(39)encontrando o inesperado

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Sai da casa do Ricardo e fui direto para o cemitério, eu sei que Beatriz ainda estava sequestrada mas ela estava com Carlos e eu tenho certeza de que ele seria incapaz de machuca-la.

Para minha sorte Bianca estava sentada no muro que se encontrava na frente do cemitério.
Eu sei que ela ja devia ter sentido minha presença mas eu tinha que pensar no que dizer entre tantas palavras em minha cabeça eu me perco.

-Bianca...
-porque não foi salvar ela ainda.
-ter calma e pensar positivo, lembra?

Ela não diz nada e dessa vez eu so pensava em um jeito de não perde-la novamente.

-podemos conversar?
-fala.
-eu sei que peguei pesado mas isso tudo é muito pra mim entende? Minha mãe doente, Beatriz sequestrada...
-o pior é que eu entendo você.
-me desculpa por ter tratar você daquele jeito, eu sou um idiota mesmo.
-você não é idiota, so é meio complicado

Olho para ela sabendo que esse MEIO, na verdade significava outra coisa ela olhou para mim e eu consegui perceber um micro-sorriso.

-ok, você é 100% complicado.
-desconfiei.

Cheguei mais perto e peguei em sua mão e olhei em seus olhos ela estava sem reação alguma, e isso não me ajudava muito.

Eu não queria convencer ela a não ficar brava comigo, eu apenas queria que ficasse tudo bem, assim como era antes.

-obrigado, de verdade... obrigado por encontrar ela, por ficar do meu lado, por me dar esses concelhos que so você sabe dar.
-você sabe que essa boba sempre vai estar aqui.
-boba?
-boba... mesmo você não me amando, me xingando eu sempre vou estar aqui.
-eu nunca disse que não amava você.
-não precisa dizer...esta na cara.
-Bianca eu amo você sim, so que de uma forma diferente, não posso dizer que te amo como amiga porque oque eu sinto é muito mais que isso.
-será que é tão grande assim?
-pode confiar...

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Apos ter ficado mais um tempo com ela, resolvo ir atrás de Beatriz que provavelmente deveria estar na casa dele um frio na barriga aparece praticamente so de pensar neles juntos... é bom eu ter um belo motivo para não pegar Carlos do jeito que ele merece.

-posso?
-o que?
-posso ir junto com você.
-obrigado, mas não precisa você ja fez muito em acha-la.
-eu insisto

Bom, aceitei a ajuda mesmo não ficando muito a vontade entre as duas.

Bianca foi para casa de Carlos, ela ficaria encarregada de não deixar nenhum dos dois saírem, eu fui para a delegacia.

Não sabia direito o que fazer, não posso me materializar e fazer uma denúncia, a delegacia estava bem calma caminho pelo lugar por alguns segundos.

Entro em uma sala onde se encontrava três policiais, um estava teclando algo no computador o outro estava olhando alguns papéis, e o careca estava limpando sua arma.

-bom Mateus, se concentra.

Digo a mim mesmo e entro no corpo do gordinho que estava teclando no computador.
Olho para os outros dois e me levanto, não querendo ser engraçado mas seu corpo era pesado e exigia um certo esforço para caminhar.

-venham comigo.

Os dois policiais olharam para mim, ou melhor para o corpo em que eu estava.

-ir para aonde?
-so venham comigo.

Essas foi as únicas palavras que eu consegui falar, poderia não parecer mas eu estava bem nervoso, estava ansioso e ao mesmo tempo com medo pelo que poderia encontrar no local.

Entro na viatura, com os policiais e começo a dirigir por onde eu sabia ir.

-para onde nos vamos.
-da pra esperarem.
-você sabe que não pode pegar a viatura e sair dirigindo assim, sem nenhum mandado não sabe?
-sei, fica quieto.

Acelero um pouco parando em frente a casa de Carlos.

-porque você parou aqui?
-temos que entra aqui, Beatriz esta aqui.
-aquela que desapareceu a três dias.

O policial que não falou nada no caminho resolveu abrir a boca.

-sim, essa mesmo.
-mas não temos mandado pra isso.
-o delegado irá nos agradecer, você vai ver.

Ele faz um sinal negativo com a cabeça pega sua arma e arromba o portão dando um tiro na fechadura.

-espero não me arrepender por isso.

Ele entra correndo apontando a arma para alguns lugares procurando o suspeito ou melhor Carlos.

-la dentro, entra la dentro.

Digo a ele, que vai disparado sem abaixar a arma.

-chama outra viatura.

Digo pro cara que não fala muito, que por acaso parecia estar com medo de entrar.

Começo a caminhar lentamente até a porta de entrada as luzes estavam apagadas exeto a do quarto, assim que ponho meu pe esquerdo na porta de entrada Bianca aparece na minha frente.

-melhor você esperar la fora.
-não, eu vou entrar.
-Bianca, por favor não me impeça de fazer isso.
-eu so não quero que você fique mal.
-porque... oque aconteceu com a Beatriz.
-nada ela... vai ficar bem.
-como assim ficar Bianca.

Ouso o policial gritar la do quarto.

-da pra parar de ficar falando sozinho e vim me ajudar?

Me desvio de Bianca e caminho lentamente ate o quarto mesmo sem ter visto nada sinto vontade de chorar... so em saber que Beatriz estava proximo de mim

Me controlei, pois qualquer erro eu poderia sair do corpo do rapaz e por tudo a perder.

-vem de uma vez cara.

O policial estava com a arma apontada para o canto do quarto que certamente estaria Carlos, me aproximo mais e fico paralisado ao chegar na porta.

Sem dar tempo do policial que estava apontando a arma para o Carlos, de falar mais alguma coisa outros policiais entram correndo se esbarrando em mim, entrando dentro do quarto e apontando a arma para a mesma direção.

Saio do corpo do homem, ainda um pouco fraco o homem se apoia na porta parecendo tonto.

Dou dois passos e entro no quarto, Beatriz estava pelada com as mão e os pes amarrados em cima da cama Carlos estava no ção com as mão na cabeça.

Porque isso tudo estava acontecendo...
Porque?

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