SAVANAH
Ele lentamente aproxima nossos rostos me fazendo fechar os olhos, ao ver que sua intenção é me beijar. Masalom apenas pressionou seus lábios nos meus. Eu fiquei com vontade de explorar mais aquele contato, entretanto, ainda não sabia ao certo o que fazer, ao menos não para dominar a situação.
— Me beija. — pedi sentindo minhas bochechas esquentarem.
Masalom deixou o anel em minha mão e a utilizou para envolver minha cintura e me levar pra seu colo. Minhas pernas ficaram uma de cada lado do seu quadril e eu acabei enrolando minhas mãos em seu pescoço enquanto sentia sua língua quente e habilidosa dentro da minha boca lutando contra a minha. A mão dele que pairava em minha bochecha deslizou por minha pele e junto à outra envolveu meu quadril, não deixando espaço nenhum entre nossos corpos.
Quando ambos ficamos sem fôlego, ele aproveita para dar uma atenção especial ao meu pescoço e nódulo da orelha. Meus pelinhos se eriçam a cada mordida e lambida que sua língua me proporciona. Sinto meu sexo apertar e acabo jogando o pescoço pra trás com os lábios entreabertos. Ele continua a tortura deliciosa na minha pele sensível. Sinto vontade de rebolar em seu colo, porém, não o faço.
No instante em que Masalom ia beijar meus lábios novamente, alguém bate na porta. Ele suspira e eu procuro recuperar minha sanidade mental. Desço de cima dele e volto a sentar no colchão com as pernas trêmulas e a respiração ofegante. Masalom passa as mãos no cabelo, se levanta e vai caminhando até a porta, enquanto fecha os botões da camisa.
Olho num dos meus punhos que estava fechado, o anel delicado. Este tem uma pedra azul no centro que brilha lindamente. O circulo é constituído por um aro fino. Ponho-o no meu dedo e o admiro com um sorriso bobo.
Quando ergui o rosto, vi aquele senhor que me trouxe pra cá na noite do leilão entrar seguido de um outro homem. Masalom estava logo atrás. Os dois carregavam duas bandejas e as deixaram na mesinha perto da janela. O outro homem me olhou, mas desviou o olhar rapidamente. Eles logo se retiraram quando Masalom agradeceu. Ele trancou a porta e olhou para meu corpo, logo seu semblante fechou.
— Savanah, mesmo que ainda estejamos nos conhecendo, você vai ter que aparentar ser minha esposa. Eu nunca deixaria minha mulher vestir um short tão curto. Não quando outros homens podem ver o que deveria pertencer só a mim. — fala e suspira ao final do discurso. — Eu sei que no Brasil isso é uma bobagem, entretanto, aqui nós temos tradições. Você pode usar o que quiser, mas deixa pra fazer isso quando estivermos só você e eu. — conclui.
Lembro que Sarah me repreendeu pelo mesmo motivo.
— Eu sei, desculpa, não vai mais acontecer. — digo olhando para o outro lado.
— Tudo bem. Eu que deveria ter dito antes. Isso não é uma bronca. Estou apenas te informando para que não volte a acontecer. — fala. — Mandei preparar algo para comermos antes de irmos nos preparar para o casamento. — explica mudando de assunto e pega uma das bandejas antes de caminhar até onde estou e pôr a bandeja em meu colo.
Ele voltou para pegar a sua. Eu sentia o aroma do prato no meu colo com a boca cheia dágua. Peguei os talheres para comer, porém minhas mãos começaram a doer. Desisti de tentar segurar o garfo. Masalom sentou diante de mim, me olhando com os olhos cerrados.
— Não vai comer? — nego e suspiro.
Acho que deveria dizer a ele sobre minha doença, afinal, eu também quero que me conte tudo sobre ele sem omitir nenhum detalhe.
— Na verdade, minhas mãos estão doendo. — me remexo desconfortável. — Eu tenho artrite reumatóide. — falo de uma vez. Às vezes minhas mãos doem muito e têm momentos que eu não consigo segurar os objetos, por isso, eu acabei derrubando sua garrafa naquela noite. Não fiz de propósito. — conto, mas ele não tem nenhuma reação aparente.
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Na Amazon - Garota Traficada - Série Meu Monstro Mafioso - Livro 01
RomanceUma garota humilde, frágil, ingênua e amorosa não poderia cogitar ser vítima da crueldade humana. Nascida na favela, Savanah teve seu mundo abalado pela morte dos pais. Expulsa da casa em que morava por falta de pagamento das mensalidades do alu...