Capítulo Final - Começo de Algo Especial

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Rei sempre soube que seus sentimentos por Kazuki iam além da amizade ou parceria. No entanto, o comportamento despreocupado de Kazuki, especialmente suas frequentes visitas a casas de prostitutas, era um golpe constante em seu coração. Ele fingia não se importar, mantendo uma fachada serena, mas no fundo, cada escapada de Kazuki o destruía um pouco mais.

Certa noite, depois de uma missão particularmente perigosa que quase os custou a vida, Rei decidiu confrontá-lo. Kazuki, como sempre, estava tentando aliviar o estresse do trabalho, saindo novamente para seus “lugares habituais”. Rei o seguiu, não por ciúmes, mas para finalmente entender o que tanto o atraía naquelas noites fora de casa.

Ele o encontrou em um pequeno bar iluminado por luzes vermelhas, rodeado por mulheres sedutoras e risadas altas. Kazuki parecia relaxado, mas Rei viu algo mais: uma solidão escondida atrás daquele sorriso confiante. Isso o partiu ainda mais.

— É assim que você lida com tudo? Fingindo que está bem enquanto destrói qualquer chance de ser feliz de verdade? — Rei disse, sua voz firme, mas cheia de emoção.

Kazuki, surpreso com a presença de Rei, riu nervosamente.
— O que você está fazendo aqui? Não é seu tipo de lugar, Rei.

— Meu tipo de lugar? Não, Kazuki. Meu lugar é ao seu lado. Sempre foi. Mas você me deixa fora da sua vida toda vez que escolhe se perder aqui — Rei respondeu, sem conseguir mais conter a dor que vinha guardando por tanto tempo.

A expressão de Kazuki mudou. Pela primeira vez, ele percebeu o quanto estava machucando Rei. Ele sempre achou que suas escapadas eram inofensivas, uma maneira de lidar com o estresse. Nunca tinha pensado no impacto que isso poderia ter em alguém que claramente se importava tanto com ele.

— Rei... Eu não sabia que isso te incomodava tanto — ele admitiu, desviando o olhar, como se tivesse vergonha.

— É claro que incomoda! Você acha que é fácil para mim ver o homem que eu amo se destruir dessa forma? — Rei finalmente disse, sua voz falhando ao revelar o que tinha mantido em segredo por tanto tempo.

O silêncio pairou entre eles. Kazuki ficou estático, processando o que acabara de ouvir. Rei estava apaixonado por ele. Ele nunca tinha considerado essa possibilidade, mas agora tudo fazia sentido — os olhares, o cuidado, a forma como Rei sempre colocava sua segurança acima de tudo.

— Você... me ama? — Kazuki perguntou, incrédulo.

— Sempre amei — Rei respondeu, sem hesitar, mas com lágrimas começando a brotar em seus olhos. — Mas eu não posso continuar assim, Kazuki. Não posso continuar te assistindo se destruir sem fazer nada.

Kazuki sentiu um nó na garganta. Pela primeira vez, ele não sabia o que dizer ou fazer. A única coisa que conseguiu foi dar um passo em direção a Rei, estendendo a mão para tocar seu rosto.

— Me desculpe — ele sussurrou. — Eu sou um idiota. Passei tanto tempo tentando fugir de tudo, que nunca percebi que você estava bem aqui, me esperando.

Rei desviou o olhar, tentando conter as lágrimas.
— Não precisa dizer nada, Kazuki. Só quero que você seja feliz, mesmo que isso signifique que eu precise ir embora.

Mas Kazuki não o deixou se afastar. Ele segurou o rosto de Rei com as duas mãos, obrigando-o a olhar nos seus olhos.
— Você não vai a lugar nenhum. Não se eu puder impedir.

E, sem pensar duas vezes, ele o beijou. Foi um beijo desesperado, cheio de emoções reprimidas e palavras não ditas. Rei congelou por um momento, mas logo retribuiu, deixando toda a dor e o amor que sentia se traduzirem naquele instante.

Quando finalmente se separaram, ambos estavam ofegantes. Kazuki sorriu, mas dessa vez, era um sorriso genuíno.
— Me dê uma chance, Rei. Me ensine a ser alguém digno de você.

Rei balançou a cabeça, ainda incrédulo com o que acabara de acontecer.
— Você já é, Kazuki. Só não percebeu isso ainda.

E assim, naquela noite, o que começou como dor e confusão se transformou na base de algo real. Kazuki prometeu a si mesmo que mudaria, e Rei sabia que, mesmo com os altos e baixos, eles finalmente estavam no caminho certo — juntos.

Acabou.

(Espero que tenham gostando, e espero que eu tenha avançado em alguma coisa).

Chupem meu pau (não pai) de 80cm.

E quem já foi traído joga essa mão ou bct pra cima.






Que foi achou que eu ia levantar?

Querida eu nunca namorei.

Como vou levar chifre?

Cornx.

O que vocês estão fazendo?Onde histórias criam vida. Descubra agora