26 - AYLLA

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AYLLA

Finalmente estamos em Junho! Último dia de aula, duas semanas maravilhosas sem escola.

Férias do meiado do ano, como eu te amo.

Para melhorar a situação hoje é aniversário do Kauã, a Lua me pediu ajuda com uma festa surpresa. Estou empolgada, foi bem difícil segurar a minha língua perto dele.

Fiquei encarregada de tirar ele de dentro de casa, e nem foi difícil.

É só oferecer comida grátis.

- Papo reto com esse sol todo! Era para mim está na praia - Kauã resmunga enquanto come seu sorvete de flocos.

- É a piscina lá da sua casa?

Pergunto só para puxar um assunto, sei que a Lua inventou uma desculpa desde semana passada dizendo que estava rachada.

Só para arrumar tudo para hoje.

- Minha mãe falou que está rachada - ele diz sem dar muita atenção enquanto mexe no sorvete. - Pensei em sair hoje, sei lá, pegar um praia. Mas meu pai tá de plantão, carga nova  - ele diz e me olha - Só me restou tomar açaí com você. - ele diz

- Vai se lascar Kauã, fui a única boa alma que pensou em você - coloco uma lenha na fogueira.

Kauã apesar dessa marra e jeito brincalhão todo, é uma manteiga derretida.

Ele logo fecha a cara.

- Também não precisa jogar na cara - ele diz resmungando e eu fico rindo.

Passo minha mão nas costas dele informa de consolo.

Kauã levanta a cabeça rindo e me chama de sínica.

Nosso olhares se cruzam um pouco mais do que o normal, acabo puxando outro assunto e fugindo disso.

De um tempo para cá a minha relação ficou diferente, ainda continuamos amigos, só que tem algo a mais.

Dês do dia que esse idiota disse que gostava de mim, e deixou minha cabeça uma confusão.

Eu estou sempre esquivando dos toque dele, das piadas de duplo sentindo, não consigo disfarçar.

Meu celular toca e puxo o mesmo do bolso, uma mensagem da Lua dizendo que já estava tudo pronto.

- Papo tá bom, mas preciso ir embora - digo e o Kauã levanta a sobrancelha - Tô menstruada, cólica, rios e rios de sangue. - começo a falar sem parar.

- Cala a boca Ayla, eu não preciso saber disso - ele tapa os ouvidos e sai andando na minha frente.

Corro um pouco para alcança ló e empurro o ombro dele.

- Vou passar na Tia Lua, quero saber como ela está, é caminho - digo animada.

- Porra, o mais longo! Vai dar uma volta do caralho para chegar em casa. - ele diz.

- Tô afim de andar - do de ombros e passo na frente dele.






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