Baby Girl da Daddy

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LAUREN'S POV

Sai do galpão onde a luta tinha ocorrido, com um saco de gelo na cabeça , um corte na boca e mais uma luta ganha. A contusão na minha nuca parecia que iria fazer minha cabeça explodir e o sangue ainda jorrava do corte no meu lábio.

Eu precisava de remédios e curativos rápido, coisa que aquele velho galpão onde ocorria lutas de boxe ilegais não podia fornecer.

Peguei as chaves do meu bebê, indo ao estacionamento aonde ele se encontrava. Meu Impala se encontrava estacionado no estacionamento junto com outros carros. Sim eu tinha um Impala, carro velho? Eu prefiro chama - lo de Classico.

Ganhei ele de meu avô há alguns anos atrás quando completei meus dezoito anos, por tradição era para ele estar nas mão do meu pai, mas meu querido papai recusou alegando ser um carro, "velho e ultrapassado". Sendo assim ele ficou com meu vô por mais algum tempo até chegar em minhas mãos.

Meu Impala é o meu amor, não tem carro melhor que esse, nunca ousaria o trocar por um mais "moderno" Como meu doador de esperma chamado "pai" o fez.

Joguei minha bolsa no banco do carona, ligando o carro, o conduzi pelas ruas de Miami, até que elas me levassem para casa. Eu morava com Dinah e Ally, minhas irmãs, Dinah era minha meia irmã, mas Ally e eu não ligavamos para esse pequeno detalhe.

Ao estacionar meu carro na vaga demarcada do estacionamento do prédio onde eu e minhas irmãs dividíamos um apartamento médio, entrei no Hall, cumprimentando o educado porteiro do predio, ele era um senhor deveria ter cerca de 61 anos,mas diferente das pessoas com sua idade ele não era mal humorado ou rabugento, ao contrário, ele sempre se encontrava com um sorriso no rosto, procurando ajudar a todos com o que pudesse. Ele deve ter se assustado um pouco com meus machucados, pois assim que me viu arregalou os olhos e me perguntou se estava tudo bem.

O elevador não demorou muito a chegar, fazendo um barulho que soou muito irritante à minha cabeça já machucada.

- Ally_ gritei assim fechando a porta do apartamento mas me arrependo logo, parecia que todo os sons me irritavam, fazendo minha cabeça latejar de dor.

Uma menina, na verdade uma mulher vestida de menina correu até mim, assustada com o meu grito. Ela tinha longos cabelos castanhos encaracolados, pele bronzeada, usava uma calça branca justa com uma blusa rosa de mangas longas com a estampa da moranguinho em vermelho e um laço vermelho que deveria ser duas vezes maior que a sua cabeça. A estranha estava com os pés descalços franzindo seu nariz, tal ato me chamou a atenção para os seus olhos, eles eram de um tom de castanho chocolate, olhos que eu já tinha vistos antes, há um mês atrás. A imagem desses olhos nunca mais me sairam da cabeça .Aquela estranha não era tão estranha assim...

- Menina do algodão? O que você faz aqui, - questionei me aproximando dela assumindo uma postura enervante

A menina deu dois passos pra trás vendo meu ato como uma ameaça. -desculpa- falou ela, tão baixinho que mais pareceu um miado do que um pedido de desculpas.

- Pelo que? - perguntei irritada, eu só queria que a Ally cuidasse dos meus machucados e depois ir dormir, não precisava daquela menina me atormentado de novo já não bastou me atormentar no parque?

- Por te bater - respondeu assustada, olhando pra porta como se esperasse alguma salvação dela.

- Tudo bem - passei a mão em meu rosto tentando não descontar minha dor da concussão naquele pequeno ser.- o que você faz aqui?

- Sou amiga da Ally._explicou com medo, atenta a cada gesto meu.

Parabéns sua idiota, você conseguiu assustar a menina.

- Certo - falei me distanciando como uma forma de lhe mostrar que eu não a machucaria. - Cadê a Ally?

- Teve que resolver algo com o vizinho do andar de cima - disse um pouco mais calma em relação a mim. - ela disse que não demorava - completou rápido.

-Ok - disse fazendo uma careta ao sentir o gosto metálico de sangue se acumulando.

- Você está machucada?! O que aconteceu? - se espantou, repentinamente esquecendo do medo e se aproximando para poder avaliar meus machucados.

- Não é nada de mais...- tentei lhe explicar.

- É sim.- disse me direcionando para a poltrona que havia ali perto.

Sentei na poltrona como ela havia indicado com certa relutância, assim o feito ela prontamente se pôs a inspecionar meus machucados.

- Onde Ally guarda a caixa de primeiros socorros- perguntou ainda concentrada em ver a concussão.

- Acho que é na cozinha no armário de baixo..._informei.

Ela assentiu andando em direção a cozinha para a pegar a caixa, um pouco estranho da parte dela, há cerca de um mês atrás ela me ajudou no parque, logo em seguida me dando um tapa no rosto, agora eu a tinha assustado e ela estava preocupada com meus ferimentos. Ela voltou com a tal caixa se pondo em minha frente e abrindo-a

- Você sabe o que está fazendo? - perguntei assim que ela pegou um algodão e álcool para higienizar meu corte no lábio.

- Sei, faço faculdade com a sua irmã.

Ela passou um belo tempo cuidando dos meus ferimentos. No Final Eu Acabei com um saco de gelo na cabeça, alguns comprimidos para dor e um curativo no lábio.

- Lembres -se de trocar o curativo a cada três horas passando a pomada, o corte não precisa de pontos mas foi profundo, se pegar algumas bactérias pode acarretar uma infecção- explicou- me pelas minhas contas essa era a oitava explicação que ela já tinha me dado para cuidar dos machucados

- ok. - respondi.

- Ah é se caso a pomada acabar, a Ally pod...-o toque do seu celular interrompeu ela em mais uma de suas explicações.

- aham tá...Não... Sim já...okay já estou indo...Tchau - disse em sua ligação, não conseguir entender o que a pessoa ao outro lado da ligação falava mas pela cara da menina do algodão não era algo bom.

Ela encerrou a chamada abruptamente levando da cadeira a minha frente, indo pegar sua bolsa que se encontrava no sofá.

- Tenho que ir, bye. - falou sem explicar nada.

- Espera! Aconteceu algo? Quer carona? - perguntei desesperada querendo que ela ficasse mais

- Não tenho que ir, Tchau - disse me dando um beijo na bochecha e correndo pra fora do apartamento.

Fiquei estática com aquele gesto, até recuperar a consciência e sair atrás da menina, fui até o Hall mas ela já tinha ido embora.

Voltei para o apartamento meio cabisbaixa, estranhamente eu tinha gostado da companhia dela. Vi algo não chão perto da poltrona.

Era um colar, um colar da menina, ele parecia ser de ouro .

Babygirl
da
Daddy

Era o que estava escrito no colar como decoração

A menina do algodão tinha ido embora de novo, mas me deixando com um colar, uma marca de batom na bochecha e ainda sem saber seu nome.

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⏰ Última atualização: Mar 11, 2016 ⏰

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