Kaiser - Blue lock

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Kaiser - Blue Lock
Nome do Leitor: Sato
Pedido de: @Miyuki-Kamado

“Eyes don’t lie…” By: Isabel Larossa
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Sato era um jogador metódico e reservado. Desde sua entrada no time, ele se destacava pela leitura impecável de jogo e pela precisão nas finalizações. No entanto, sua chegada trouxe consigo um problema que ele não esperava: Michael Kaiser. Para Kaiser, o futebol era uma arte, e ele, o artista. Com um ego tão grande quanto seu talento, Kaiser via Sato como um obstáculo, um rival a ser esmagado.
E Sato? Ele via Kaiser como uma distração barulhenta.
Logo no primeiro treino, a animosidade entre os dois ficou evidente. Escalados para jogar no mesmo time durante uma simulação, Kaiser ignorou os passes de Sato, optando por jogadas solo. No final, enquanto Kaiser marcava um gol espetacular, o restante do time ficava visivelmente frustrado.
Após o treino, enquanto todos saíam do campo, Sato parou ao lado de Kaiser.
— Você acha que é maior que o time? — perguntou Sato, com uma frieza cortante.
Kaiser apenas deu de ombros, um sorriso arrogante em seus lábios.
— Não acho. Tenho certeza.
A rivalidade estava declarada.
Nas partidas seguintes, os dois competiam não apenas contra o adversário, mas também um contra o outro. Quando Sato fazia uma jogada de mestre, Kaiser respondia com um drible ainda mais impressionante. O time começou a perceber que, apesar de suas habilidades combinadas serem um trunfo, a falta de harmonia entre eles criava brechas perigosas.
O técnico, ciente do problema, decidiu agir.
— Vocês dois estão jogando como inimigos. Isso acaba agora. Vocês vão trabalhar juntos, ou nenhum de vocês pisa em campo.
A solução veio na forma de um exercício: durante os treinos, Sato e Kaiser foram colocados em dupla para todas as atividades. Eles precisavam aprender a confiar um no outro, ou o time pagaria o preço.
No início, o treinamento foi um desastre. Kaiser fazia piadas constantes sobre a seriedade de Sato, chamando-o de “robô sem alma”. Sato, por sua vez, ignorava qualquer tentativa de comunicação.
Até que, em uma partida treino, Sato notou algo. Kaiser, apesar de seu comportamento extravagante, tinha um instinto incrível para criar espaço em campo. Ele não apenas entendia o jogo, mas o moldava ao seu redor.
No final do treino, Sato se aproximou dele.
— Você é bom em manipular a defesa — disse ele, sem rodeios.
Kaiser arqueou uma sobrancelha.
— Isso foi um elogio, Sato?
— Apenas uma observação — respondeu Sato, antes de sair.
Foi o suficiente para que Kaiser começasse a enxergar algo mais em Sato.

A relação deles mudou em um jogo decisivo da temporada. O time adversário era conhecido por sua defesa impenetrável, e, no primeiro tempo, Sato e Kaiser mal conseguiam avançar. No intervalo, o técnico pediu que eles deixassem as diferenças de lado.
— Se continuarem assim, vamos perder. Não é sobre vocês dois. É sobre o time.
No segundo tempo, algo clicou. Sato começou a antecipar os movimentos de Kaiser, ajustando suas próprias jogadas para complementá-los. Kaiser, por sua vez, começou a confiar nos passes precisos de Sato. Em um momento crítico, Kaiser atraiu três defensores, abrindo espaço para Sato finalizar e marcar o gol da vitória.
Quando o apito final soou, Kaiser se aproximou de Sato e estendeu a mão.
— Bom trabalho, parceiro.
Sato hesitou, mas apertou a mão dele.
— Não me entenda mal. Quero vencer, só isso.
Kaiser sorriu.
— Tudo bem. Desde que continuemos vencendo juntos.
Fora de campo, a rivalidade ainda existia, mas agora havia um respeito mútuo. Kaiser continuava a provocar Sato sempre que podia, chamando-o de “robô” ou “gelo”. Sato, por sua vez, rebatia com sarcasmo sutil, algo que começou a divertir Kaiser mais do que irritá-lo.
Em um dos treinos, enquanto Kaiser praticava chutes de longa distância, Sato se aproximou.
— Você acha que esses chutes funcionam contra todas as defesas? — perguntou ele.
— Claro. Eles não funcionariam?
— Não contra mim. — Sato deu um sorriso raro e desafiador.
Kaiser gargalhou.
— Finalmente, o robô tem personalidade.
A relação deles não era de amizade convencional, mas de uma parceria forjada em respeito e competição. No fundo, ambos sabiam que o outro os forçava a serem melhores, e, embora jamais admitissem, precisavam um do outro para alcançar a grandeza.

Iᴍᴀɢɪɴᴇsˣ ᵐᵃˡᵉ ʳᵉᵃᵈᵉʳOnde histórias criam vida. Descubra agora