(37) arrumando pistas

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Cheguei na casa de Beatriz e não tinha ninguém vou para seu quarto e começo a procurar por algumas pistas, nas gavetas... no guarda-roupa.... debaixo do colchão... da cama... nada parecia que ela tinha ido no mercado e que ja iria voltar.

Beatriz não pode ter fugido sei que não...
Mas se foi sequestro quem seria capaz de fazer isso...

Vou para sala e tomo um susto logo apos ver a porta se abrindo fico parado e esperando seja la quem for abri-la.

A dona Carla entra acompanhada por um homem que a ampara, pois ela estava chorando muito, chego mais perto tentando entender um pouco mais oque aconteceu.

A conversa:
-eu não entendo Ricardo, ela disse que ficaria ali... na frente mas, sumiu... sequestraram minha filha.

-calma amor, eu tenho certeza que isso não foi um sequestro, e aposto que logo logo ela vai estar entrando por aquela porta.

-como você pode ter tanta certeza disso.

-....instinto.

A porta é aberta novamente e dois policiais entram com um notebook na mão.

-podemos começar?
-sim.

Eles pedem pra ela começar a falar tudo oque aconteceu naquele dia.

-bom eu ia sair com o Ricardo convidei ela e o namorado dela pra ir junto eles aceitaram eu fui me arrumar no meu quarto e ela no dela .
Ela terminou primeiro que eu e foi pra frente da casa esperar ele, apos alguns segundos meu namorado, o Ricardo me ligou dizendo que teve um imprevisto e que não poderia vir assim que fui avisa-la ela não estava mais achei que o Cleiton tivesse vindo e saido com ela mas não... eu liguei e ele disse que estava terminando de se arrumar pra vir.
E des de então ja tem dois dias que minha filha sumiu, eu não sei o que fazer.

Ela chorava feito criança e Ricardo ficava alisando seu cabelo o policial terminava de teclar o que ela tinha acabado de dizer

Essa história tava mal contada, tinha alguma coisa de errado nisso, e eu vou descobrir oque é.

Policial-tem alguém mais próximo dela sem ser você o Rodrigo e Cleiton?
Carla-não... tem alguns amigos e amigas mas eu ja liguei pra todos e ninguém sabe.
Policial- perguntou para os moradores aqui da rua se alguém viu alguma coisa?
Carla-tem sim, tem a Victoria, a vizinha da frente disse que parou um carro na frente dela e a puxou para dentro.
Policial-ela não viu o carro, a placa ou quem estava dentro?
Carla-disse que o carro era cinza.
Policial-ok, vamos levar isso pra delegacia e começar uma investigação assim que possível. Carla-como assim? Você não podem começar hoje? Fazer uma procura no morro ou na cidade?
Policial-não senhora, o delegado tem que olhar esse depoimento da senhora primeiro, pensa positivo ok, a senhora pode nos ajudar fazendo e colando cartazes com a foto e o nome dela.

Dona Carla chorava sem parar e seu namorado não parecia se importar nem um pouco, pra mim nessa história tem apenas dois suspeitos, Ricardo e Cleiton esses tão na minha mira.

Passo pelos policiais e digo olhando pra eles como se fosse possível deles me ouvir.

-vamos ver quem resolve esse caso primeiro.

Saio daquela casa com mil e uma ideia na cabeça precisava saber onde esse cara mora.

Lembro da Carla ter falado pros policiais mas não lembro muito bem acho que é
Rua- jardim Silva agora a casa eu ia ter que me virar pra encontrar.

Assim que encontrei a rua era calma, os pátios bem cuidados e as casas bem grandes e nas minhas contas so naquela rua devia ter umas 18 casas dos dois lados da rua que pra minha sorte era sem saida.

Entro na primeira a minha esquerda, uma senhora muito idosa se encontrava sentada olhando tv com uma cuidadora de idosos do lado e pelo jeito ela era sozinha.
-desculpa vovó

Saio da casa e entro na da frente, tomo um susto quando vejo varias crianças vindo correndo em minha direção. Vou um pouco para o lado e elas passam reto entro mais pra dento e vejo uma mulher na cozinha preparando comida e pelo quadro que eu acabei de ver na parede era um casal com cinco crianças, e o cara não era o Cleiton.

Saio da casa ja sem ânimo e vou para a terceira, um casal de adolescentes estava se agarrando no sofa da sala dou uma espiada pela casa e não avia mais ninguém.
-se cuida mocinhos, usem preservativos.

Eu ja estava praticamente me arrastando de tão cansado, nesses dois dias eu não tinha dormido direto por estar no hospital e preocupado com a minha mãe, entro na quarta casa e vejo uma mulher brincando com um bebezinho que não aparentava ter mais de dois meses.
Assim que eu estava indo em bora ouso uma voz conhecida.
-amor, vem dormir comigo você ea july

Eu sigo aquela voz conhecida e me deparo com Claiton deitado na cama apenas de cueca eu fiquei o observando por alguns minutos para ter certeza de que era ele, mas eu tive a plena certeza quendo eu vi o Dragão em seu braço, o cara que Beatriz tava se agarrando aquele dia tinha o mesmo dragão dou um sorriso de lado e digo-bingo-

Mas o caso ainda não tinha se resolvido eu não tinha provas de que foi ele quem sequestrou Beatriz, mas confesso que fiquei confuso, estou me perguntando se ela sabia que ele tinha mulher e uma filha linda.

Consertesa não... Beatriz não seria capaz.

Assim que sua mulher vai pro quarto eu vou pra sala que no momento se encontrava vazia começo a procurar por alguma coisa, alguma pista se quer.

Na estante tinha fotos deles, livros e alguns blocos com algumas coisas escritas.
Mas nada que me pudesse ajudar a ir mais além, olho nas gavetas que so avia papéis velhos.

Respiro fundo e vou para o quarto, eles ja tinham deitado e parecia estarem dormindo exeto a bebê que estava brincando com um mordedor, eu sorrio pra ela e ela da uma enorme gargalhada que faz sua mãe acordar assustada mas logo volta a dormir.

-que bom que você consegue me ver linda.

Ela sorri novamente e eu continuo a procurar pistas.
No criado mudo ao lado da cama avia um celular provavelmente o dele me concentro e começo a procurar algo nele entro em seus torpedos e vejo beh de certo era ela clico la e vejo suas mensagens aquilo doia mas se for pra ajuda-la eu faço tudo.

Torpedos

Cleiton-oi amor
Beatriz-oi .
Cleiton-algum poblema?
Beatriz-quero conhecer sua família logo.
Cleiton-e vai, so que não agora.
Beatriz-esta me escondendo alguma coisa.
Cleiton-não, so acho melhor esperar.
Beatriz-vou acabar aparecendo ai e se eu descobrir alguma coisa...
Cleiton-você esta me ameaçando? Ficou loca?
Beatriz-e se tiver?
Cleiton-você vai se arrepender.

O resto das conversas se prolongou em chingamentos pra qualquer um aquilo seria apenas uma briga de casal mas pra mim era uma grande pista.

Eu vou te encontrar anjo.

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