Acorde

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Victoria De Angelis

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Victoria De Angelis

Bip. Bip. Bip. Bip.

- Os sinais vitais estão ótimos. Ela não teve complicações durante a noite.

- Bom. Precisamos manter a vigilância. Qual é a pressão arterial?

- Treze por oito, Doutor.

- Perfeito. Depois de dias com a pressão baixa, é um alívio.

- Ela continua estável, mas sem sinais de  recuperação de consciência no cérebro.

- E os exames?

- Os resultados mostram melhoras nos níveis de oxigênio no cérebro, mas na última vez que chequei a atividade cerebral ainda era muito baixa.

- Ok. Vamos manter o tratamento atual e reavaliar amanhã. Informe qualquer mudança.

- Err... Dr. Cooper?

- Sim?

- Algo parece diferente.

- Chame o Sr. Kaulitz! Agora! Ela está reagindo!

(...)

Eu estava acordada, mas ainda não conseguia abrir os olhos. Não porque eu não queria, mas meu corpo parecia não ter despertado juntamente com o meu cérebro. Depois de oscilar entre estar consciente e inconsciente inúmeras vezes até ligar completamente a minha mente, ainda sentia cada membro dormente, um formigamento esquisito ao redor dos meus músculos. Ao invés disso, meus sentidos automaticamente se aguçaram.

Pela suave claridade de uma luz artificial cobrindo minhas pálpebras, posso dizer que estou em algum cômodo fechado. Não sabia identificar se era dia ou noite. O clima estava agradável enquanto algo macio e pouco pesado me cobria dos pés ao peito, um tecido quente e aconchegante. Obviamente eu estava deitada em uma cama. O cheiro familiar e mais intenso de sabonete de coco misturado com produtos de limpeza me faz querer respirar profundamente até impregnar os meus pulmões com o aroma limpo. Havia um ruído ao longe, o barulho de água caindo.

Depois de um tempo apreciando o ambiente as cegas, meu corpo decide me obedecer e finalmente consigo abrir os olhos com algumas piscadas consecutivas. Imediatamente, a luz faz minhas córneas arderem e, pela segunda vez seguida, era como se pontas superfinas perfurassem as minhas têmporas. Porra, por que toda vez que acordo parece que enfiaram milhares de lâminas no meu crânio?

Esfrego o rosto preguiçosamente e sinto algo repuxar o meu braço. Uma dor aguda me faz soprar entre os dentes.

Estranho.

Quando viro o pescoço para o lado, minha visão embaçada entra em foco e fico incrédula ao ver um acesso intravenoso cravado em minha pele. Sigo a mangueira até o suporte onde uma bolsa transparente estava anexada. Uma bolsa de soro.

Mas que droga é essa?

Sem entender, rapidamente puxo a agulha do meu braço sem me importar com o desconforto em várias partes do meu corpo e me sento na cama, encostando as costas na cabeceira estofada. Minha visão fica esbranquiçada por alguns instantes e agarro o lençol quando o quarto começa a girar. Porém outra dor na região abdominal, dessa vez mais profunda e incômoda que qualquer outra, me faz grunhir. Com os olhos turvos, um frio sobe pela minha coluna até o couro cabeludo enquanto o meu estômago revira furiosamente. Minha pressão parecia ter despencado.

Body Guard | Tom KaulitzOnde histórias criam vida. Descubra agora