Agora tudo faz sentido...

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POV MADELEINE

- Madeleine? Madeleine? Passarinho...

Uma voz ecoava ao longe. Era a voz da minha mãe, me chamando... Mas, algo não estava certo. Eu estava sonolenta, sentia frio, minhas pernas tremiam e meu corpo inteiro doia. De olhos fechados eu tentava ouvir qualquer barulho ao meu redor, o lugar estava em silêncio. A sensação que eu tinha era que eu tinha sido batida em um liquidificador até ficar tonta. Minhas pernas não me obedeciam, meus braços então, dormentes, parece que não existiam.

Abri os olhos devagar e a luz fraca do sol que iluminava o local me fez fechá-los novamente. Respirei fundo e aos poucos, fui recobrando a consciência. Eu não estava em Hogwarts, muito menos em casa! Novamente abri os olhos e conforme eles foram se acostumando com a claridade do local, pude notar que eu estava em uma casa muito grande, com piso xadrez, mas que parecia mais estar em ruinas. Alguns lugares do piso estavam quebrados, teias de aranhas pendiam das paredes, pó por toda a parte, madeira quebrada e a única luz do sol que tinha vinha da cratera que um dia foi um teto.

Me remexi na cadeira e gemi em protesto. Eu estava amarrada. Nesse momento o desespero tomou conta de mim. Mas que diabos?

Minhas mãos para trás da cadeira de madeira estavam amarradas porém minhas pernas estavam soltas; olhei meu vestido que estava sujo e rasgado, como se eu estive sido arrastada e pude notar arranhões por minhas pernas. Revirei em minha memória e a única coisa que lembro era de ter saído da sala de Snape, andar pelo corredor e sentir um baque atrás de mim logo após ouvir alguém conjurar um "Estupeçava". Meu coração estava quase saindo pela boca. Onde estava Snape? Será que deram falta de mim? Onde EU estava?

- Ora, ora, ora... - Uma voz conhecida surgiu da escuridão. Forcei os olhos para enxergar

- Vejo que finalmente a ratinha foi pega... Isso é tão... Incrivel!

Soraya Brown. O Demônio em carne, osso e cabelos ruivos.

- Você deve estar se perguntando: porque eu vim parar aqui? - Ela deu uma risada que me arrepiou. Apenas a encarei - Uh, está com medo, Passarinho? ou devo chamá-la de Eyne? Minha doce e querida Eyne...

O deboche em sua voz me enojou.

- O que você quer, Soraya? Eu nem te conheço... Nunca fiz nada pra você

Com uma rapidez infernal, ela veio para perto de mim e puxou meu cabelo. Aquilo doeu.

-Olhe para mim! - Ela ordenou com ódio no olhar. A encarei com mais raiva ainda

- Você simplesmente estragou tudo... - Ela cuspiu as palavras

- Estraguei o que, sua louca?

Nesse momento, senti a sua mão se explanar sobre minha face: fui atingida com um tapa bem dolorido.

- Tudo! Você estragou tudo... Sua vadia! - Outro tapa no meu rosto.

- Porque você simplesmente não me solta e vamos resolver isso no modo tradicional, han? - Propus já sentindo a raiva subir

- Não... Eu estou adorando te ver assim, tão impotente. Porque ele teve que te escolher? E não eu?

- O que? Pelos deuses... Eu não entendo

Soraya me olhava de pé, seu cabelo ruivo preso em uma trança, usava um conjunto de saia e blazer estilo anos 50 cor castanho e batom vermelho; seus olhos azuis saiam faíscas de raiva, mágoa.

- O Lord das Trevas...- Ela começou - Tudo começou quando o Lord das Trevas me prometeu Snape. Ele era pra ser meu!

Um soco no estômago me doeria menos.

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