(26)Uma prova de amor

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-vai ver porque ela não quer ser so sua amiga.
-não começa.
-na verdade você parece um quebra-cabeça
-fácil.
-facil seria a última coisa que você seria.
Olho para ela e fico satisfeito por ver um sorriso em seu rosto.
-você me ama Bianca?
-que pergunta é essa agora Mateus?
-eu preciso mesmo saber disso, você me ama?
-sim... você sabe muito bem disso.
-faria uma loucura por mim?
-Mateus to ficando com medo.
-porque?
-ja é altas horas da noite, estamos na frente do cemitério e você está me fazendo perguntas estranhas...
-você faria?
-sim... acho que sim.
-viveria comigo pra sempre?
-Mateus, ja estamos vivendo pra sempre
-não do jeito que eu desejo
-ha não Mateus, achei que você ja tinha esquecido essa besteira
-Bianca...
-Mateus eu to muito bem como estou, nós estamos bem temos tudo o que precisamos aqui.
-você... você morreu muito cedo não conheceu nada da vida.
-há e você conheceu.
-estou tentando.
-então vai.
-quero você ao meu lado.
Eu sabia que não era aquilo que Bianca queria mas sabia que era o que ela precisava eu não sabia o que poderia acontecer dali pra frente mas poderia acontecer coisas boas também.
-não vai falar nada?
-cansei de tentar te acordar desse sonho.
-eu sei que isso não é um sonho e sei também quais serão as consequências mas...
-chega de mais, e aproveita essa oportunidade.
Bianca entra para o cemitério me deixando la sozinho naquele lugar que se eu estivesse vivo jamais entraria.
A noite estava nublada com um vento frio me lembrava da minha.... minha MÃE.
com toda essa confusão que aconteceu não pude vê-la, levanto de pressa e assim que ia saindo Bianca me para.
-não aguenta ficar horas longe dela não é mesmo.
-eu vou ver minha mãe...
Bianca olha para o chão e depois novamente para mim com um olhar de arrependimento.
-quer ir comigo.
Bianca afirma com a cabeça e acompanha meus passos.
Chegando la antes de virarmos a esquina podemos ouvir um barulho alto umas luzes vermelhas e assim que viramos totalmente a rua podemos ver uma ambulância justamente em frente a casa da minha mãe.
-MÃE.
grito e vou correndo e entro podendo ouvir Bianca logo atrás me chamando, logo quando entrei vi vário enfermeiros entrando e saindo rapidamente do quarto dela entrei lentamente com medo do que poderia encontrar.
Minha mae estava deitada em sua cama com um aparelho que obviamente o ajudava a respirar sempensar duas vezes eu corro até ela atravessando corpos.
-mãe... não mãe, não por favor.
Botei a mao em seu coração que por acaso batia lentamente quase parando seu rosto estava pálido mais do que constumava a ser.
-o que posso fazer para ajudá-la?
Pergunto a Bianca que se encontrava atrás de mim com a mão na boca pasma, ela pensa por alguns segundos e balança a cabeça negativamente.
-desculpa.
-não, tem que ter...eu posso...
-Mateus, eu sinto muito mas não.
-por favor, é minha mãe.
Bianca a olha e me puxa para trás chega perto da minha mãe pega em sua mão e algo incrível acontece não sei explicar oque, so sei que Bianca estava se esforçando muito talvez estivesse ate ha machucando.
-Bianca para...
Eu ha puxo fazendo assim cairmos para trás seu corpo estava mole sem forças faço massagem ou melhor tento fazer, Derrepente ouso alguém tossindo levanto rapidamente após ver minha mãe abrindo os olhos, olho na máquina e seu coração estava batendo um pouco mais rápido e sua respiração estava voltado.
Volto minha atenção a Bianca que por sinal não estava reagindo.
-Bianca acorda, não me assusta assim por favor.
Eu não conseguia conter as lágrimas minhas mãos estavam trêmulas e minha voz falhando.
-não mereço nem um obrigado?
Bianca diz abrindo os olhos lentamente.
-nunca mais faça isso ouviu? Nunca mais.

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