No luxuoso internato Batchelor Boarding, Annelise Hinsley e Henry Radley são jovens herdeiros que dominam o campus com sua riqueza e ambição. Entre festas extravagantes e rivalidades intensas, eles travam uma batalha pelo controle absoluto. Henry, o...
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• ᴘᴏɴᴛᴏ ᴅᴇ ᴠɪsᴛᴀ ᴅᴏ ʜᴇɴʀʏ •
Eu erguia o copo de uísque, os meus lábios se curvarem em um sorriso ligeiro à medida que o líquido quente corria pela minha garganta. O cheiro de cigarro envolvia o ambiente, misturando-se com os gritos suaves de prazer daquela noite de diversão. Cindy Staunton estava de joelhos diante de mim, seus olhos verdes brilhavam de excitação enquanto seu lábio superior se erguia para revelar os seus dentes pequenos e brancos. Ela era uma visão, com seu corpo magro e esbelto, cabelos castanhos escorridos sobre os seus ombros desnudos e os seios pequenos balançando levemente a cada movimento que ela fazia.
Mas eu não conseguia me concentrar. Minhas mãos estavam firmemente agarradas na sua cabeça, guiando seus movimentos, mas minha mente estava em outro lugar. Na verdade, ela estava com alguém que não deveria estar ali. Annelise Hinsley. Ela apareceu na minha mente como um fantasma, seus olhos azuis esverdeados brilhando em algum canto da minha consciência, e eu não conseguia afastá-la.
Essa garota me está matando, pensei com uma mistura de raiva e desejo.
— Annelise se empolgou demais na noite passada. — Falei, de repente, passando o olhar para Jacob que estava, também, ocupado com uma garota. Ele levantou a cabeça, os cabelos escuros em desalinho, um ar de confusão cruzando seu rosto enquanto ele tentava entender porque eu teria interrompido um momento tão prazeroso para falar sobre Annelise. — Ela parecia tão idiota — continuei, tentando parecer indiferente enquanto a imagem dela se desenhava na minha mente.
— Idiota? — Jacob levantou a sobrancelha, um sorriso malicioso dançando nos lábios enquanto continuava metendo na garota que estava de quatro. Tenho certeza que ele pensava no beijo que deu nela no jogo de suck and blow. — Ou perfeita demais para a sua paciência? — Eu revirei os olhos, largando o copo vazio na mesa ao meu lado. — Você acha que ela não percebe? — Ele perguntou, ainda com aquele tom debochado.
— Percebe o quê? — respondi, ríspido, tentando cortar o assunto.
— Que ela te deixa louco.
Eu não respondi, mas a verdade era amarga. Annelise sabia exatamente o que fazia comigo. Ela sabia como rir de uma forma que grudava na minha cabeça, como passar ao meu lado e deixar o perfume preso em cada célula minha. Ela sabia me provocar e, ao mesmo tempo, fingir que eu era apenas um detalhe insignificante no mundo dela.
A visão de Cindy voltou para o meu campo de visão. Ela era bonita, divertida, e fazia o que eu queria sem perguntas ou exigências. Ainda assim, o rosto de Annelise pairava, uma constante sombra sobre todas as outras mulheres.