Capítulo 10

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– Sua irmã tem ideia de que isso deixou de ser um simples bar, certo? – perguntei ao colocar meus pés no fim das escadas, enquanto observava o local lotado por pessoas de diferentes faixas etárias.

A música tocava alto, e no canto mais afastado era possível ver uma pista de danças que era usada por tanta gente, que eu chegava a imaginar como devia estar desagradável aquele meio.

– Ela tem ideia sim. Por isso tem enlouquecido. – Peeta respondeu em voz alta parando no degrau anterior ao que eu estava. – A ideia de colocar pista de danças e música foi minha, quando Delly decidiu que não acabaria com o tão amado bar de David. Estava com pouco movimento, e foi a única coisa que consegui pensar para ajudá-la.

– Acho que deu certo a ideia... Só lotou acima das expectativas, pelo jeito. – comentei ainda observando as pessoas que pareciam bêbadas demais para uma noite que estava apenas começando.

– Sim. O movimento aumentou, principalmente no fim de semana, e Delly tem tirado uma boa grana daqui. Mas o espaço está ficando pequeno. Então ela tem tentado correr atrás de um lugar maior. – ele explicou, descendo e ficando ao meu lado. Olhei pra Peeta que sorria pra mim. – Parece que isso não é sua praia.

– Estou na dúvida. – respondi dando um sorriso sincero, voltando a olhar para o mar de gente. – Eu nunca estive em um lugar assim antes. – expliquei, olhando-o novamente.

– Sério? Nunca mesmo? – perguntou parecendo incrédulo.

Afirmei levemente com a cabeça, olhando para frente. Ficamos da mesma forma por algum tempo, apenas com a música ensurdecedora em nossos ouvidos.

– O que precisamos fazer? – decidi perguntar.

– Ficamos apenas presente no local para resolvermos problemas, caso surja algum. – Peeta respondeu. – Delly costuma ir embora por volta das três ou quatro horas, mas não precisamos ficar todo esse tempo. – eu o olhei. – Sei que não gosta de ficar longe de casa.

– Acho que minha irmã não irá embora até que eu chegue. – falei alto quando a música mudou e tornou-se mais insuportável. – Ela estava curiosa sobre pra onde iriamos.

– Você quer voltar lá pra cima? Eu mal estou te ouvindo! – Peeta gritou, me fazendo rir.

Afirmei com a cabeça.

– Vou só avisar os funcionários. Te encontro lá, tudo bem? – perguntou.

– Sim. – voltei a subir as escadas, e rapidamente eu me fechei dentro da sala, agradecendo pela porta parecer ser feita de chumbo.

Andei até o sofá mais próximo e me sentei, alcançando minha bolsa. Peguei meu celular, apenas para ter certeza de que ninguém havia me ligado. Longos minutos se passaram, até que Peeta entrou na sala com uma sacola grande de papel em seus braços.

– Apesar de não ser um encontro, terá comida. – ele disse ao fechar a porta.

Ri do comentário, vendo-o andar até mim. Peeta colocou a sacola na mesa de centro e sentou ao meu lado.

– Vende comida no bar? – perguntei.

– Vende, mas só aperitivos. Eu fui comprar comida de verdade. – ele piscou pra mim.

Sua mão sumiu dentro da sacola, e logo Peeta a tirou, trazendo duas caixinhas do McDonald's pra fora.

– Não me diga que foi no McDonald's em apenas dez minutos. – peguei a caixinha que ele havia estendido em minha direção.

O Sol em meio à tempestadeOnde histórias criam vida. Descubra agora