Victoria De Angelis é uma agente secreta de uma organização dos Estados Unidos. A destemida garota dourada. Forte, corajosa e muito orgulhosa, após falhar em uma missão, ela é designada para cuidar da segurança de dois irmãos gêmeos, filhos de um me...
Dica da autora: se tiverem uma playlist hot, esse é o capítulo!
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Victoria De Angelis
Sem olhar para trás - sabendo que provavelmente Bill estaria me seguindo - atravesso rapidamente as portas do elevador antes que elas se fechem, me juntando a um pequeno grupo de pessoas animadas. Me viro a tempo de ver o gêmeo dobrar a esquina enquanto vestia desengonçadamente a sua camisa. Ele olha na minha direção e seus olhos se levantam brevemente para a parte superior do elevador, logo se arregalando quando voltam para mim.
- Espera! - ele gritou - White!
As portas se unem em uma barreira entre nós e o elevador começa a se mover para baixo.
Não tive coragem de esperá-lo depois do seu showzinho erótico. Eu ainda estava perturbada com toda a cena, então assim que as luzes se acenderam, despistei o gêmeo e corri para fora da sala, imediatamente entrando nesse elevador lotado e me enfiando no meio desses corpos cheios de dopamina e álcool.
Porra, eu nem conseguia alcançar os botões.
Bufo.
Eu estava mortalmente arrependida de ter vindo a esse lugar exótico. Apesar da culpa ser totalmente minha. Mas droga, eu precisava saber o que esses garotos estavam fazendo e era a primeira oportunidade que havia aparecido em todos esses dias presa naquela mansão.
Sim, eu precisava estar aqui. E ainda não sabia onde Tom estava.
Talvez fodendo alguma mulher em cima de um palco. - uma vozinha zombeteira se infiltrou na minha mente.
Com um certo desconforto, balanço a cabeça e me empurro entre as pessoas até a lateral da caixa metálica. Suspirando, encosto o ombro na parede de metal. Eu não ligava para o que Tom fazia ou deixava de fazer com a sua vida pessoal. Ligava?
Não, claro que não.
Ele, assim como Bill, eram parte do trabalho. Só isso. Então qualquer coisa que eu pudesse sentir sobre ambos era obrigatoriamente enterrado no fundo do meu âmago e coberto por centenas de camadas de tijolos, deixando somente o superficial para fora. Como o forte desejo pelo líder dos Samurais, assim como ele demonstrava ter por mim com toda sua intensidade e possessividade. Imaginava que eu não era a única nesse jogo sexual de Tom, mas não iria matar ninguém se eu tirasse uma lasca disso. Afinal ele não era meu... Não tínhamos uma relação verdadeira e tudo acabaria assim que eu tivesse reunido o suficiente para os entregar nas mãos da organização.
Mas porra... O que era isso? Algo pinicando em meu peito, fazendo me remexer ansiosamente como se eu estivesse hesitando.
Frustrada, passo as mãos pelo rosto. Eu precisava respirar ar fresco.
De repente, sinto que estou sendo observada e pelo canto do olho consigo achar ligeiramente o culpado. Um homem desconhecido, usando roupas sofisticadas e formais como se estivesse acabado de sair de uma festa de gala, me encarava com malícia nítida em suas feições. Ele estava a uma distância de três pessoas de mim, no canto diagonal ao meu, mas havia um grande vácuo entre nós, nos dando a possibilidade de enxergar inteiramente um ao outro. Não podia negar, ele era muito bonito. E alto. A barba e bigode perfeitamente aparados sobre a sua linda pele negra assim como seu cabelo, os lábios cheios estavam entreabertos quase mostrando o deslizar da sua língua. Seus olhos escuros propositalmente me perfurando enquanto ele inclinava a cabeça para trás. Noto uma fita preta em seu pulso.