capítulo 12 - Riat Archer

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Já era outro dia, e finalmente chegou a vez de Drake. Ele merecia morrer. Não iria inovar demais, porque, honestamente, adoro esfolar pessoas vivas — principalmente quando é pela minha Lua. Cada corte, cada grito, era como um lembrete de que o mundo podia ser mantido sob controle... por ela, e por mim.

Quando ele abriu os olhos, já amarrado na maca, o pânico começou a tomar conta de seu rosto. Primeiro, veio a confusão: as sobrancelhas se franziram, os olhos se estreitaram. Mas então, quando o cheiro de sangue seco e carne apodrecida invadiu suas narinas, a compreensão bateu. Ah, aquela confusão, aquela negação inicial... era deliciosa.

— Bom dia, Drake. — minha voz saiu baixa, quase doce, enquanto eu me aproximava. O som das minhas botas esmagando o sangue seco no chão parecia ecoar pela sala. — Dormiu bem?

Ele tentou responder, mas apenas emitiu um ruído fraco. A garganta devia estar seca, talvez do gás que usei para sedá-lo. Peguei um copo de água, deixei algumas gotas escorrerem em sua boca. Ele tentou beber desesperadamente, como se isso pudesse salvá-lo. Antes que pudesse engolir tudo, joguei o resto no seu rosto.

— Não se preocupe. Hoje, você vai ter muita atenção... e tudo isso é por ela. — Sorri, girando o bisturi em meus dedos como se fosse uma extensão da minha mão.

Comecei devagar, arrancando suas unhas uma a uma. A cada movimento, observava as contrações involuntárias de seus músculos. Queria que ele sentisse cada nervo exposto, que o desespero se infiltrasse em seus ossos.

— Sabe o que me irrita, Drake? — Inclinei-me, deixando que ele visse o brilho maníaco nos meus olhos. Podia sentir o cheiro do suor misturado ao sangue, uma combinação intoxicante. — Você achou que podia chegar perto dela. Olhou para o que é meu. Minha Lua.

Ele tentou falar, mas puxei mais uma unha, e o grito que ele soltou ecoou pelas paredes ensanguentadas.

— Você acha que eu não descobriria? — minha voz saiu em um tom cortante, quase venenoso. — Ela é perfeita. Você? Um pedaço de carne podre.

O sangue escorria de suas mãos, pingando em um ritmo quase hipnotizante. Peguei uma agulha longa e, com precisão cirúrgica, enfiei-a sob a pele do dedo médio. A carne cedeu com um som úmido, algo entre um estalo e o rasgo de tecido molhado.

— Cada grito seu é um lembrete de que ninguém, ninguém toca na minha Lua.

Passei para o peito. O bisturi deslizava suavemente, abrindo a carne como se fosse papel. A lâmina expunha músculos e gordura, que tremiam vivos sob a luz fraca da sala. Peguei uma pinça, puxando um pedaço de tecido adiposo e segurando-o diante de seus olhos.

— Vê isso? — murmurei, quase gentil. — Você não é nada além disso. Mas sabe o que é interessante? — Acendi um isqueiro e aproximei-o do pedaço de gordura. Ele queimou lentamente, soltando um cheiro enjoativo de carne rançosa.

Drake começou a chorar. Lágrimas misturavam-se ao sangue e suor em seu rosto.

— Isso... é você. Fumaça e podridão.

Corte após corte, expondo mais do seu interior, eu falava com ele. Não era sobre dor; era sobre controle, sobre mostrar que ninguém poderia ameaçar o que era meu.

— Você devia estar honrado, Drake. Não faço isso por qualquer um. — minha voz era quase terna, mas o sorriso no meu rosto dizia outra coisa.

Drake começou a murmurar algo entre os soluços. Parecia pedir misericórdia, balbuciando palavras desconexas. Mas isso só me irritou.

— Misericórdia? — inclinei-me até ficar a centímetros de seu rosto. — Você ousou tocar nela. Você já morreu no momento em que seus olhos encontraram os dela.

Por fim, quando os gritos começaram a ficar fracos demais, assobiei. Tor e Kiara, meus lobos, entraram na sala. Eles cheiraram o ar, excitados, os olhos brilhando enquanto focavam na presa.

— Ah, eles vão gostar de você. — desamarrei Drake, deixando-o cair no chão como o saco de carne miserável que era.

Ele tentou rastejar, mas antes que pudesse ir longe, estalei os dedos. Os lobos avançaram, seus dentes rasgando carne e quebrando ossos. O som de mastigação e os gritos abafados encheram a sala.

Tor puxou um pedaço de intestino, balançando-o como um brinquedo. Kiara focou no rosto, esmagando o crânio com uma mordida poderosa. Eu observava, satisfeito, até que tudo ficou em silêncio.

— Chega. — murmurei, levantando-me e limpando o sangue do avental. — Noah, limpe isso. E alimente os lobos. Eles merecem.

Saí da sala, assobiando uma melodia qualquer. Lá fora, a noite estava tranquila. Mais um dia, mais uma oferenda para proteger a minha Lua.

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