Possessiva.

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Tamaya

Não sabia que fechar três novos contratos iria me causar tanta dor de cabeça, como estavam causando.

Céus, por que os seres humanos eram assim? Indecisos? Complicados e birrentos?

Arg!

Iria ficar louca com as noivas que resolveram casar entre amigas, tudo na mesma festa. Não, não queria imaginar a dor de cabeça que ainda teria pela frente, já que na primeira semana estava com mais de cinquenta mensagens a serem lidas por cada uma das noivas.

Revirei os olhos, por sentir uma dor de cabeça que estava me irritando desde que havia despertado.

Passei os dedos entre os meus olhos para pensar em como não ficar maluca na primeira semana do contrato. Já tinha contratado uma equipe grande para trabalhar comigo porque não conseguia lidar sozinha com tudo isso e já era hora de ter uma equipe ao meu lado.

Inspirei o ar com força, soltando o peso do meu corpo ao exalar a respiração com tudo, estiquei minhas pernas sobre minha mesa, ao mesmo tempo que peguei o telefone para chamar a Astrid, minha recepcionista que, era uma pessoa de bom coração e que me auxiliaria a me livrar dessas três noivas confusas.

O telefone tocou três vezes e, na terceira, Astrid atendeu.

— Oi, Astrid — falei, sem ao menos deixá-la falar algo — Preciso da sua ajuda, e preciso para já.

Ela deixou de teclar algo no computador e prestou atenção só em mim.

— Oi, Tamaya, o que precisa? — voltou a digitar e parou, esperando minha resposta.

— Que responda às 150 mensagens que as noivas estão me mandando, conto com sua ajuda e seu trabalho de excelência — bebi meu whisky, e suspirei, deixando o líquido descer gradualmente pela garganta.

Astrid sorriu do outro lado da ligação.

— Sabia que você ia ter dor de cabeça com elas e agora está jogando a bomba para mim — sorriu e digitou mais algumas coisas com agilidade e tornou a falar — Mas, sim, chefe, eu resolvo o problema para você.

Sorri com satisfação, pois sabia que ela não me abandonaria, mesmo tendo me dado um alerta sobre isso, mas eu não tive muita escolha quando Lis e Margot pediram para eu aceitar, já que eram suas colegas de trabalho.

— Obrigada pela excelência, é por isso que eu pago o triplo para você, pois sei que consegue resolver tudo — respondi e beberiquei meu whisky — E saiba que ano que vem dobrarei o valor.

Astrid parou de digitar e fez silêncio por um breve tempo. Pois ela não sabia da novidade.

— Obrigada, Tamaya, você é uma chefe e tanto, eu n-n... e-eu... — gaguejou e não terminou de falar.

Pude sentir a melancolia do outro lado da ligação, mas sabia que era por motivos pessoais e sabia o que ela falaria em sequência, se eu não a cortasse. No fundo, ela não pensava que merecia tudo aquilo que lhe era pago por mês, mas eu sabia do seu valor e não deixaria de lhe dar o que merecia por direito.

— Para, você sabe que faço pela sua eficiência — falei com franqueza, pois sabia de verdade que ela era muito parceira no trabalho.

— Chefe?

— Hum?

— Eu tenho uma má notícia — sorriu sem graça — Talvez você não goste de quem acabou de chegar.

Endireitei meu corpo, sentindo tudo em mim ficar tenso. Depois do que aconteceu com Olívia, todo meu corpo andava tenso, pois me sentia na maioria do tempo em estado de alerta. Era sempre um pesadelo com ela morrendo na minha frente, em vários cenários diferentes, nada estava normal, meus pensamentos e sentimentos ainda seguiam confusos e às vezes se transformavam em caos dentro de mim. Eu estava tentando ficar bem, mas havia dias que eram difíceis. E às vezes, eu desejava sair da minha própria mente para deixar de pensar tanto nessas cenas que ainda me perseguiam. Às vezes, tinha a sensação de que Olívia para sempre me perseguiria.

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⏰ Última atualização: Jan 22 ⏰

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