[...] - Estava exausta, mais eu sonhei uma coisa muito estranha...
(...)
Sonhei que eu estava voltando da escola sozinha (o que não acontecia, eu sempre vinha acompanhada com colegas), andei muito, parecia até que estava dando voltas pelo quarteirão, até que me viro pra voltar o caminho que fiz até o nada, e me deparo com a maldita casa, me viro pra tentar correr e percebo que estou dentro dela, me desespero, ando pra todo canto e não acho uma saída, abaixo perto de uma parede e sento, olho pra todos os cantos e vejo um vulto preto.
- Quem está ai?! - Pergunto em desespero. Ninguém responde. - Se tiver alguém aí, por favor me ajuda! - Falei aflita.
Continuou silêncio. Aquela casa era super esquisita, a decoração que dava um ar triste, o tapete preto com roxo, um abajur aceso e ao lado uma foto de uma família feliz, pelo que parecia era o pai, a mãe e um filho com seu cachorro do lado. Até que ouvi um sussurro bem baixo, perto do meu ouvido.
- Cuidado! A curiosidade pode trazer muitos problemas. - Disse aquela voz suave, parecia de uma criança.
Olhei para os lados e não vi nada de diferente.
- Quem está ai? Me ajuda? O que está acontecendo? Me ajuda? - Disse tremendo de medo.
Ouve um silêncio constrangedor, estava me sentindo observada. Ouvi um suspiro.
- O que está acontecendo dá pra você me ajudar? - Disse irritada, olhando pro meu lado direito, e me deparei com uma menininha com cabelos cacheados ruivos, e olhos verdes brilhantes e um vestidinho rosa com branco. Ela não parava de me encarar com aqueles olhos vibrantes.
- Oi garotinha, você sabe o que está acontecendo? - Ela continuava a me encarar e não mudou uma expressão. - Garotinha? - Aumentei o tom de voz.
- Fale baixo! Eles podem te ouvir. - Disse ela mudando expressão, e começando a olhar pra todos os lados.
- Eles quem? - Falei abaixando o tom, como a garotinha pediu.
- Eles. - Ela apontou pro sofá. Olhei para lá e não vi nada, ela percebeu que eu não tinha visto nada. - Os antigos moradores do orfanato. Não seria nada bom se eles te vissem.
- Como assim os antigos moradores do orfanato? Isso é impos... - Eu tinha aumentado o tom de voz e ela botou a mão na minha boca para os 'fantasmas' não ouvirem.
- Fala baixo Sophia, não deixem eles te ver, nem te ouvir. - Disse ela irritada. - Mais isso não vem ao assunto, eu preciso te falar uma coisa, mas você tem que colaborar.
- Como você sabe meu nome? Me falar uma coisa? Sobre o que? ... Diga. - Disse eu quase alterando a voz, mas eu lembrei que tinha que falar baixo.
- Não interessa como eu sei seu nome. Só vim pra te avisar pra tomar muito cuidado. Não entre nessa casa, não cometa o mesmo erro que eu. - Disse ela desaparecendo.
- Garotinha, volta... Como eu vim parar aqui?. SÓ PODE SER UM SONHO, NÃO É POSSÍVEL. - Depois de ter falado alto, lembrei do que a garota me disse "Fale baixo! eles podem te ouvir". Senti uma brisa gelada na minha face. Vi uns três vultos passando perto de mim. Gelei. Porém não falei nada. Tentei controlar ai máximo minha respiração, vai que o que a garotinha me disse era verdade.
Suspirei, não via mais aqueles vultos, eles deviam ter ido embora. Abaixei a cabeça e coloquei entre as pernas, aliviada. Quando eu levantei e fiquei de pé me deparei com três crianças belas, dois meninos e uma menina, eles me encararam, com olhar de ódio e desprezo.- Oi crianças. - Falei com uma voz seca, tremendo.
Elas continuavam a me encarar. - Vocês são mudos?- O que você está fazendo na minha casa? - Falou uma das crianças. Antes que eu pudesse responder, eles começaram a se deformar, seus olhos a esbugalhar, a pele deles estava saindo fumaça como se estivesse pegando fogo, eu comecei a gritar, pouco tempo depois o chão estava com um pó preto e o corpo deles ossos, que caíram no chão em pequenos pedaços, me desesperei, gritei e chorei muito.
****
Acordei, suando e quase caindo da cama, minha mãe estava me observando assustada.- Filha, o que aconteceu? Você não parava de gritar.
- Tive um pesadelo, mãe. Foi horrível. - Falei chorando.
- Me conta meu amor, oque você sonhou?
- Não nada, desculpa e que não estou muito a vontade.
- Tudo bem flor do meu jardim, mamãe te entende. - ela me deu um beijo na bochecha e saiu do meu quarto. Eu amo quando ela me chama de " flor do meu jardim".
Mais agora eu estava intrigada com uma coisa, o que sera que aquele sonho queria dizer?
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A Maldição das Duas Amigas [Parada]
Mystery / ThrillerHistória Parada. Motivo: Bloqueio criativo. Meu nome é Sophia Halley, e aqui vou relatar algumas coisas que aconteceu e acontecem comigo e com minha melhor amiga Débora Kaditty ( Debby). Tudo começou no dia em que a professora de história passou um...