Cabelos Negros e prazer pra dar (...)

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POV MADELEINE

Paramos em frente a uma enorme casa em uma rua deserta. Um imponete portão de ferro protegia a residência na rua de pedra pouco iluminada; o vento frio assobiou em meus ouvidos e entrei mais pra dentro da capa de Snape. Eu amava o cheiro dele que ficava nas roupas.

A casa tinha uma presença notável de arquitetura gótica, luzes amarelas clareavam através das janelas, uma escada dava acesso a porta principal. Snape segurou minha mão e caminhamos em direção a escada. A porta se abriu e um pequeno elfo doméstico apareceu.

- Boa noite, senhor. - a criatura com a voz arranhada falou em reverência

- Noite, Groot. Onde estão os outros? - Snape perguntou. Ele não desgrudara da minha mão

- Na cozinha, Senhor - Groot respondeu.

- Certo. Por hoje estão dispensados.

- Obrigada, mestre. - Fazendo uma reverência o elfo simplesmente sumiu.

O lugar era majestoso. Uma escada central em mármore negro subia dando acesso a duas alas diferentes da mansão. Um lustre de cristais iluminava o centro do saguão e mais algumas arandelas que pendiam das paredes contribuiam para a ilumação do local. Ele me guiou até a escadaria, em silêncio. Pude notar na parede que ficava no topo da escada tinha alguns quadros de obras de arte, mas um um deles me chamou atenção pois era um retrato: um menino agarrado na beira do vestido de uma mulher magra, pálida como a lua e do cabelo tão negro quanto azeviche, comprido até o quadril. A criança, que tinha todos os traços dela, parecia acanhado ou com medo. Reconheci ser Snape.

- Eileen Snape. - Ele me falou.

- Então é você quando criança? - Perguntei surpresa

- É. A única foto que tinha da minha mãe era essa. - Ele disse displicente

- Espere... Então essa casa é... - Eu fiquei ainda mais surpresa

- Minha? Sim, é. - Ele disse naturalmente e acho que minha cara estava no chão pois ele pegou minha mão e me guiou para o corredor da direita. O local apesar de ter uma iluminação meio baixa ainda assim mostrava sua beleza.

- Foi um presente, por assim dizer, do Lord das Trevas. - Eu o encarei - Bom, ela não era tão arrumada. Voldemort apesar de ser um bruxo perverso e ambicioso, sabia agradar e reconhecer seus seguidores que estavam sempre ali. Apesar de eu ser um espião e traidor dele, acredito que desenvolvi meu papel muito bem pois ele me agraciou com esta casa que fora... Digamos que abandonada.

Fui acometida por um frio na espinha.

- Mas ela já era assim? Digo, ela parece ser nova...

- Não, não. Alguns anos sendo professor em Hogwarts me renderam um bom dinheiro e os aproveitei bem, construindo daqui e reformando dali e ás vezes usando a boa e velha magia.

Paramos em frente a uma porta de madeira aparentemente nobre com maçanetas douradas. Ele abriu e eu jamais acreditaria que Snape teria uma biblioteca tão grande assim. LIvros. Muitos livros pendiam das estantes e tudo muito bem organizado! Eu soltei uma respiração ofegante. Eu estava no paraiso.

- Pode ler qual você quiser, Eyne! Essa bibioteca também é sua - Ele me disse todo orgulhoso.

Fiquei alguns minutos pasma com cada coleção que ele tinha. Ia da magia mais leve até a mais pesada. Absolutamente tudo sobre poções... Além de romances.

Eu peguei um livro de capa verde chamado: Magia da água e sua força.

Senti atrás de mim Snape me abraçando. Ele afastou meu cabelo do ombro e depositou um leve beijo em meu pescoço, me fazendo arrepiar. SUa respiração quente em meu ouvido me trazia uma sensação reconfortante; senti suas mãos grandes em meus quadris, massageando-os de forma provocativa.

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