Phil's POV:
A questão dos sonserinos já havia passado e com isso quero dizer que eu já havia melhorado, mas ninguém havia sido pego. Os professores nem fizeram questão de procurar os culpados, afinal era apenas "um bando de moleques da Sonserina", a historia não era grande novidade. O único que tomou alguma atitude foi o professor Dumbledore, que tirou 100 pontos da casa.Era cedo, mas eu havia dormido bem. Estava tomando café na mesa da Grifinória com alguns meninos do meu ano, não que algum deles fosse meu amigo, não que ninguém fosse de fato meu amigo exceto Louise. Troye estava na minha frente, ao meu lado estava Tyler e seu amigo sonserino que me lançava alguns olhares da diagonal em momentos eventuais. Ele achava que eu não estava vendo e eu não sabia dizer exatamente o que eles significavam.
Tudo corria bem nos últimos dias pós incidente. Ocorria bem na medida do possível, para os meus padrões, não vou negar que algumas coisas pegaram fogo e nem que outras foram quebradas, mas tudo havia voltado ao normal e eu havia saido do clube do Slug, o que não pareceu deixar Troye feliz, o que achei que faria. Até que Philip Lester decide fazer um feitiço.
Tudo se deu porque Troye me perguntou se eu havia praticado para aula de feitiço e eu disse que não. Eu sabia as palavras que precisavam ser usadas, mas não sabia o movimento correto da varinha, então nós dois nos levantamos e fomos para sala comunal para que ele pudesse me ajudar e já começou a me explicar a magia no caminho. E aquele foi o momento que eu dei uma de Phil.
Ao levantar o braço para tentar fazer a movimentação correta, minha varinha escorregou. Voando da minha mão até o outro lado do Grande Salão e podia ter ido parar em qualquer lugar, mas não. Minha varinha acertou a cabeça de Dan Howell e mergulhado em seu suco de abóbora.
Procurando o culpado Dan encontrou meu olhar, minha expressão de culpa estampada no rosto. Neste instante ele pegou minha varinha no suco e atravessou o salão furioso.
Entregou-me o pedaço de madeira encharcado e ficou ali, parado na minha frente, com o olhar de fuzilamento. Eu não sabia quando ele ia parar, ou se eu apenas devia ir e deixá-lo furioso sozinho, mas antes que eu pudesse tomar qualquer decisão ele disse:
— Já me cansei dos seus acidentes. Você vai se arrepender.
Mas ao ouvir aquilo, eu já tinha me arrependimento e eu não era de fato culpado.— Ele vai me matar! — Sentei ao lado do Troye na aula de feitiços e escondi a cabeça atrás dos livros.
— Relaxa Phil, tenho certeza que ele vai esquecer logo.
Olhei para ele como quem dissesse ironicamente "claro que sim".
— Você viu a cara dele? — Indaguei. — Ele me odeia e eu nem sei porque.
Louise entrou na sala e sentou ao meu lado.
— Não é possível te odiar Phil. — ela disse sorridente.
— Acertei minha varinha na cabeça de Dan Howell e ele disse que eu ia me arrepender, foi um assistente, mas ele parece não ir mesmo com a minha cara.
Louise me olhou com pena por alguns instantes antes de dizer qualquer coisa e por fim sussurrou, de forma que não me permitia saber se era um aviso de amiga ou uma assombração.
— É melhor você manter seus olhos abertos então.Durante a aula o professor pediu que fizéssemos o feitiço que vínhamos praticando, mas minha varinha, ainda molhado, apenas soltava esguichos fortes de suco de abóbora, fazendo todos caírem na gargalhada e me deixando vermelho de vergonha. Metade da sala conseguiu realizar o que fora pedido, a outra metade chegou perto e eu fui a sala da professora McGonagall para dar um jeito na minha varinha, que voltou a funcionar, apesar do cheiro de abóbora ter ficado impregnado nela.
Dan's POV:
Passei a manhã inteira ignorando Tyler, andava ao seu lado e fingia prestar atenção, mas na verdade estava pensando em como fazer Phil Lester pagar por seus desastres.
A idéia me veio a cabeça durante a aula de transfiguração, portanto disse a Tyler que passaria no salão comunal antes do almoço e pedi que fosse na frente.
Peguei alguns ingredientes para minha vingança no armário do professor Slughorn e segui a encontro do meu amigo. Eu esperaria até a manhã seguinte para colocar o plano em ação.Passei quase a noite inteira em claro misturando a poção e no final tinha um pó preto levemente reluzente. Coloquei-o em um envelope endereçado a Phil, por alguém anônimo. Enfiei no bolso das vestes que usaria no dia seguinte e me deitei.
Custei a dormir, afinal estava ansioso para a cara que Phil ia fazer quando visse seu cabelo castanho se tornar verde musgo.Na manhã seguinte Tyler e eu estávamos sentados frente a frente no café da manhã e o envelope estava repousamos sobre o prato ao meu lado. Como Phil sempre chegava ao Salão depois do correio pensaria que a carta chegara para ele junto com alguns outros pacotes e o Profeta Diário.
— O que é isso? — perguntou Oakley.
— Nada, — respondi misterioso e suspeito — surpresa pro Phil.
— Pelo amor de Merlin Daniel, — Tyler estava furioso — não acredito!
Pegou o envelope violentamente no momento em Phil chegou.
— O que é isso? — Ele não parecia ter notado que a correspondência fora retirada de suas coisas.
— Dan sendo imaturo. — Respondeu e quando me julgava com o olhar.
Tentei pegar o envelope de volta, mas Tyler o segurava com força e eu repetia que aquilo pertencia ao Phil, que a essa altura, provavelmente já entendera o que estava acontecendo e estava presentes a dizer alguma coisa, quando papel rasgou. O cabelo do meu melhor amigo tornava-se cada vez mais escuro até atingir o tom nojento e ele que virá seu reflexo no prato vazio, ficara furioso.
— Acho que posso concertar. — Disse Phil, sacando a varinha das vestes. — Afinal isso é culpa minha se eu não fosse tão desastrado.
O feitiço não devolveu a Tyler o verde bonito que seu cabelo tinha, mas o deu um azul céu e emitiu um som que ecoou por todo o refeitório. Chamando a atenção dos professores.
Quando McGonagall chegou perto da mesa recolheu do chão o envelope meio rasgado, soube quem era autor daquela obra e ao ver a varinha na mão de Phil declarou:
— Senhor Howell e senhor Lester, detenção. Espero os dois na minha sala depois do almoço para discutir o que farão em seu tempo livre.
— Mas professora e o quadribol? — Phil se arrependeu de perguntar virou-se para os pacotes que haviam chegado.
Abriu o Profeta Diário e deu um gole em seu suco de abóbora.
— Você é rapaz morto Phil Lester. Isso tudo é culpa sua. — Murmurei assim que a professora se afastou. — Se não fosse tão desastrado nada teria acontecido.— Relaxa Dan.
Tyler repetiu a frase no mínimo quinze vezes a caminho da aula de história da magia. Ficou dizendo que se eu não tivesse ficado tão furioso com o incidente da varinha isso não teria acontecido.
— Olha pro seu cabelo, como você pode não estar bravo com ele?
— Não esta de ruim, além disso foi um acidente.
— É, — eu concordei — e o Troye disse que estava bonito — disse colocando minha mão sobre peito e fingindo estar apaixonado.
— Cala a boca, isso não nada a ver. — Ele corou. — Mas sabe o que eu acho? Que na verdade, você só está frustrado. — Ele foi provocativo.
— Que?
— Acho que você gosta do Phil e está frustrado porque ele diz que é hétero.
— Não viaja Oakley. — Senti meu rosto esquentar, o que não fez sentido, afinal eu não gostava do Phil. — Lester e eu somos como um bruxo e um sereiano. Nunca vai acontecer.
Ele riu como se ironicamente como se concordasse comigo.
— É sério. Seria estranho. — Mas Tyler continuou rindo por um tempo, até que ficou em silêncio.
— Falando em estranho, — Tyler soou pensativo. — Quem tem agido de maneira muito estranha é o Connor.
— Tyler, ele é estranho.
— É sério Dan. — Ele realmente parecia sério. — Noite passada ele ficou insistindo pra que eu fosse com ele fazer alguma coisa que ele se recusava me contar, dizia que era assunto de monitor. Eu acabei sendo convencido e começamos a nós embrenhar em uns corredores estreitos e escuros até chegar em uma porta de madeira que parecia bem pesada. Nós estávamos entrando e ele me pediu para esperar de lado de fora e avisar se alguém estivesse chegando, mas a verdade era que não dava para enxergar nada.
— Tá, — concordei — isso é esquisito até mesmo pro Connor.
— Essa não é nem a parte mais suspeita. — olhei-o estranho, meio assustado, o que podia ser pior que isso? — Quando chegamos no dormitório ele estava com um livro estranho em baixo dos braços, tinha uma capa de couro preta, parecia velho e manchado, eu até perguntei o que era, mas ele se fez de desentendido.
Depois das informações suspeitas surgiu um silêncio assustador.Assim que entramos na sala Connor foi a primeira pessoas que vimos e ele parecia cansado, como se não tivesse dormido nada, tinha olheiras profundas e o cabelo estava despenteado. Tyler e eu nos entre olhamos e sentamos em nosso lugares de costume como se nada tivesse acontecido.

VOCÊ ESTÁ LENDO
Wandless
FanfictionUma parceria de MadMaxF, PriscianK e karlaboca, a fanfic Wandless conta a história de um grupo estudantes do sexto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts que enfrentam um pequeno bruxo com grandes planos, além de sua adolescência, sexualidade...