(49) Curtir a vida parte 2.

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E até pra ser flor precisa de sorte, umas nascem para enfeitar a vida, e outras a morte...

Apos dois dias apagado, segundo o tal anjo, eu estava de volta com Raiva e ao mesmo tempo com medo do que tinha acontecido nesse dois dias.

-seja bem vindo novamente.

Olho para ele meio desnorteado, meus olhos estavam sensíveis por conta do sol, aliás um lindo dia hoje estava.

-minha mãe...

-cuidei dela enquanto você estava inativo.

-ela está bem?

-sim, está em casa firme e forte.

-obrigado, de verdade.

Ele sorri e se levanta.

-bom, sua mãe está bem, todos estamos. Hora de curtir o dia parte 2

-Eu não estou 100% para fazer isso.

-relaxa, vou com calma.

Não via a hora dessa palhaçada acabar de vez, levantei lentamente e após alguns segundos o anjo e eu estávamos caminhado sob a claridade do sol, eu queria sentir seu calor mas so em poder vê-lo ja estava ótimo.

-você e a Bianca...

-somos amigos, apenas isso.

-...não minta pra si mesmo.

-prefiro acreditar nisso.

Continuamos andando por mais alguns minutos quando paramos em frente a uma casa amarela, com um gramado bem verde em frente.

-onde estamos.

Ele deu um sorriso pra mim e entrou, eu fui logo atrás, passamos pelo enorme portão marrom e seguimos em frente.

Entramos na casa que parecia ser abandonada.

-quem mora aqui?

Ele vira pra mim me encarando com uma expressão seria, mas por trás dessa expressão existia dor, tristeza.

-eu, na verdade minha família morava aqui mas meus pais morreram. Logo após eu me matei, então a casa ficou fechada.

-e onde estão seus pais?

-so deus sabe.

-achei que aqueles que tiravam suas próprias vidas não fossem para o céu.

-realmente você acha que está no céu?

Fico em silêncio, esperando pra que ele entenda como um sei lá.

-eu sei que você deve estar cheio de perguntas, mas eu não posso responde-las o tempo vai esclarecer tudo pra você.

-tempo... calma... você é mais um que está me pedindo isso.

-escute a voz da experiência.

Após vermos alguns retratos empoeirado, voltamos a caminhar a rua era bem calma mais cheia de crianças brincando.

Virando algumas esquinas, atravessando algumas avenidas eu reconheci o caminho.

-oque estamos fazendo aqui?

-você conheceu um pouco sobre mim, agora é sua vez.

Estávamos no morro, e mesmo sem ele dizer eu ja sabia para onde estávamos indo.

-melhor voltarmos.

-você tem que enfrenta seus próprios medos.

Pra falar verdade eu tinha medo sim, medo de ver o que não queria. Eu sabia que Beatriz estava com Cleiton novamente so queria esquecer.

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