Não demorou muito para a ambulância chegar, mas para Anahí cada segundo durava uma eternidade e ver o sofrimento do pai, fazia seu coração doer a cada batida.
Anahí se sentou agarrada a sua mãe na sala de espera do hospital, ambas desesperadas, e se aconchegaram eu meio todo aquele desespero após uma hora o médico chegou para conversar com elas.
Médico: prazer sou o Dr. Pettyfer, as senhoras são as familiares do senhor Enrique Puente? – elas assentiram – então, o que ocorreu com ele foi um episódio de taquicardia, o que quase provocou uma insuficiência cardíaca... – sendo interrompido por Anahí.
Anahí: e o que isso quer dizer? – limpando as lágrimas que ainda temiam a cair.
Dr. Pettyfer: o coração dele estava batendo forte demais, e muito rápido, o que se houvesse atraso no atendimento poderia cursar insuficiência cardíaca, mas já aplicamos um medicamento e ele está bem – Anahí suspirou aliviada e Marichelo a abraçou.
Marichelo: podemos vê-lo? – o médico assentiu e as guiou até o quarto onde Enrique estava deitado em observação – graças a Deus – indo até ele e o beijando, Anahí ficou observando encolhida perto da porta.
Enrique: venha aqui você também – a chamando, e ela foi correndo e se aconchegou ao pai – amanhã teremos uma conversinha séria com aquele rapaz – Anahí tremeu só em escutar aquilo.
Anahí: o senhor precisa descansar um pouquinho, depois resolvemos isso – dando um sorrisinho torto recebendo um beijo na testa.
Dulce: Anahí que cara é essa? – Anahí estava sentada na sua cadeira, com olheiras terríveis e uma expressão cansada.
Anahí: meu pai passou mal ontem, e tudo por culpa minha – as lágrimas caíram involuntariamente, e as limpou rapidamente quando avistou Alfonso na porta da sala, com aquele sorriso de sempre.
Alfonso: bom dia meu amor – depositando um beijo nos lábios dela – o que houve? – ela apenas abaixou a cabeça, e o professor de matemática entrou na sala, e ele se sentou em sua cadeira, estava preocupado com o estado dela.
Assim que chegou o horário do intervalo para o almoço, ele se apressou e a pegou pelo braço no meio do corredor e a levou até o fundo do colégio, onde tinha uma árvore e alguns bancos de madeira com a pintura descascada.
Alfonso: estou preocupado com você Annie – fazendo um carinho no rosto dela, mas ela apenas chorou agarrada ao paletó dele – se acalme – beijando a cabeça dela.
Anahí: meu pai passou mal ontem – se aconchegando mais a ele.
Alfonso: e ele já está bem? – ela assentiu – então meu amor, por que esta carinha? – limpando as lágrimas dela.
Anahí: quando ele passou mal, estava discutindo comigo, foi tudo minha culpa – abaixando a cabeça, sentindo ele a abraçar novamente.
Alfonso: não pense assim, poderia ter acontecido a qualquer momento, a culpa não é sua – tirando a franjinha da testa dela e depositando um beijo – agora vamos parar de chorar? – ela levantou o olhar, séria – é que não estou suportando te ver assim – fazendo uma careta que a fez rir um pouco – assim é melhor, vamos comer? – se levantando do banco e oferecendo o braço a ela – vamos senhorita?
Anahí: não cansa de ser palhaço – rindo um pouco e se levantando e pegando no braço dele.
Dulce: só quero saber quando você vai contar a ele? – Anahí se jogou na cama, Christian a dispensou do café ao saber do ocorrido e fora para casa estudar com Dulce, já que com Alfonso já não estava mais conseguindo tal proeza.
Anahí: depois da SAT eu conto, já basta esta prova horrível, eu não quero que ele leve bomba por estar nervoso, a mãe dele é capaz de arrancar minha cabeça, porque claro que a bruxa da Maite vai jogar seu veneno – dando um suspiro pesado e se sentando na cama.
Dulce: vocês dois são loucos ou o que heim? Os dois cabeçudos da classe fazendo uma burrada dessas – cruzando os braços.
Anahí: é que sempre esquecia, ah Dulce eu nem sei como isso foi acontecer – se jogando na cama novamente.
Dulce: não sabe mesmo? Então deixa explicar para refrescar sua memória... – sendo interrompida por Anahí.
Anahí: não é disso que estou falando, é que iria ao ginecologista para começar as pílulas mais fui adiando, adiando, e as camisinhas eu não posso comprar, iriam falar horrores de mim, apesar de que agora vão me comer viva – dando um suspiro pesado.
Dulce: pode apostar que sim, o médico falou que está com quanto tempo? – levando o indicador a boca e roendo a unha.
Anahí: oito semanas – Dulce a encarou com a boca aberta
Dulce: pelas minhas contas foi no dia que a senhorita comeu demais na casa da árvore – rindo ao receber um tapa dela.
Anahí: vamos estudar, antes que eu te mate! – pegando seus livros e levando para cama.
Alfonso: não acredito que faltam dois dias para a SAT, e você está mais preocupada com a porcaria de um vestido – fazendo uma careta..
Maite: o papai deixou o dinheiro com você, e eu quero – esticando a mão a ele.
Alfonso: deveria usar um que já tem – passando a página do livro a deixando nervosa – e se eu fosse você iria estudar.
Maite: e se eu fosse você me dava a porcaria do dinheiro, antes que eu arranque este seu sorrisinho idiota do rosto – bufando.
Alfonso: como Maite? Explica-me – fazendo cara de pensativo e depois rindo da careta que ela fez deveria estar morrendo de raiva – vai chamar a mamãe? Oops ela está em NY – rindo torto e voltando a ler, sorrindo ao escutar o barulho da porta batendo mais forte que o necessário.

VOCÊ ESTÁ LENDO
Mundo Paralelo [FINALIZADA]
Fanfiction[EM REVISÃO] Quantas vezes já sonhamos com o príncipe encantado, montado num cavalo branco, e chegamos a pensar que finalmente seremos felizes? E se este tal príncipe não for tão encantador quanto pensamos? Será que o amor pode ser mais forte que a...