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       Sorria como a um bom tempo não dava ,risadas alegres e realmente involuntárias. Sorrio para que a tristeza e o medo se sintam intimidados e vão embora, pelo menos era isso que minha mãe dizia para fazer quando algum amigo ia viajar e eu passava as férias sozinha ou quando me saia mal na prova de educação física, esportes nunca foram minha praia até eu entender que era importante para a saúde. O dia estava ensolarado e bonito, nunca havia visto um clima tão agradável no inverno do Texas, Wednesday  brincava de pega-pega com Catrina e assim que a alcança pega a menina no colo e a enche de cosquinhas, que as faziam rir ainda mais, mas não demorou para a morena vir até mim, que estava sentada em uma tolha de pequinique, com várias comidas, ao meu lado. Cat  se junta a mim pegando alguma mini rosquinha, enquanto Wednesday se senta ao meu lado, com um lindo sorriso, a garota não era de sorrir muito, mas quando esse evento acontecia o tempo parecia parar para que eu podesse admira-la comum pouco mais de calma.

_ Vou comprar alguns sorvetes para nós, certo?

Assinto, lhe retribuindo o sorriso na mesma intencidade, e a mesma se levanta, não antes de se despedir com um tchauzinho para a menina que se lambusava de rosquinhas.

_ Nid, papel_ pediu

_ Claro_ Dou risadinhas pela a situação da menina.

  Me viro para minha bolsa onde guardava os gardanapos e assim que os achei, tirei alguns e retornei a olhar para Catrina, mas ela não estava sentada, onde me lembro, olho para os lados a procura da menina e nem um sinal, sinto meus batimentos aumentarem bruscamente, minha respiração estava fora do normal.

_ Calma Ninid. Nossa menininha está bem

   Uma voz sussura no meu ouvido, e eu a reconhecia, instantaneamente me viro para trás e o homem moreno, com a barba rala me encara com um sorriso nada normal.

_ Guilherme?_ O encaro surpresa_ O que fez com a Catrina?!

   O homem dá gargalhadas, e segura nos meus ombros e me encara com os seus olhos semicerrados e quase ranjindo os dentes.

_ Você poderia ter ficado quietinha, terminado comigo talvez e seguir a sua vida, mas resolveu se meter onde ninguem te chamou Ninid_ Passa as mãos pelos meus cabelos_ Agora vai ter que lidar com essa má escolha_ Me dá um sorriso.

     Abre seus olhos bruscamente e consequêntimente pelo sol já entrar pela janela, fecha-os rapidamente, lhes dando um tempo para se acostumarem, e assim se passando alguns minutos os olhos já haviam se habituado, Enid vai em direção a sua pequena cômoda que ficava ao lado de sua cama e bebe a água que dechara ali em sua garrafa.  A loira se sentia cansada, nõa havia chegado tarde, mas teve novamente ligações inoportunas do hospital que trabalhava, e a onda de pensamentos à atordoram durante a noite ela não sabia o que fazer me relação ao seu trabalho, para onde iria? Já tinha quase se descidido a ficar com sua mãe, ela ama a Catrina, e a mesma se sentia.... Mais segura, mas assim que viu Guilherme na loja de bolos, naquele dia, essa quase certeza voltou a ser uma dúlvida, não se sentia confortável muito menos segura em um lugar onde a pessoa que fez a mesma fugir estava.

 Enid levou as mãos ao rosto e o cobrindo por completo, e assim abafando seu grito, e logo passará as mãos pelos fios bagunçados, assim que o som de sua porta chega aos ouvidos da garota, os seus olhos correm sem sequer pensar uma vez, para a entrada do seu quarto, que logo revela uma Elisabeth sorridente, com uma bandeja em suas mãos, sem saber que segurava a loira solta o ar de seus pumões. Assim que o rosto da mãe se encontra com a filha, faz com que a mais velha murche seu sorriso.

_ À algo de errado, Enid?

_ Nada demais.

_ Querida, sabe que eu sempre estarei aqui com você, certo?

InvernoOnde histórias criam vida. Descubra agora