Capítulo 11 👩🏾‍💻

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Acabei enrolando uma toalha no meu corpo, estava meia hora na frente da porta pensando se entrava ou não, pensando se é o certo, com receio do que possa acontecer, mesmo tendo uma vaga certeza do que

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Acabei enrolando uma toalha no meu corpo, estava meia hora na frente da porta pensando se entrava ou não, pensando se é o certo, com receio do que possa acontecer, mesmo tendo uma vaga certeza do que.

Tomada pela coragem que nem sei de onde saiu, bato na porta e nenhum barulho vinha de lá, nada se escutava. Sei que ele estava aqui, ouvi quando bateu a porta do seu quarto ao entrar.

Suspiro e abro a porta. Estava um pouco escuro aqui dentro, mesmo sendo de manhã. Olho em volta e dou um pequeno pulo do lugar ao entrar e a porta se fechar atrás de mim, ouço um pequeno rosnado e ao olhar na direção, vejo olhos brilhantes e mordo os lábios, não sentindo medo, mas sim.... Não sei o que é isso.

Bas se remexe, se levantando e se afasta mais um pouco, desviando o olhar de mim, soltando leves resmungos. Mesmo no escuro, conseguia ver suas mãos fechadas em punhos, parecia se segurar ao máximo.

-- O que faz aqui? Precisa de algo? – Pergunta baixo, mas a cada pergunta, saia como um rosnado.

-- .... Acho que sim. – Me aproximo um pouco, ele dá alguns passos para trás. – Por que está fugindo? Não me quer por perto? – Dou outro passo, mas dessa vez ele fica parado.

-- Não. – Arregalo os olhos. – Não por agora. – Diz e sua respiração estava mais ofegante.

Como estava muito ruim para ver toda es expressões dele, sigo para acender a luz e assim que faço, arfo ao sentir sendo prensada na parede e um corpo dura atrás de mim. Sinto suas mãos na minha cintura, seus rosnados baixos e a ponta do seu nariz no meu pescoço.

-- B-bas? – Tento o chamar, mas parece não ouvir. – O que está fazendo? – Pergunto sentindo suas mãos subindo pelo meu corpo, parando um pouco abaixo do meu seio, mas seguro suas mãos com força, mesmo sabendo que ele tem mais. – Vo-você vai fazer que nem eles? – Acabo perguntando, assustada um pouco com o susto que ele me deu fazendo isso.

Como se tivesse acordado, ele se afasta de mim e abaixa a cabeça e me viro para o olhar melhor, colocando a mão no rosto e via pingos de sangue descendo pelas suas palmas.

Me aproximo devagar, mas assim que me encara, seus olhos estavam mais escuros e seus dentes caninos mais evidentes.

-- Não. Sai. – Manda, mas continuo me aproximando, tocando em seus pulsos abaixando do seu rosto. – Pequena... – O corto, aproximando meu rosto do dele, beijando sua bochecha e canto da boca.

-- Eu.... Eu quero. – Falo baixo, olhando em seus olhos. – Mas .... Eu tenho medo.... Medo de ser como foi o deles. – Faz careta rosnando baixo.

-- Eu nunca faria o que fizeram! – Diz e vai para se afastar, mas mesmo assim o seguro mais forte.

-- Eu sei.... Por isso que foi eu que vim aqui. – Me aproximo, quase juntando nossos corpos. – Quero senti-lo, quero que me mostre que isso não tem dor, não machuca.... Eu confio em você .... Em vocês. – Sorrio de lado ao me lembrar do ursão.

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