capítulo 11 - Riat Archer
Quatro dias se passaram desde que aqueles porcos começaram a se alimentar da minha comida e a beber da minha água, sem ao menos suspeitar do que eu havia preparado para eles. Eles comiam, bebiam e viviam como se fossem intocáveis, acreditando que sua traição ficaria impune. Mas eu sabia esperar. Sempre soube. E agora, eles estavam exatamente onde eu queria.
Um deles dormia no quarto em que o deixei, dopado com o "remedinho" que forcei goela abaixo. O outro? Ele estava em uma sala que eu mesmo montei com cada detalhe calculado. Passei os últimos dias transformando aquele espaço em um palco para minha performance. Luís seria a estrela principal.
Quando entrei, lá estava ele: amarrado, nu, vulnerável. Seu corpo estava preso à maca de um lado, recebendo soro; do outro, um equipamento improvisado fazia uma transfusão direta para garantir que ele sobrevivesse o suficiente. Sua respiração era irregular, os olhos piscavam, despertando lentamente.
— Finalmente acordando, Luís? — murmurei, pegando uma das adagas que eu afiara na noite anterior.
Eu queria que ele sentisse. Que cada segundo fosse gravado em sua mente e, por fim, apagado junto com sua vida. Caminhei até ele, passando os dedos na lâmina brilhante antes de posicioná-la contra sua nuca.
Sem pressa, deslizei a lâmina. Um corte preciso, que começava na base do pescoço e descia pelo meio das costas. O grito que ele soltou foi visceral, ecoando pelas paredes como música. Não consegui evitar um sorriso.
— Ah, Luís... — falei, revirando os olhos diante de sua reação exagerada. — Para com isso. Isso aqui ainda nem é o começo.
Apoiei uma mão em suas costas ensanguentadas e, com a outra, segurei a ponta de pele que começava a se soltar. Puxei devagar, sentindo a resistência da carne. A pele saiu em tiras irregulares, revelando o músculo vivo e pulsante.
Ele gritava, chorava e se debatia, mas não havia para onde correr.
— Tá tudo bem... Tá tudo bem... — murmurei, com a voz calma e reconfortante. — Estamos só no início, meu bem.
Continuei arrancando sua pele, meticulosamente. Era quase terapêutico. A sala já estava um caos; o sangue escorria pelas bordas da maca, formando poças no chão. Ele implorava por misericórdia entre gritos, mas isso só tornava tudo mais divertido.
De tempos em tempos, eu verificava a bolsa de transfusão. Não queria que ele morresse antes da hora. Troquei-a por uma nova, garantindo que seu corpo continuasse funcionando, mesmo em agonia.
— Quantos anos você tem mesmo, Luís? — perguntei, observando enquanto ele tentava, inutilmente, focar em mim.
— V-vinte e dois... senhor... — respondeu, a voz fraca e entrecortada.
Por um momento, pausei. Vinte e dois. Era o aniversário dela. Um sorriso involuntário surgiu em meu rosto. Como pude esquecer disso?
— Já que você está consciente, me responda algo. — Inclinei-me, arrancando mais um pedaço de sua pele. Ele gritou novamente, mas ignorei. — O que você acha que eu devo dar para a Lua como pedido de desculpas pela bagunça que vocês fizeram?
Ele tentou responder, mas sua voz falhou. Frustrado, pressionei os dedos na carne exposta, fazendo-o se contorcer de dor.
— Fala logo!
— C-cartas... chocolates... flores... — balbuciou, mal conseguindo formar as palavras.
Revirei os olhos. Ridículo. Lua merecia mais, muito mais.
— Porra, isso nunca será suficiente. — Passei a mão no queixo, pensativo. — Ela merece algo especial... Mas o quê?
De repente, lembrei-me de como ela amava livros. Sua paixão por histórias, por mundos imaginários.
— E se eu construir uma biblioteca? — murmurei, mais para mim mesmo. — Com todos os livros que ela ama. É, isso soa melhor.
Olhei para ele novamente. Luís estava à beira da inconsciência, mas ainda vivo.
— Luís! Não vai dormir no meio da brincadeira! — gritei, dando um tapa forte em sua carne exposta. O grito que ele soltou foi mais baixo dessa vez. Ele estava se enfraquecendo.
Continuei minha obra, agora descendo para as pernas. Minhas mãos estavam cobertas de sangue, mas isso já não me incomodava. Horas se passaram, e ele ainda estava vivo, apenas o suficiente para sentir cada corte, cada pedaço arrancado.
— Aqui. — Peguei um pedaço de bolo de abacaxi com coco, levando-o até sua boca. — Sabe que esse é o bolo favorito dela? Não gostava de doces, mas experimentei por causa dela. Se minha mulher gosta, eu também gosto.
Assobiei e esperei. A porta se abriu lentamente, e meus dois lobos, Tor e Kiara, entraram. Eles sentiram o cheiro de sangue imediatamente, seus corpos se tensionando em expectativa.
— E aí, meus garotos? — murmurei, acariciando suas cabeças enquanto eles permaneciam imóveis, obedientes.
Voltei para Luís, soltando suas algemas. Ele caiu no chão como um saco de carne inútil, incapaz de se mover. Não consegui conter a risada. Noah, meu capanga, observava em silêncio, mas seus olhos denunciavam o pavor que sentia.
— Ah, Luís, nem vai tentar fugir? — perguntei, zombando dele. — Eu ia até deixar a porta aberta pra você...
Assobiei novamente. Foi o sinal para os lobos. Eles avançaram como um raio, rasgando-o com suas presas afiadas. Luís ainda estava vivo enquanto eles o devoravam, seus gritos abafados pelo som da carne sendo rasgada.
— Lindo, não acha, Noah? — comentei, observando o espetáculo. — Parecem dois cachorrinhos brincando.
— Sim, senhor... — respondeu ele, a voz apática.
Dei um passo para trás, observando o caos que havia criado. Órgãos espalhados pelo chão, os lobos brincando com os pedaços como se fossem brinquedos.
— Chega. Limpe essa bagunça.
Antes de sair, lancei um olhar para Noah, batendo em seu ombro.
— E cuidado... Eles mordem.
Saí da sala, assobiando uma melodia enquanto deixava para trás o som da carnificina.
♡Continua♡
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Night Stalker Endless Pursuit
Romance!Não é relacionada ao caso do perseguidor noturno! 🔞Dark romance 🔞totalmente indicado para maiores de 18 anos Uma garota que se agarra na vida por uma simples promessa começa a receber cartas com.... Ela fica entre o medo e algo novo para lhe dar...