Capítulo 6

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As aulas terminaram, estou de férias. Já tem 3 meses que não vejo o Douglas.

Viajei pra Cabo Frio pra passar as férias.

Acordei de manhã e fui na praia, dei uma passada na feira pra ver se encontrava o Douglas mas a banca dele estava ocupada por outra pessoa.

Voltei pra casa e fiquei me perguntando por onde ele andava.

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Falta um dia pro Natal, a família está reunida aqui na casa da minha vó. O clima de alegria é contagiante. Estavam todos animados cuidando dos últimos preparativos para ceia.

- Você está bem? - A Dani perguntou me tirando de meus pensamentos.

- Estou. Por que não estaria?

- Você está muito desanimada.

- É, vou dar uma volta na praia, talvez eu melhore.

Coloquei meu biquíni, um vestido por cima e uma havaiana.

Cheguei na areia da praia e sentei. Estava perdida em pensamentos quando alguém parou do meu lado.

- Posso sentar aqui com você? - Perguntou a voz máscula que eu conhecia muito bem.

Olhei pra ele, me levantei sorrindo e o abracei. Ele inspirou meu cheiro e me apertou. O soltei e sentamos na areia.

- Você não sabe como senti saudade desse abraço. - Falou me olhando carinhosamente.

- É, você sumiu. - Falei séria.

- Queria te dar espaço. Mas enfim, tenho uma novidade pra te contar.

- Conta. - Falei animada.

- A empresa do meu pai se recuperou.

- Poxa, que bom!

- Conseguimos recuperar tudo. Ano que vem eu já começo a faculdade de engenharia civil.

- Hum. - Falei um pouco desanimada.

- Você não está feliz?

- Estou. Claro que estou. - Falei tentando parecer animada.

- Por que você desanimou de repente?

- É que agora você vai voltar a ser como antes e vai esquecer que existo.

Ele riu e me abraçou.

- Eu nunca vou te esquecer. Nunca!

- Promete?

- Prometo. - Falou olhando dentro dos meus olhos e em seguida me deu um beijo na testa.

Me senti tão confortável dentro daquele abraço, queria beijá-lo e gritar o quanto gosto dele mas eu preferi guardar esses sentimentos pra mim.

Ele comprou um picolé pra gente e ficamos conversando.

- Vamos em um lugar comigo? - Perguntou.

- Onde?

- Surpresa. - Falou todo misterioso.

- Agora você me deixou curiosa.

- Vamos?

- Vamos!

Levantamos e fomos até uma picape preta. Ele destravou o carro e fiquei abismada com a beleza daquele carro.

- Não vamos a pé? - Perguntei.

- Não. É longe daqui. - Falou com um sorriso enorme no rosto.

Ele abriu a porta pra mim, deu a volta no carro e entrou. Ele ligou o rádio e estava tocando Cabelos de algodão da banda Fly.

Não Tem Como Dar CertoOnde histórias criam vida. Descubra agora