Um possível novo Inimigo

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A mansão de Cyrus Hayes estava silenciosa, mas a tensão era quase tangível. Ele andava de um lado para o outro em seu escritório, os pensamentos fervilhando. Desde que Raymond Reddington chegou, as dúvidas só aumentaram. A presença de um aliado tão poderoso era um alívio, mas o comportamento evasivo de Reddington levantava suspeitas.

"Ele sabe mais do que está dizendo," pensou Cyrus, cerrando os punhos. "Se ele está escondendo algo, vou descobrir, custe o que custar."

Enquanto isso, do outro lado da cidade, o prédio do FBI fervilhava com a chegada de um novo comandante. Remy Scott era um nome que inspirava medo e respeito. Conhecido por ser direto, impulsivo e implacável, ele havia sido trazido para liderar a força-tarefa destinada a capturar os criminosos mais perigosos do país. No topo de sua lista estava Cyrus Hayes.

(Agente Remy Scott chefe da Força tarefa de mais procurados do FBI)

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(Agente Remy Scott chefe da Força tarefa de mais procurados do FBI)

Remy, de pé no centro da sala de reuniões do décimo andar, segurava um marcador enquanto explicava sua estratégia para a equipe.
— Cyrus Hayes controla Nova York das sombras. Ele é meticuloso, esperto e perigoso. Mas todos cometem erros, e é nisso que vamos focar.

Ele apontou para o quadro, onde uma rede de fotos, nomes e locais estava conectada por fios. No centro, uma imagem de Cyrus, com a palavra "ALVO" escrita em vermelho.

 No centro, uma imagem de Cyrus, com a palavra "ALVO" escrita em vermelho

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— Mas temos outro problema, senhoras e senhores. Alguém dentro do FBI está ajudando Hayes.

Os agentes trocaram olhares desconfiados enquanto Scott continuava:
— Minha prioridade é identificar o traidor. Vamos trabalhar incansavelmente até eliminarmos essa ameaça interna.

Entre os agentes presentes estava Rukia Lacerda, sentada discretamente em um canto. Ela era conhecida por sua postura reservada e profissionalismo impecável, mas escondia um segredo perigoso: era aliada de Cyrus Hayes.

Quando Scott terminou de falar, seus olhos pousaram sobre Rukia.
— Agente Lacerda, quero que coordene a vigilância no clube de Hayes. Precisamos saber quem entra, quem sai e o que acontece lá dentro.

Rukia assentiu, mantendo o rosto neutro.
— Entendido, senhor.

Por dentro, ela sabia que sua posição estava ficando cada vez mais arriscada. Com Scott determinado a encontrar o infiltrado, seria uma questão de tempo até que as suspeitas recaíssem sobre ela.

Na mansão de Cyrus, o clima também era tenso. Ele estava reunido com sua esposa, Shelly, e seu irmão, Kayse, discutindo a situação.

— Esse tal de Remy Scott parece ser um problema maior do que esperávamos — disse Kayse, folheando um relatório com informações sobre o novo comandante do FBI.

— Ele é perigoso, mas não invencível — respondeu Cyrus. — Precisamos descobrir o que ele sabe e quais são seus próximos passos.

Shelly, sempre prática, acrescentou:
— Isso sem contar que temos outro problema maior aqui dentro. Se Reddington sabe quem está por trás dos ataques e não está dizendo, isso pode nos custar caro.

Cyrus suspirou profundamente.
— Ele sabe. Só não quer contar ainda. Mas vou arrancar a verdade dele, nem que seja à força.

A conversa foi interrompida pela entrada de Rukia. Sua presença era discreta, mas sempre carregava um ar de autoridade.

— Precisamos conversar — disse ela, fechando a porta atrás de si.

Cyrus gesticulou para que ela continuasse.
— O que houve?

— Remy Scott já está agindo. Ele organizou equipes para monitorar seus clubes, armazéns e qualquer movimentação suspeita. Ele não está brincando, Cyrus.

Cyrus cerrou os olhos, absorvendo a informação.
— Você está segura? Ele está desconfiado de você?

Rukia cruzou os braços, mantendo a voz firme.
— Ainda não, mas ele é inteligente. Não vai demorar para ele começar a conectar os pontos.

Shelly, que observava em silêncio, aproximou-se de Rukia e colocou uma mão em seu ombro.
— Você é parte da nossa família, Rukia. Vamos garantir que nada aconteça com você.

Rukia assentiu, mas sabia que a realidade era mais complexa do que isso.

Enquanto isso, no FBI, Remy Scott estava debruçado sobre relatórios. Ele estudava cada detalhe dos movimentos de Cyrus e sua organização.

— Quero equipes em todos os pontos conhecidos de Hayes — disse ele a um grupo de agentes. — Não quero que ele respire sem que saibamos.

Um dos agentes levantou a mão.
— E quanto ao traidor, senhor?

Scott apertou os lábios.
— Estou cuidando disso. Mas garanto que, quando encontrarmos o responsável, ele vai pagar caro.

Pouco depois, Rukia entrou na sala, entregando um relatório.
— Senhor, aqui estão as informações sobre o clube de Hayes. Não há nada fora do comum até agora.

Scott leu o documento com atenção antes de levantar os olhos para ela.
— Continue de olho. Quero relatórios diários.

Rukia assentiu e saiu da sala, sentindo o peso da desconfiança crescente de Scott.

Mais tarde naquela noite, Cyrus finalmente confrontou Reddington. Ele o chamou ao escritório, fechando a porta atrás de si.

— Você sabe quem está por trás dos ataques à minha família. Quero respostas agora, Reddington.

Reddington, sempre calmo, deu um leve sorriso.
— Pressão não funciona comigo, Cyrus. Você deveria saber disso.

Cyrus se aproximou, a voz baixa, mas carregada de ameaça.
— Minha família está em perigo. Se você sabe algo e está escondendo, não vai gostar das consequências.

Reddington suspirou, ajustando o chapéu.
— Tenho minhas suspeitas. Mas, se estou certo, estamos lidando com alguém muito mais perigoso do que você imagina.

— Nome, Reddington! — exigiu Cyrus.

Reddington hesitou antes de responder.
— Ainda não posso dizer. Mas quando chegar a hora certa, você será o primeiro a saber.

Antes que Cyrus pudesse insistir, Rukia entrou apressada na sala.

— Cyrus, temos um problema — anunciou ela.

Cyrus virou-se para ela, visivelmente irritado.
— O que foi agora?

— O FBI está aumentando a pressão. Remy Scott já colocou equipes monitorando seus pontos principais. Não vai demorar para eles encontrarem algo.

Reddington, que observava tudo em silêncio, finalmente falou:
— Parece que você tem dois inimigos agora, Cyrus. Um dentro do FBI e outro nas sombras.

Cyrus estreitou os olhos para Reddington.
— E você, Raymond? É meu aliado ou mais um inimigo?

Reddington sorriu enigmaticamente.
— Isso depende.

Rukia interrompeu a troca de olhares tensos.
— Não importa quem é inimigo ou aliado agora. O que importa é como vamos nos preparar para o que vem a seguir.

Cyrus assentiu, mas a preocupação em seu rosto era evidente. Com o FBI se aproximando, Reddington guardando segredos e os ataques constantes, o futuro de sua família e organização parecia mais incerto do que nunca.

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