Capítulo-1

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20 anos depois

Às cinco e meia, da manhã o despertador em cima do criado mudo já dava sinal que a hora programada por Luna já havia chegado. Com um pouco de esforço ela esticou o braço alcançando o botão para o desligar, pois ninguém merecia acordar com uma música horrível logo de manhã.
Ao desligar o barulho estridente, ela se virou para o lado esquerdo na tentativa de adormecer de novo pois o sono era tanto que mal conseguia abrir os olhos, mas essa tentativa foi em vão, pois o despertador começou a tocar pela segunda vez.

Como ela viu que não tinha outra alternativa se levantou da cama e começou a procura o seu celular pois ela tinha adormecido com ele na mão, mas para sua sorte ele estava mesmo ao lado de seu travesseiro, começou a rir, porque ele era o culpado, pois foi por causa dele que ela tinha só adormecido as duas da madrugada. Mas quem não ficaria acordada até essa hora a ler o maravilhoso livro 7 Dias da autora Karina Altobelli? É um livro que deixa qualquer um viciado nele!

Luna saiu dos pensamentos quando ouviu umas batidas de leve na porta anunciando que a pessoa do outro lado queria entrar. Então, sem demora, ela pediu que entrasse, quando a porta se abriu revelando a sua tia que vestia um robe na cor rosa, Luna sorriu. O rosto da tia denunciava que também tinha acordado com aquela música horrível. Luna naquela hora sentiu-se mal pela tia ter acordado, mas também se ela não tivesse colocado o despertador alto nunca mais acordaria, pois tinha um sono muito pesado. Sentiu os lábios da tia na sua testa dando lhe um beijo de bom dia, Luna amava todo o amor e carinho que a tia lhe dava, ela sem dúvida era sua estrutura.

Mafalda era uma senhora de cinquenta e dois anos, com a pele morena do sol, seus rosto já denunciava algumas rugas. Rugas nas quais demonstra a vida que ela levou, seus cabelos castanhos curtos e olhos cor de mel, magra e um pouco mais baixa que Luna, por isso tinha que se colocar sempre nas pontas dos pés para alcançar o rosto da sobrinha.
Luna abraçou a tia lhe dando o bom dia.

- Bom dia tia. Como a senhora dormiu?-
Mas antes que a tia a respondesse ela foi logo pedindo desculpas a tia por tê-la acordado com o maldito despertador.

A tia com um sorriso no rosto respondeu.

- Bom dia minha menina, e outra coisa não tem que pedir desculpa pelo "seu " despertador me ter acordado porque eu já estava acordada somente esperava ouvir ele tocar.

Apesar de Luna já ter vinte e cinco anos a tia sempre a chamava de menina pois aos seus olhos ela sempre será a menina dela. Depois daquela tragédia há vinte anos ela só se dedicou a sobrinha, não quis se casar nem ter filhos. Depois do cunhado ter tirado a sua irmã e sobrinhos ela começou a ver os homens como monstros, não é para menos mesmo... mas até hoje a Luna nunca soube da verdade. Para Luna os pais haviam morrido em um acidente contra um veículo grande.

- Bem minha filha, vá se aprontar enquanto a tia te prepara o café da manhã. - dizendo isso a tia lhe deu as costas e foi embora.

Assim que a tia saiu do quarto, Luna foi para o banheiro tomar banho e fazer sua higiene matinal. Hoje não era um dia normal, hoje era seu primeiro dia de trabalho na casa dos Perez, então optou por banho não demorado, não gostaria de se atrasar. Desde que ela foi mandada embora com os outros trabalhadores porque a fábrica abriu falência então se viu desempregada, esse era o único trabalho que havia conseguido, não queria depender da tia que recebia uma pequena pensão mensal.

Quinze minutos depois, ela saiu do banheiro enrolada na sua toalha branca, abriu a porta do closet tirando de lá uma calça jeans e uma camisa preta de mangas compridas. Colocou tudo sobre a cama e começou a se enxugar, pegou seu creme favorito, e passou delicadamente em seu corpo, vestiu um conjunto de lingerie na cor branca , e depois vestiu o resto das roupas, penteou seus cabelos castanhos, pensou em fazer um rabo de cavalo mas descartou logo ideia então começou a fazer uma trança lateral. Como não gostava muito de usar maquiagem passou só máscara nos cílios dando uma levantada neles, pegou no lápis preto e passou na linha de água realçando seus olhos castanhos. Sentou-se na beira da cama e começou a calçar suas botas pretas e curtas. Como ela ainda ia tomar o café da manhã, decidiu passar o gloss só depois de escovar os dentes. Antes de sair do quarto deu uma olhadinha no espelho, só depois de gostar do que via saiu em direção a cozinha.

Nunca é tarde para Amar (DEGUSTAÇÃO ) Onde histórias criam vida. Descubra agora