(53) Me surpreendendo a cada dia.

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E quando eu não sabia mais oque fazer...
Deus sussurrou e disse:confia em mim..

-olá Laila.

Ângelo disse ainda parado encostado na porta que nos passamos segundos atrás.

Laila vira rapidamente como se tivesse tomado um tremendo surto, mas assim que ela olha pra mim sua expressão muda.

-Mateus... #sumido.

-você que sumiu, eu continuei e continuo no mesmo lugar.

Digo mas logo depois me arrependo, com intuição de ter sido grosso.

-ele também está te enchendo?!

-eu ainda estou aqui, sabiam?

Ângelo diz em um tom um tanto debochado,
eu não ligaria tanto se nos ficássemos o resto do dia ali mas estava mais que óbvio que a noite não tinha nem começado.

Pelo relógio que estava pendurado em cima da porta marcava 19:30h a temperatura estava bem agradável e o humor dos dois melhor ainda.

-me deixa fora dessa, Ângelo.

-você faz parte disso, aliás você prometeu.

-e você não sabe fazer nada sozinho.

-eu tenho um trato com ele, não costumo descumprir nada.

Eu vou até o closet em que os dois estavam.

-eu ainda estou aqui, e infelizmente posso ouvir essa briguinha infantil de vocês então... podem acelerar aí, porque se for pra passar o resto da noite com vocês dois brigando que seja com um copo de bebida na mão.

Paro e recupero o ar após ter falado sem parar.

-ta com tanta pressa assim?

Olho para ele com uma expressão seria, Laila empurra ele pra fora do closet e logo após sai

************

Depois de mais ou menos uma hora ainda dentro daquela casa nós saímos, Ângelo realmente não estava brincando quando de convidou pra ir em um baile, pois era exatamente para onde estávamos indo.

-Mateus... Mateus,quem diria você todo certinho em companhia de Ângelo.

Ângelo olha pra ela, ele parecia nada contente e eu não me permiti dar nem um piu.

Ele põe sua mão direita em meu ombro e a outra no membro de Laila, sim ele nos materializou.

Laila caiu no chão, e la mesmo ficou Ângelo continuou andando e eu parei para ajudá-la.

-eu tenho pavor quando ele faz isso.

Ela disse soltando alguns gemidos de dor entre as palavras, eu a levanto e continuamos a andar.

-porque você fala dele assim... com tanto ódio?

Ela olha pra mim com uma expressão seria, achei que ela não responderia mas me surpreendi assim que ouvi sua resposta.

-Ângelo é um monstro.

Penso no que ela disse mas continuo andando como se eu não tivesse prestado atenção.

-quer ficar a um passo em sua frente?! Seja esperto não deixe ele mandar e desmandar em você.

-e porque você deixa?

Ela não me olha dessa vez, e também não diz nada Ângelo chega com três ingressos na mão entrega pra mim e um pra Laila.

Depois de ter enfrentado uma filinha de cinco pessoas a frente nos entramos.

A música se podia ouvir a dois quarteirões daqui, pessoas a maioria bêbada dançavam na pista e algumas se pegavam pelos cantos.

Ângelo parecia conhecer bem o lugar, ele vai em direção ao bar e nos o seguimos, não era vício mais minha garganta pedia por um copo de vodka o quanto mais rápido possível.

Talvez pelo calor do momento, tudo o que eu não pude fazer em vida eu estou fazendo agora é isso é tão bom, que me da vontade de fazer isso frequentemente.

Pesso uma bebida forte ao barman enquanto via Laila indo pra pista de dança com Ângelo.

Até que os dois combinavam, mas eu sei que Laila seria incapaz do ficar com alguém como ele.

A música da Taylor Swift-red, estava tocando a todo volume, confesso a música era contagiante  e me fazia esquecer de tudo, praticamente tudo.

-vai dançar... eu empresto a minha dançarina.

Ouso Ângelo dizer após voltar da pista de dança com a respiração ofegante.

Laila faz um gesto com a cabeça me chamando.

A música ainda continuava.

-eu não sei dançar.

Digo um tanto alto por causa da música alta.

-so segue os meus movimentos.

Ela mexia os quadris de uma maneira que fazia Aquilo parecer ser fácil, eu ponho minhas mãos em seu quadril e copio seus movimentos.

Ela rosava a bunda em mim, eu olhei para o bar e Ângelo estava nos observando, não conseguia descrever sua expressão, por isso resolvi parar a dança.

-ja casou Mateus?

-vou parar um pouquinho... pra beber alguma coisa, me acompanha?

-claro.

Chegamos perto do Ângelo e o mesmo saiu.

-vai pra onde cara?

-vi que tem uns camaradas meu aqui, vou ali comprimentalos.

Ele sumiu no meio da multidão.

-sabe o oque ele tem?

-não faço a mínima ideia, e nem quero.

Eu peço duas tequilas para o barman, jogo um dos copos deslizando na mesa para Laila.

-me conta... como anda você?! Ja se adaptou?

Resolvi não contar pra ela sobre o oque eu estava preste a fazer, muito menos que Ângelo me ajudaria.

-estou me acostumando, pouco a pouco.

-fico feliz por você.

Ela me olha e sorri, pego meu copo e viro de uma vez so, o líquido não ardia tanto minha garganta como da primeira e isso so me dava vontade de beber mais e mais.

-posso te fazer uma pergunta um tanto íntima.

Ela vira o copo dela e me olha com uma cara de desconfiada.

-seja bonzinho vai... pode.

-como você conhece o Ângelo.

-sério?

Ela olha pra mim e eu confirmo com a cabeça.

-ele fez amigo oque está fazendo com você.

Viro minha cabeça calmamente em direção a ele, eu não sei oque ela quis dizer com isso, desde que nos estávamos vindo ela está me mandando piadinha em relação ao Ângelo.

-abre logo o jogo.

-jogo? Que jogo?

-somos adultos, para com esse joguinho.

Ela pede mais duas tequilas para o barman e se vira pra mim.

-ok, o Ângelo também me prometeu me ajudar a reviver, eu confiei me iludi e me fudi.

O barman trouxe as tequilas e nos tiramos os copos juntos.

-quer dizer que eu estou sendo enganado?

Perguntei sentindo a bebida tomar conta do meu corpo

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