♥ Capítulo 15 - Mas ele morreu!

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- Vamos então gente! - meu pai falou tentando não parecer triste.

- Vamos... - Respondi desanimada.

Abri a porta e fui direto para o carro que estava estacionado do outro lado da rua, o dia estava nublado, parecia que ia chover. Fiquei pensando nas coisas que aconteceram ontem, emoção, muita emoção, muitas coisas novas na minha vida, muita informação para um pequeno cérebro. Minha vida está confusa, eu estou confusa, o mundo é confuso. Minha mãe não é o que pensei, a lenda da casa era verdadeira, meus amigos morreram, vida estranha vida... Vida cruel.

Então avistei meus pais vindos, enxuguei algumas lágrimas que escorriam pelo meu rosto, e me pus em uma postura certa. Eles entraram no carro calados, sentaram calados, minha mãe principalmente... Ela estava estranha depois do acontecido mais cedo. Então tomamos partida, a viagem foi curta e silenciosa, mais foi bom, não estava afim de falar mesmo. Quando chegamos em frente, tinha muita pessoa, parecia até que era um famoso. Descemos do carro e então avistei Deby, avisei aos meus pais que ia até ela e assim fiz, cheguei perto dela e ela veio correndo me abraçar chorando, eu comecei a chorar também. Eu desabei, chorei muito, muito mesmo. Eu conhecia Jonas desde de pequenina, sempre fomos muitos amigos, desde meus 1 mês e 3 anos dele, até meus 14 anos e 17 dele, ele sempre foi muito compreensivo comigo, ele sempre falava que nossa amizade ia ser eterna.

Então o corpo dele chegou, o caixão estava fechado, os pais dele estavam próximos e acompanharam até o túmulo onde o defunto seria enterrado, todos entraram e ficaram em volta, a mãe dele desmaiou nos braços do pai, chorando muito, o pai dele sentou naquele chão imundo do cemitério, e algumas pessoas vieram acolhe-los. Quando ela acordou e se acalmou um pouco, eles abriram o caixão, e cantaram uma musica que ele gostava. Então, ele foi enterrado. Todos estavam indo embora, menos os pais dele, meus pais, e eu e Deby. Nós não queríamos sair de lá, estávamos muito tristes e sentidas, aquilo era tudo culpa nossa.

Quando nós estávamos indo embora, eu e a Deby vimos alguém passando correndo, perto de umas árvores que tinha ali, parecia o... Não é possível... Parecia o Jonas... Mais como? Ele estava morto. Eu e ela nos entreolhamos e voltamos o olhar de onde vimos ele.

- Vamos meninas! A mãe da Débora já deve estar preocupada, ela deixou você em minhas responsabilidades mocinha! - Minha mãe falou olhando pra Deby. Eu a fuzilei com o olhar e ela levantou as mãos se rendendo.

- Mãe, deixa a gente aqui só um pouquinho... Nós já vamos. - Ela concordou, meu pai foi mais firme, mas acabou sedendo.

Eles então foram pra entrada e ficaram conversando e olhando pra nós.

- Deby? Você viu o que eu vi? - Perguntei.

- Ví! Achei até que estava ficando louca. - Ela falou, me encarando. - Na verdade, dede que entrei naquela casa, vem me acontecendo coisas estranhas. - Completou.

- Comigo também, depois eu vou te contar tudo o que sei. - Ela me olhou confusa. - Só posso te falar uma coisa, você não sabe nem do começo. - Ela me olhou mais confusa ainda. Ela ia me falar alguma coisa até que ouvimos alguém chamar a gente "Deby, Sophia venham aqui' a voz falava, nós fomos seguindo a voz. Até que sem perceber entramos no meio da mata e fomos indo e indo, era como se estivéssemos em transe. Até que nós acordamos e vimos que estávamos perdidas no meio daquela mata. Vimos então um vulto só que agora não parecia Jonas, não sei o que parecia, era estranho.

- Ei meninas! Venham aqui corram! - Uma voz falou vindo atrás de uma árvore que estava com folhas secas. Nós sem pensarmos muito fomos até lá, e adivinha quem encontramos? O Jonas.

Ficamos atônicas.

- Fechem a boca, vai entrar mosca! - Ele falou rindo. Ele estava igualzinho, porém, meio que transparente. Sim, transparente. Dava pra ver as coisas através dele.

- Mas... mas... você - Tentei falar mais estava super assustada.

- Sim, sim eu sei o que você vai falar Sophia. "Mas você está morto" - Ele fez uma vozinha irritante. - Sim eu estou morto, infelizmente, mas minha alma ainda está na terra, estou preso aqui. - Ele olhou para o céu que já estava escurecendo. - Eu preciso da ajuda de vocês.

Deby começou a ficar ofegante, e desmaiou em meus braços.

- Deby, Deby acorda! - Falei a ela logo após seu desmaio, dando tapinhas em seu rosto. - Acorda Deby! Por favor! Estou com medo. - Então puxei ela até um tronco e a botei sentada. - Deby! Acorda! - Gritei.

Já estava bem tarde, era umas 6 horas da noite acho. Então olhei para o fantasma de Jonas, ele estava me observando, rindo um pouco. ele então se aproximou de mim e sentou no chão. Eu fiquei olhando-o com medo. Então peguei meu celular que estava dentro da bolsa e tentei ligar pra minha mãe, porém, estava sem sinal. Então voltei a olhar pra ele, que me encarava demasiadamente.

- Dá pra você parar de me encarar? - Falei alto tentando não demonstrar meu medo.

- Não! - Falou ele continuando a me encarar.

- Poxa! O que você quer? - Agora já estava com menos medo.

- Eu quero ajudar vocês. Mas também preciso de ajuda.

Eu olhei pra cima como se estivesse entediada. - Ta que tipo de ajuda você precisa?

- Preciso que você liberte minha alma, só que você precisa acabar com a maldição pra isso. Eles me botaram em transe e agora fiquei preso naquela casa, sempre toda noite eu tenho que voltar pra lá, isso é horrível. - Olhei-o um pouco confusa. - mas também preciso te dar um aviso.

- Que aviso?

- Você agora está muito envolvida nisso! Você agora corre perigo, você não vocês duas. - Ele olhou para Deby. - Mais você está mais envolvida que ela. Você também não pode confiar em ninguém, ninguém mesmo. Só na Deby, por que ela está envolvida com você.

- É eu sei que sou mais envolvida que ela. - Ele me olhou confuso. - Aquela bruxa que estava lá no dia que fomos, veio no meu sonho e falou que eu era bisneta dela, e que eu ia ter uma irmãzinha do mal.

- Como assim? - Questionou ele.

- Sei lá! Isso tudo é muito confuso pra mim, não acredito em mais nada, não entendo mais nada. - Falei.

- Tá, tá mais isso não vem ao assunto por enquanto, só quero te avisar pra não confiar em ninguém a partir de hoje, e que todos são suspeitos. - Ele me olhou. - Você sabe que sua mãe está envolvida nisso né?

- É infelizmente sei! Poxa estou tão triste de ter entrado lá (na casa). - Olhei para o chão mexendo com um pedacinho de madeira. Ele me olhou triste também.

- Mas mudando de assunto, a maldição agora te persegue, ela anda ao teu lado, agora ela é sua(eu) amiga(o) - O olhei confusa.

- Como assim?

- Não sei! Só sei que a maldição é uma pessoa, que já chegou ou vai chegar ainda pra você. Todos eles tem uma marca debaixo do pé.

- Como é a marca? - Questionei

- É uma caveira preta, bem estranha, ela é diferente das outras caveiras. Mas você arranjou alguma amizade recentemente? - Ele me olhou querendo resposta.

O olhei confuso. Sim, eu tinha arrumado uma amizade recentemente, e foi no mesmo dia do acidente dele, mais ele ajudou a gente.

Será que é o Diego?

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Ah, e eu resolvi que vou postar os capítulos aos sábados ou domingos, caso eu postar em algum dia da semana, será um capítulo bônus, ou seja, será um capítulos como os outros, porém bônus, então se você for ler a história e pular o bônus você não vai entender.

Bjs

J.K



A Maldição das Duas Amigas [Parada]Onde histórias criam vida. Descubra agora