boa noite 🥵
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Ato 9.Eu posso escrever isso pra mim mesmo, mas se alguém descobrir ou ler, saiba que eu não me arrependo de nada.
Eu acho que todos pensam que eu sou louco. Mas eu não sou. Eu sinto amor, apenas isso. O amor é o pior sentimento e o melhor, o amor corrói e te mata, mas você sente tudo com felicidade como se fosse um suicida.
Eu quero ele só pra mim, apenas eu e ele. Ele conseguiu fugir do meu amor antes que eu pudesse agir contra. Não sei por quanto tempo a mais ele irá esconder, mas já sei que está planejando contar a alguém.
E com Yuki, eu já sei oque fazer. Eu posso eliminar um por um.
Não vai sobrar ninguém a não ser meu Suguru. Meu Suguru.
Tudo vai ser perfeito.
Ela não vai descobrir, nem ninguém.
A̶ c̶a̶d̶el̶a̶
A̶ c̶a̶d̶e̶l̶a̶.̶
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A noite era fresca, a janela estava aberta para a brisa gelada entrar no lugar e ventilar. O chão de madeira era mais do que desgastado, e qualquer passo em falso poderia fazer aquilo quebrar. Pelo menos, o chão abaixo do sofá velho não estava apodrecendo. Enquanto soprava o cigarro para o lado, Satoru se viu incomodado por não estar conseguindo fazer suas gracinhas como sempre. Ser sério o incomodava pra caralho, pois não teriam piadas, e sem as piadas tinham brechas para escutar seus pensamentos mas obscuros possíveis. A pequena cabana se encontrava no meio de uma floresta densa, ela tinha sido construída exatamente por dois lenhadores, que agora se encontravam estirados no cômodo ao lado. Satoru não iria se livrar deles tão rápido, até porquê, se alguém entrasse na floresta e visse por um acaso corpos boiando em direção a um esgoto, começariam mais uma busca mais rápido, e Satoru queria estar em paz por enquanto.
Mesmo que não conseguisse muita paz em sua mente.
Tudo estava muito silencioso, apenas com o barulho do fogo a sua frente, o barulho baixo. Ele devia descartar essa carta, com certeza. Não queria que descobrissem ela, e muito menos que descobrissem sobre o segredinho de seu amor, por mais que ele então não seria nada culpado por isso...
Besteira. Era tudo uma besteira.
Junto do cigarro, o papel foi arremessado na lareira e foi questões de segundos para ele estar em cinzas. Ele achava que na psicologia, se expressar em palavras para conter um alívio mental era mentira, mas agora que havia escrito aquilo, se sentiu mais relaxado.
Por que estava fazendo aquilo mesmo?
Por amor?
Não era tudo demais?
Ah, pronto. Satoru agora estava falando consigo mesmo em sua mente. Eram como se duas pessoas completamente diferentes estivessem discutindo por um bem maior.
A lista da madrugada seria:
00:00 - 04:00, Tirar um sono da beleza;
04:30, Sumir com os corpos;
05:00, Admirar o próprio corpinho...E oque mais faria? Estava tudo tão monótono. Precisava de mais!
Assim, se levantando decidido, ele foi direto para o telefone velho e discou o número de seu grande amigo. O fone toca uma, duas vezes, e finalmente alguém atende.
- Essas horas, Satoru? - A voz estava rouca, provavelmente aquele velho de alma estava dormindo.
- Não tenho culpa se você dorme tão cedo. Eu preciso de ajuda.
- Por que caralhos você está me ligando de um telefone tão velho? - Questionou indignado, e pelos barulhos de fundo, provavelmente estava se levantando da cama.
- Assim as chamadas não serão guardadas... Vão?
- Você é tão idiota. Oque você quer? Me fale o endereço, eu estou a caminho.
- Preciso sumir com dois corpos obesos. - Ele falou segurando uma risada, mas não conseguiu segurar por tanto tempo e escutou o outro homem resmungando.
- Você mata logo dois obesos? Vai ser um saco pra esconder isso.
- Eram lenhadores, mal sei como estavam tão fora de forma! Preciso que você entre naquela floresta que fica no norte da cidade, quando você achar 3 pinheiros, que não é tão difícil, pode ir na direção deles que vai achar uma cabana. Você pode vir as 04:30, coloca aí no seu relógio!
- E você me acorda agora? - O homem quase gritou para o celular, mas então, Satoru desligou, o deixando ali bufando alto.
Era a melhor hora, a hora da soneca. A chamada tinha sido perfeitamente cronometrada pelos cálculos de Satoru, até que não era tão ruim. Cantarolando um jazz velho, ele foi ao banheiro tomar uma ducha gelada, e assim que saiu, deitou perfeitamente nu na cama confortável. Para uma cabana despencando daquelas, era uma ótima cama. O colchão com certeza era um daqueles caros feito com o melhor material. Espuma, algodão?... Não fazia ideia.
Ora, eu sou bonito, não preciso ser inteligente!
Assim, os lençóis foram puxados pelas mãos ásperas e ele se aconchegou no colchão. Como um dorminhoco profissional, foi questão de 1 minuto para ele estar roncando.
A madrugada poderia ser longa, então precisava de descansos.
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Feliz ano novo e feliz Natal 😛😛 Não entreguei tanto, mas entreguei algo, e esse capítulo não foi revisado. Foi uma ideia que passou na minha mente e eu vim trazer pra vocês, já que Stalker's Tango é a queridinha de todos!!
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Stalker's Tango - Satosugu [HIATUS]
Fiksi PenggemarTudo era perfeito, sempre foi tudo perfeito na vida de Suguru, pelo menos na opinião dele era. Agora conhecendo um albino simpático que conquistou seu coração, começou um relacionamento que no começo foi doce e perfeito. Se envolvendo mais intensam...