Jenna Winter, uma garota que vive nas sombras,treinada para ser a arma perfeita-uma assassina sem emoções,sem remorsos. cada missão é uma nova dose de adrenalina,um vício que a mantém viva,ainda que metade de sua alma já esteja perdida. Sua próxima...
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Assim que adentro a festa, vejo Ava correndo em minha direção como se fosse uma louca que nunca viu pessoas antes, ela me abraça com tanta força que quase caímos juntas no chão. Separo o abraço o mais rápido possível. Não gosto de contato físico.
— Jenna achei que não vinha para a festa! — Ava praticamente grita, seu rosto iluminado por uma empolgação exagerada. Chega a me deixar atordoada.
— E eu realmente não ia vir — dou de ombros enquanto olho ao redor da festa, observando a decoração em prata e rosa choque.
Ela estreita os olhos e cruza os braços, me olhando como se o que eu acabasse de falar fosse o crime mais horrendo que ela já tivesse presenciado. De repente, sinto sua mão quente envolver meu braço, me puxando para o centro da festa.
Eu solto um suspiro longo e ela solta uma risada curta. — Bom, seja lá o motivo que você está aqui, você está maravilhosa Jenna! Sério, seu vestido ficou lindo em você.
— Não exagera, eu vim, mas não significa que vou me divertir.
Ava revira os olhos. — Ah por favor, não venha bancar a durona agora. Tenho certeza de que daqui a pouco você vai dançar e beber. Venha vou arranjar alguém você se divertir, se é que me entende.
Ela não deu nem tempo para eu reagir, pegou uma bebida qualquer da bandeja em que o garçom estava servindo e começou a varrer o salão com seus olhos afiados, como se estivesse caçando uma presa perfeita. Isso definitivamente não irá dar certo.
— Preciso achar alguém digno de você — ela murmurou, passando seus olhos e analisando todos os homens aqui presente.
— Não perca seu tempo Ava, eu realmente não estou interessada — cruzo os braços já impaciente.
Ela ignora completamente a minha reclamação, franzindo os lábios como se estivesse diante de uma plateia cheia de opções e não conseguisse escolher direito um homem adequado.
— Muito baixo. Muito metido. Muito desesperado. — Ela aponta discretamente para alguns rapazes, descartando-os como se estivesse analisando mercadorias estragadas.
Solto um suspiro e balanço a cabeça. — Você não pode simplesmente aproveitar a festa sem tentar me empurrar para alguém?
Ela me lança um olhar dramático. — E desperdiçar uma noite perfeita como essa para flertar? Nem pensar! Olha só aquele ali! — Ela cutuca meu braço e aponta para um cara alto, moreno, de cabelo escuro e tatuado.
— Ava... — Meu tom de aviso não surte efeito algum.
— Só vai lá falar com ele! Se não der certo, pelo menos você terá quebrado seu recorde de antissocialidade. — Ela me dá um empurrãozinho para frente, como se eu fosse uma criança teimosa.
Reviro os olhos, mas, antes que possa reclamar de novo, algo me faz parar. Um olhar ardente vindo de um canto da festa. Sei exatamente de quem é. E, de repente, qualquer outro homem na festa se torna irrelevante.