Capítulo 11 - Parte III

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SAVANAH

  Ele lentamente aproxima nossos rostos me fazendo fechar os olhos, ao ver que sua intenção é me beijar. Masalom apenas pressionou seus lábios nos meus. Eu fiquei com vontade de explorar mais aquele contato, entretanto, ainda não sabia ao certo o que fazer, ao menos não para dominar a situação.

    — Me beija.  — pedi sentindo minhas bochechas esquentarem.

   Masalom deixou o anel em minha mão e a utilizou para envolver minha cintura e me levar pra seu colo. Minhas pernas ficaram uma de cada lado do seu quadril e eu acabei enrolando minhas mãos em seu pescoço enquanto sentia sua língua quente e habilidosa dentro da minha boca lutando contra a minha. A mão dele que pairava em minha bochecha deslizou por minha pele e junto à outra envolveu meu quadril, não deixando espaço nenhum entre nossos corpos.

   Quando ambos ficamos sem fôlego, ele aproveita para dar uma atenção especial ao meu pescoço e nódulo da orelha. Meus pelinhos se eriçam a cada mordida e lambida que sua língua me proporciona. Sinto meu sexo apertar e acabo jogando o pescoço pra trás com os lábios entreabertos. Ele continua a tortura deliciosa na minha pele sensível. Sinto vontade de rebolar em seu colo, porém, não o faço.

   No instante em que Masalom ia beijar meus lábios novamente, alguém bate na porta. Ele suspira e eu procuro recuperar minha sanidade mental. Desço de cima dele e volto a sentar no colchão com as pernas trêmulas e a respiração ofegante. Masalom passa as mãos no cabelo, se levanta e vai  caminhando até a porta, enquanto fecha os botões da camisa.

   Olho num dos meus punhos que estava fechado, o anel delicado. Este tem uma pedra azul no centro que brilha lindamente. O circulo é constituído por um aro fino. Ponho-o no meu dedo e o admiro com um sorriso bobo.

   Quando ergui o rosto, vi aquele senhor que me trouxe pra cá na noite do leilão entrar seguido de um outro homem. Masalom estava logo atrás. Os dois carregavam duas bandejas e as deixaram na mesinha perto da janela. O outro homem me olhou, mas desviou o olhar rapidamente. Eles logo se retiraram quando Masalom agradeceu. Ele trancou a porta e olhou para meu corpo, logo seu semblante fechou.

    — Savanah, mesmo que ainda estejamos nos conhecendo, você vai ter que aparentar ser minha esposa. Eu nunca deixaria minha mulher vestir um short tão curto. Não quando outros homens podem ver o que deveria pertencer só a mim. — fala e suspira ao final do discurso.  — Eu sei que no Brasil isso é uma bobagem, entretanto, aqui nós temos tradições. Você pode usar o que quiser, mas deixa pra fazer isso quando estivermos só você e eu.  — conclui.

   Lembro que Sarah me repreendeu pelo mesmo motivo.

    — Eu sei, desculpa, não vai mais acontecer. —  digo olhando para o outro lado.

    — Tudo bem. Eu que deveria ter dito antes. Isso não é uma bronca. Estou apenas te informando para que não volte a acontecer.  — fala. — Mandei preparar algo para comermos antes de irmos nos preparar para o casamento.  — explica mudando de assunto e pega uma das bandejas antes de caminhar até onde estou e pôr a bandeja em meu colo.

   Ele voltou para pegar a sua. Eu sentia o aroma do prato no meu colo com a boca cheia dágua. Peguei os talheres para comer, porém minhas mãos começaram a doer. Desisti de tentar segurar o garfo. Masalom sentou diante de mim, me olhando com os olhos cerrados.

    — Não vai comer? —  nego e suspiro.

   Acho que deveria dizer a ele sobre minha doença, afinal, eu também quero que me conte tudo sobre ele sem omitir nenhum detalhe.

    — Na verdade, minhas mãos estão doendo. — me remexo desconfortável. —  Eu tenho artrite reumatóide. — falo de uma vez.  Às vezes minhas mãos doem muito e têm momentos que eu não consigo segurar os objetos, por isso, eu acabei derrubando sua garrafa naquela noite. Não fiz de propósito. —  conto, mas ele não tem nenhuma reação aparente.

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