Capítulo 8

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– Daqui você não sai com ela. – Diz um carinha que não tem amor a vida se levantando dentre os demais reféns.

– Não... Alfonso... Não... Fica quieto. – Diz a ruivinha.

– Ah, então é Alfonso o nome desse cretino? – Digo apontando para o idiota.

– Posso ser o que for, mas ela não sai daqui com você. – Diz Alfonso, alterado.

– Você tem amor à vida, rapaz? – Pergunto o encarando.

– Tenho. Mas você que não vai ter se não deixar a Dulce em paz.

Hum... Então é "Dulce" o nome dessa maravilha? Bom saber.

– Rapaz, se eu fosse você não se atreveria a dar mais nenhum passo. – Falo apontando a metralhadora para ele.

Dulce María

Eu deveria estar com medo. Sim, no início tive medo, mas após encontrar os maravilhosos olhos desse assaltante que não faço a mínima ideia de quem seja, já não sinto mais medo, já não sinto angústia. Apenas sinto que ele não pode me fazer mal. Sinto que quero abraça-lo, beija-lo e nem ao menos sei quem ele é. Ao menos sei se ele é bonito, ao menos sei como é seu rosto inteiro. Sei somente o quão seus olhos são lindos, castanhos e profundos que me fazem arrepiar. Estou hipnotizada.

Não sinto medo de ser sua refém. Poderia se sua refém por 500 anos, desde que eu estivesse com ele. Na verdade 500 anos é muita coisa, não é mesmo? Por uns 20 anos quem sabe.

Intrometo-me na "mini discussão" entre o assaltante e o Alfonso e digo para Alfonso...

– Poncho... deixa por favor. Não precisa me ajudar.

– Não, Dul. Daqui ele não sai com você. – Diz Poncho.

– Você é o namoradinho dela ou o que? – Diz o assaltante alterado.

– Não é da sua conta imbecil – Responde Poncho nervoso, mas mesmo ao mesmo tempo sem graça pela pergunta.

– Nossa! Você é bem estressadinho né? Vou acabar logo logo com isso. – Diz o assaltante.

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