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META DO CAPÍTULO: +400 COMENTÁRIOS E EU TRAGO MAIS 🔥💬

"Em meio a todo esse caos interno, meu amor por você é a única coisa que resiste, a única que me dá paz

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"Em meio a todo esse caos interno, meu amor por você é a única coisa que resiste, a única que me dá paz. É como se fosse a última parte de mim que ainda faz sentido, a única certeza em meio a tudo que desmorona."

HEITOR 🥷

O Henrique já tinha me mandado mensagem. Eu tava mesmo só esperando o telefone tocar.
Acabou que me enrolei resolvendo umas paradas com o Ronan e não vi as primeiras ligações.
Minha mente tava em outro lugar, sabia a complexidade da situação. Ainda que eu quisesse, não ia conseguir fazer nada enquanto não resolvesse essa parada com ela, então deixei os moleques lá resolvendo a porra do hacker que tinha dado ruim e meti o pé pra barra.

Não tava nem querendo ir pra lá, essa era uma outra verdade também. Desde daquela gravação tava me sentindo esquisito toda vez que pensava ir pra li. Tava tentando achar outra casa, mas também era um coisa que não se resolvia do dia pra noite. Não tinha outro lugar pra ir, parando pra pensar lá era o único lugar que a gente conseguiria ficar sozinho pra fazer e falar qualquer coisa. E justo lá também tinha virado pra mim um ninho de cobra.

Fiz literalmente 10 minutos voado na moto e assim que fui chegando perto vi ela sentada na calçada do lado de fora. Tava de cabeça baixa, no meio do joelho e eu engoli a saliva assim que parei a moto vendo ela levantar a cabeça devagar pra mim. Preferia que não tivesse olhado.
Mesmo sabendo o porque de ter feito tudo aquilo me senti mal pra caralho quando vi o estado que ela tava. O rosto tava muito vermelho, inchado, e o olhar dela não era o mesmo. Independente da razão, eu nunca queria ter visto ela assim.

Senti o momento exato que o nó se formou na minha garganta impedindo a saliva de quase descer. Eu me aproximei dela vendo ela levantar do chão e ela desviou o olhar sem conseguir olhar pra mim.

Heitor: Porque tu não entrou cara ?.- eu tentei brincar chutando fraco a perna dela e ela deu quase um pulo pra trás me olhando de cara fechada enquanto secava o rosto.

Mariá: Não sei a senha da porta..- ela falou baixo e veio andando atrás de mim

Heitor: Eu achei que tu soubesse, podia ter falado também..- eu umedeci a boca e dei espaço pra ela entrar primeiro.

Tava com uma mochila que parecia bem pesada, e ela já foi colocando em cima de uma cadeira que tinha ali e passou a mão no ombro fazendo cara de dor.

Heitor: Bora subir..- eu olhei pra ela vendo finalmente seus olhos fitarem os meus e tentei pegar na mão dela, mas ela logo tirou

MINHA CURAOnde histórias criam vida. Descubra agora