De repente

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Hanni se sentia confusa e em sua cabeça parecia que havia passado um furacão em seus pensamentos.

Como assim Kim Minji gostava dela? Logo a Minji que era chata e irritante?

Tudo bem que a garota estava prestes a tentar fazer as pazes com ela, pois foi muito grosseira, mas por isso ela realmente não esperava.

Foi muito estranho, porque Hanni se sentiu tímida e envergonhada, mesmo depois de três dias passados da confissão.

Mas há algum tempo atrás, Hanni estava quase assumindo para si mesma que tem sentimentos pela Mulher Aranha, por mais que tenha acontecido toda aquela situação constrangedora da última briga.

Enquanto andava com cautela pelos corredores da universidade, rezando para não dar de cara com certa pessoa, Hanni decidiu passar no seu lugar favorito para dormir quando estava cansada de assistir aula.

Bem nos fundos da escola havia uma sala de um dos zeladores da escola, que raramente ia lá. Só servia para guardar esfregões, pois era do tamanho de um armário de duas portas.

Sorrateiramente ela entrou na salinha, que era bem apertada e escura.

Quando finalmente resolveu sentar no chão para descansar, percebeu que o chão estava um pouco mais macio do que o normal.

Um grito de susto ecoou no míni cômodo, fazendo Hanni se assustar, e seu corpo ir com tudo para trás, batendo na porta, e consequentemente fechando ela — Já que a porta estava entre aberta —

— MEU DEUS VOCÊ ENLOUQUECEU? — Hanni automaticamente reconheceu a voz, e percebeu que Minji também estava ali — Não pode fechar essa porra, por que a trança está com problema, por isso ninguém usa mais.

— Você acha que eu não sei? O problema foi você estar parada aí como um espírito maligno no escuro, como eu ia te ver e não me assustar?! — Pham falou tenta do puxar a tranca para abrir a porta.

— Espera... Hanni? É você?

— Lógico que sim, agora levanta e me ajuda aqui.

As duas tentaram abrir e falharam miseravelmente.

— Meu Deus, agora a gente tá presa aqui pelo resto de nossas vidas — Hanni se desesperou.

— Eu não ia ligar — Minji disse brincando, e fez Hanni de lembrar do selinho que a mesma tinha dado nela.

— Cala boca!

— Ah, desculpa se você ficou desconfortável, era só uma brincadeira.

— Não, não é que eu fique desconfortável, é por quê é estranho — Hanni tentou se explicar.

— O que é estranho?

— Você do nada gostar de mim? Nem tem motivo pra você gostar — Pham fez uma cara de desconfiada.

— Como não?

O silêncio se fez presente.

O quarto era bem apertado, fazia Hanni se lembrar daquela vez do chuveiro. Era um pouco desconfortável, até porque ela estava meio que sentada em cima de Minji, pois não tinha outro lugar pra sentar nem se ela quisesse.

— Como você achou esse lugar? — Hanni puxou conversa, e não obteve resposta — Você vai ficar me ignorando mesmo?

— Desculpa, é que eu tenho vergonha...

— Na hora de roubar um selinho não tinha nenhuma né? Sinceramente, não te entendo — Pham resmungou — Aquele foi meu primeiro beijo, sabia?

— Que mentirosa.

— Por que tá falando isso?

— Ah... Nada — Minji tentou mudar de assunto, aquilo feriu um pouco o ego dela. Era como se aquele beijo na casa de Hanni não tivesse sido importante pra ela — É que você já deve ter beijado outras pessoas.

— Sim, só duas — A menor foi sincera.

— Mas enfim, me desculpa por aquilo, tá? — A Kim suspirou — Era o único jeito de você me levar a sério, e não achar que eu tava brincando com a sua cara.

— Tudo bem, não tem problema.

Ao passar mais de cinco minutos, o desespero começou a bater, e Minji e Hanni decidiram ficar em pé e bater na porta, gritando por alguém que pudesse tirá-las de lá.

Passando no corredor, um velhinho que era zelador da escola, ouviu as batidas e foi em direção à porta, junto à uma chave velha.

— Tem gente aqui? — O belinho falou em frente à porta, e as duas garotas lá dentro gritaram "SIM!" em uníssono.

— Toda vez é a mesma coisa... Esses adolescentes querem ficar de beijação e se trancam sem querer — O velhinho resmungava enquanto abria a porta.

Assim que ele as soltou, Hanni deu um abraço nele.

— Obrigado tio! Vou te pagar um pastel da cantina — Hanni falou sorridente.

— Há, gostei de vocês — O velhinho disse — Pode deixar que eu não vou contar nada, tá bom? Só que da próxima vez  tentem não ficar presas!

— Não, não! — Minji tentou explicar — Não é nada do que você tá pensando, a gente não namora.

— Ahh, não precisa se explicar, já falei que não vou contar. Agora voltem pra sala de vocês agorinha!

As duas meninas constrangidas foram até suas salas.

Pham percebeu que Minji parecia diferente... Mais quieta, tímida e respeitosa. Ela é uma boa pessoa.

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⏰ Última atualização: Jan 10 ⏰

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