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O frio da água atingiu seu corpo que estava dolorido, o peso em sua cabeça o estava esmagando, fazendo-o se perder em dor, ele não poderia dizer a quantas horas estava ali.
Mas a mulher sentada na cadeira em sua frente um pouco afasta sim, Brenda apertou seu sobretudo que cobria as suas pernas dando ao homem pouco detalhes do que vestia, enquanto encarava o corpo inconciente de Dylan.
Ela sacudiu a mão pedindo para o homem se afastar assim que viu o jovem abrir os olhos.
Brenda se levantou colocando o casaco em cima da cadeira e a arrastou até ele, deixando que o som ecoasse pela sala e sentou em frente ao mesmo.
— Você deve está se perguntando aonde está ou o que está acontecendo? — A voz de Brenda quebrou o silêncio da sala.
Ela se levantou pegando o sobretudo e dobrou sobre a mesa. Brenda pegou as luvas pretas, vestindo-a colocou um estojo e um revolve em cima da mesa.
— Sabe, normalmente eu não gosto disso. — Ela olhava os objetos em cima da mesa — Mas sabe o que aprendi durante os anos? Que as vezes se faz necessário fazer as coisas que não gostamos.
Ela puxou a fita que cobria os lábios de Dylan que gritou pedindo por socorro.
— Não adianta gritar, as paredes são a prova de som. — Brenda parou o olhando e sorriu curvando a cabeça — Duvido muito que uma freira é capaz de lhe ouvir.
— O que vai fazer comigo? — Dylan continuou piscando novamente para ter certeza de onde estava.
A chefe de gabinete pegou o revolve trinta e oito em mãos e caminhou de volta em direção a cadeira.
Ela colocou uma bala no revolve e travou o mesmo se sentando na cadeira.
— Me diga Dylan, você tem alguém que sentirá a sua falta? — Brenda se moveu na cadeira inclinando a cabeça enquanto o olhava — Alguém para quem voltar no fim do dia?
— Acho que a Charlie seria uma candidata excelente para isso. — O jovem indagou sorrindo com a pergunta dela.
A ponta do revolver atingiu bruscamente sua bochecha, o jovem sentiu o calor brotando daquele lado do rosto e ele cuspiu o sangue no chão.
— Você tem um senso de humor, admirável. Mas estou sem paciência para isso!
Brenda apontou a arma para ele enquanto o encarava.
— Por tanto, vamos tentar de novo, rapaz. — Suspirou o olhando — Aonde Sophie está?
— Não vou te dizer. — Dylan se moveu na cadeira a encarando e sorriu com os lábios manchados pelo sangue.
— Resposta errada.
Brenda apertou o gatilho da arma e Dylan fechou os olhos, quando o tiro não foi disparado Dylan sentiu o ar faltar de nervoso.
— Bom acho que você ainda tem mais uma chance.
Ela sorriu nervosa e voltou a apontar a arma para ele.
— Aonde ela está?
— Não vou fazer isso, você não me deixará ir se a encontrar.
Brenda apertou mais uma vez o gatilho e quando nenhum tiro ecoou Dylan abriu os olhos.
— Você é louca! — Gritou se sacudindo na cadeira.
— Você está me deixando entediada e eu não gosto disso. — Brenda se levantou segurando a arma.
Ela caminhou até a mesa colocando a arma sobre a mesma, ela pegou um pano fazendo sinal para o homem que estava do lado e se aproximou de Dylan mais uma vez.
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Em outra vida, talvez?
FanfictionE se não fosse o último dia de Sharon? E se ela tivesse tempo o suficiente? E se tudo que ela sentisse naquele momento falasse mais alto? E se todo o seu destino mudasse depois daquele dia?. - Nota da autora: Está fanfic se trata do shipper #Sha...