
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Aaron Macgyver, aos dezesseis anos, se vê envolvida no passado da sua mãe quando o dojo Cobra Kai é reaberto por Johnny Lawrence. Confront...
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Episódio vinte quatro, 𝘗𝘦𝘳𝘴𝘰𝘯𝘢𝘭 𝘒𝘢𝘳𝘮𝘢
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Aaron odiava fazer trabalho voluntário. Tudo bem, talvez ela não odiasse. Se fosse em outra vida e ao invés de voluntario, ele não fosse obrigatório.
Eram todos os dias da semana, sem exceção. E isso duraria por três meses inteiros. O primeiro mês mal havia passado, mas para ela, parecia uma eternidade. As tarefas eram repetitivas e monótonas. Um milhão de vezes a mesma coisa, dia após dia.
Alguns dias, o castigo era relativamente simples: catar lixo nas ruas de Reseda. Apesar de ser o mais fácil, ainda era humilhante. Outras vezes, ela era obrigada a servir comida ou trabalhar no refeitório do restaurante popular da cidade.
O cheiro de comida barata e as conversas baixas dos frequentadores a sufocavam. Não era um luxo, mas era melhor do que ter a ficha criminal suja, como seu agente de condicional fazia questão de repetir a cada encontro.
Com o histórico de alcoolismo do pai e o abandono da mãe, tinham retirado a queixa. O acordo havia poupado Aaron de enfrentar algo pior, mas o ressentimento a corroía. Saber que Samantha LaRusso havia mentido à polícia para incriminar Tory era o que mais a irritava. Sam tinha usado a história com ela, Aaron, como ferramenta para fortalecer sua narrativa contra Tory.
Enquanto passava um pano molhado sobre uma das mesas do refeitório, os movimentos de Aaron eram automáticos, mas sua mente vagava longe. Por mais que soubesse que tudo poderia ter sido pior, cada dia ali parecia mais um lembrete de como as coisas tinham saído do controle.
Ela jogou o pano no balde com água suja e olhou ao redor do refeitório. Cada tarefa, cada segundo gasto ali, parecia um pequeno castigo para algo que ela sabia que não era inteiramente culpa sua. Mesmo assim, estava presa ao peso da situação, e a sensação de impotência crescia.
Aaron respirou fundo, pegou o balde e voltou a fazer o que esperavam dela. Não havia muito mais a ser feito.
— MacGyver, fritadeira! — a voz firme do homem mais velho ressoou pelo refeitório. Ele segurava uma prancheta e olhava diretamente para Aaron, que quase deu um salto para trás com o susto.