ℭ𝔞𝔭í𝔱𝔲𝔩𝔬 𝔡𝔬𝔷𝔢

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Capítulo doze
Ou
“Ultraviolence”

Dexter Charming

Não é correto descontar a raiva que sinto na mesa, mas não consigo pensar coerentemente.

— Merda, merda, merda, merda, merda — bato meus punhos na mesa, enfurecido — PORRA!

Sento no chão e ponho as mãos em meu rosto, tentando achar uma saída para o empecilho.

O empecilho que minha própria irmã colocou.

Minha irmã, que está acobertando uma mulher que foi acusada de matar sua noiva.

— O que eu faço? — digo mais para mim mesmo do que para o outro. Ele não responde, mas eu não estava esperando que ele o fizesse.

A porta se abre e vejo a silhueta de Wayne entrar, um alívio momentâneo até perceber o olhar em seu rosto, que não era nada acolhedor. Claramente ele não tinha vindo até ali para dar elogios.

— Levanta, garoto. — ele diz friamente, o que faz meu estômago gelar. Quando eu demoro alguns segundos para processar o comando que ele havia me dado, ele perde a paciência, me puxando pela camisa para ficarmos olho a olho.

Embora eu fosse um pouco mais alto do que ele, sua presença me fez sentir minúsculo. Eu odiava aquela sensação, pois já havia sentido por tempo demais. 

— Wayne, eu… — minha fala é cortada pela metade quando o homem desfere um soco na minha bochecha. Porra. — Qual é o seu problema?!

— O meu problema? Me diga qual é o seu, moleque. — ele se vira para o policial que estava me acompanhando — Saia daqui. Agora.

O outro o obedece sem questionar, me lançando um olhar de pena ao sair.

— Eu não…

— Cale a boca. Eu não acredito que de todos os meus homens, foi justo você que resolveu ser um péssimo profissional — ao abrir a boca para me defender, ele levanta um dedo frente ao meu rosto, indicando para eu ficar quieto. Obedeci. — Você tem noção do que acabou de fazer?

Não me atrevi a responder

— Eu não devia ter te dado permissão para continuar no caso. Eu sou um idiota por pensar que você teria maturidade para separar vida pessoal e profissional.

— O que você quer dizer com isso? — Eu rebato, perdendo minha paciência

— Você acha que eu não sei quem ela é? — Ele arqueia as sobrancelhas de um modo debochado — A garota do cabelo preto que você trouxe à força até aqui e a obrigou a ficar nesse espaço ridiculamente improvisado, é parente da vítima.

— E no que isso implica a minha falta de profissionalis…

— Eu não te mandei ficar quieto?

— Sim senhor, mas eu não acho justo ter que ouvir insultos à minha carreira sem nem ter a chance de me defender ou de mostrar o meu ponto de vista. Eu tinha um plano, e eu ia executá-lo com maestria, e se ninguém tivesse me atrapalhado eu teria a confissão daquela assassina antes mesmo do sol se pôr!

— Você teria a confissão de uma assassina ou a confissão de uma mulher inocente que foi levada até a exaustão com o propósito de confessar algo que não fez? — ele cruza os braços — Sinceramente, eu esperava isso de todas as pessoas do mundo, menos de você, Dexterous.

— Eu não sou um monstro. Apenas estou fazendo o meu trabalho.

— Engraçado que você nunca teve tanta vontade de solucionar um caso quanto agora — ele semicerrou os olhos — Será que essa pressa de colocar a mulher na prisão não é sua própria maneira de descontar sua dor de cotovelo pelo fato de que nunca conseguiu ficar com ela? Eu fiz meu dever de casa, Dex, e não é segredo pra ninguém que você era apaixonado por ela…

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⏰ Última atualização: Dec 13, 2024 ⏰

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𝐆𝐨𝐨𝐝𝐧𝐢𝐠𝐡𝐭 𝐒𝐨𝐜𝐢𝐚𝐥𝐢𝐭𝐞 Onde histórias criam vida. Descubra agora