(62) A despedida.

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Mesmo onde tudo parece escuridão, há luz.

-perdão por não ter contado, é que... você estava tão esperançoso e eu não sou a pessoa perfeira pra tirar a esperança de alguém.

No fundo eu entendia e não estava tão chateado assim, talvez porque eu sabia que Ângelo estava me enganando e não queria acreditar.

-esta tudo bem... obrigado por me ajudar.

Ela não fala nada, eu apenas me viro e saio do cemitério com a cabeça a mil. Precisava de alguém para responder minhas perguntas e dizer que ira ficar tudo bem.

Fecho meus olhos e começo a chamar pelo Gabriel, ele era uma pessoa considerada confiante.

-me chamando?

Abro os olhos e o mesmo estava em minha frente, achei que não ia conseguir por estar com os pensamentos embaralhados.

Não consegui dizer nem se quer uma palavra e cai no choro... não um choro desesperado mas sim um choro cheio de mágoas.

Gabriel põe uma de suas mãos em meu ombro tentando me acalmar, mas o problema é que eu não estava nervoso... eu so estava de saco cheio por estar arrodiado de pessoas que mentem pra mim.

-preciso de sua ajuda.

-disponha...

Ele se senta ao meu lado, sem olhar pra mim me deixando a vontade.

-você sabe...todos sabem que eu quero, preciso voltar a vida, você tem que me ajudar.

-Mateus ninguém daqui pode voltar pra la.

-não, tem que ter algum jeito por favor.

-eu não posso ajudar você...eu não sou a âncora, Ângelo é ele tem passagem livre para os dois lados.

-ele não vai me ajudar... preciso voltar, preciso mesmo.

-tentarei arrancar alguma informação pra você, eu prometo... prometo porque eu...

-uma promessa entre amigos não precisa ser justificada.

Digo o interrompendo, com Gabriel me ajudando eu estaria a um passo a frente de Ângelo, se ele quer guerra é guerra que ele vai ter.

-isso fica entre nós?!

-entre nós, mais alguma pergunta?

-se Ângelo não iria e nem vai me ajudar porque ele quer tanto que eu cumpra esses 5 dias de diversão?

-isso eu...também não sei mas vou descobrir.

-valeu por tar me ajudando, você foi o único ate agora que não mentiu pra mim.

-honra, é a unica coisa que nos homens temos.

Após ficarmos conversando ate tarde Gabriel foi em bora, disse que tinha que resolver alguma coisa.

Agora devia ser umas 04:00 da madrugada, me levanto e vou em direção a casa da Beatriz.

Normalmente essa era minha rotina cemitério, mãe, e Beatriz, so de uns dias pra ca que isso mudou...por Ângelo ficar me levando a lugares estranhos mas divertido confesso.

Entro lentamente na casa de Beatriz, estava tudo calmo, provavelmente estavam dormindo. Vou calmamente em direção ao quarto no final do carredor, atravesso a porta e vejo Beatriz dormindo.

Parecia estar em um sonho muito bom, será uma pena acorda-la, mas tinha que avisa-la.

Chego próximo a ela e encosto minha mão em seu rosto, ela se revira na cama e abre os olhos lentamente.

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