Capítulo 10

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– Dulce ele não pode morrer, não pode!! – Diz Anahí aos prantos.

– Ele não vai... Não vai... Acredite. – A consolo, sem saber direito o que fazer. Ali. Aquela cena. O Poncho, meu amigo. Meu melhor amigo.

– Dulce... – Poncho tenta falar.

– Não fala Poncho só tenta ser forte. Você não vai dessa vez. Não ainda.

– Dulce... Eu... Eu preciso te dizer...

– Poncho, não. Por favor. Deixa de ser teimoso. Respira e espera que os bombeiros já estão vindo.

– Dulce... você... precisa saber...

Ver Alfonso naquele estado me dói muito.

– Eu... sempre fui apaixonado por você... Eu... sempre te amei. – Minha garganta seca na hora.

Poncho está morrendo e dizendo que sempre me amou. Meu Deus! A Anahí está do meu lado e escutou o que ele disse. As coisas estão fugindo do controle. Não sei o que faço. Eu só consigo responder.

– Poncho você não... não sabe o que está dizendo. Vai ficar tudo bem.

A polícia entra no banco acompanhado do corpo de bombeiros que vão imediatamente socorrer o Poncho que está péssimo. Está muito mal. O colocam em uma maca e o levam para a ambulância que está do lado de fora.

Anahí olha pra mim em prantos, triste e magoada. E vejo em seus olhos o quanto as palavras de Poncho a machucaram. Acompanhamos os bombeiros até a ambulância com o corpo de Poncho rapidamente e um dos bombeiros diz: – Só uma pra acompanhar. Vamos!

– Dul, acompanha o Poncho. Eu não vou. – Diz Annie ainda chorando.

– Não, Annie. Ele é seu namorado ele... – Anahí me corta.

– Não quero ir... Ele... só precisa de você nesse momento.

– Não... Annie... – O bombeiro nos interrompe...

– Vamos meninas! O paciente está muito mal.

– Vai Annie. Tchau. – Saio imediatamente da frente da ambulância.

Aquele Olhar - VONDYOnde histórias criam vida. Descubra agora