Eu tava lendo os comentários de vocês, e quero dizer que estava com muita saudade mesmo! Fiquei muito desanimada, sem conseguir escrever achando que não estava sendo bom, meio perdida sem saber se continuava ou não . Tentei alguns dias aparecer mas não conseguia. Que bom que hoje eu venci. Tava sentindo muita falta de vocês, de estar aqui, e dessa história que eu sou apaixonada! Não deixem de participar e me dizer o que estão achando. A participação de vocês é fundamental pra mim 🫶🏼
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"Tô aproveitando cada segundo antes que isso aqui vire uma tragédia."
MARIÁ 🐈⬛
NORDESTE, ALAGOAS - VILA TATURÉ 🏝️
Olhei em volta na lancha e automaticamente meus olhos pararam nos dele, que me chamou com a cabeça e com o olhar. Puxei a toalha que eu tinha deixado ali no canto me enrolando na mesma e tirei o excesso de água do corpo e do cabelo. O sol já tinha ido embora e eu estava batendo o queixo com frio.
Eu cheguei devagar nele, passando pelo Avelar e pela Alina que tava sentada no colo do Henrique. Eles me olharam atravessar e eu me encaixei no meio da perna dele, que tava sentado na parte mais alta. Senti quando seus braços tocaram minha pele, e eu olhei pra ele por cima do ombro vendo ele levar a cerveja até a boca.
Como era gostoso.. Eu passei a língua na boca e ele me olhou de cima a baixo.
Heitor: Vai por uma roupa, tá gelada pra caralho.. Ainda com esse rabo de fora aí ..- ele falou perto do meu ouvido e eu me abracei com meus próprios braços ficando de frente agora pra ele.- Porra tá de sacanagem né ?.- ele falou abrindo os braços e eu toda tonta olhei por cima do ombro pra trás. O Avelar tava bem atrás de mim e eu de biquíni com a bunda quase na cara do garoto. Fiquei toda sem graça, e o Heitor fechou a cara pra mim. Como se eu tivesse feio algo propositalmente. Todo mundo no meio do mar, vai fazer o que...
Mariá: Você não vai me falar o que você falou com meu pai ?.- eu levei o copo dele até minha boca e ele continuou me encarando
Heitor: E tu vai continuar dando uma de maluca pra nego ficar te comendo com os olhos ?.- ele falou olhando no meu olho e eu levei de novo o copo dele até a boca. Confesso que deu um gostinho bom ver que de alguma forma ele se incomodou. Eu segurei a vontade de rir e passei a mão no queixo dele e depois em cima da tatuagem no seu rosto. Ele pegou no meu cabelo devagar e colocou pra trás do ombro continuando com a mão na minha nuca. Um simples toque daquele troço e eu sentia aquele arrepio que ia do pé até o último fio de cabelo. Uma corrente elétrica que percorria devagarinho por todo corpo. O tempo inteiro ele ficava perto, mas com um certo receio eu percebia de como agir ou não comigo no meio de todo mundo ali. Eu o entendi bem, pra mim também era algo novo. Nunca tive uma pessoa com quem eu quisesse ficar assim, ainda mais perto da minha família sabendo que todo mundo veria e poderia pensar algo. Mas a gente já tinha passado o dia assim. Eu tava sentindo falta do toque daquele idiota. Ele segurou no meu rosto, olhou no meu olho, olhou devagar para os lados, e olhou pra mim de novo me fazendo rir.- Me dá um beijo ?.- ele falou com calma fazendo aquele cafuné gostoso no meu cabelo