Christopher Uckermann
Assim que Dulce sai do AP de Anahí sento-me no chão e desabo a chorar.
– Dulce não me perdoou, não me ama mais. Somente me odeia. – Digo para Anahí.
– Ai, Christopher. Não fica assim. Está muito recente né? Ela acabou de descobrir. Ela e Poncho eram como irmãos. É difícil pra ela. Entenda o lado dela também.
– Mas depois eu não vou ter mais contato com ela. Vou ficar anos na cadeia.
– Christopher, para tudo tem um jeito.
– Annie, me desculpa. Agora a Dulce está com raiva de você também. Eu só faço merda. Eu não presto. Que ódio. – Digo chorando e com muita raiva de mim mesmo.
– Christopher, se acalma.
Anahí se levanta, sai do quarto e após uns 2 minutos ela volta com um copo com água.
– Toma. É água com açúcar para você se acalmar. – Ela diz.
– Obrigada, Annie – Respondo.
Bebo a água e começo a me acalmar. Me levanto-me e me olho no espelho do armário de Anahí. Vejo que estou com o rosto totalmente inchado e com os olhos profundos e vermelhos.
– Annie, eu já vou.
– Christopher, pode dormir na sala se quiser. Eu não me importo.
– Melhor não. Acho que vou direto para a delegacia. É mais fácil.
Quando acabo de dizer isso, a campainha toca. Por um minuto imagino que Dulce tenha se arrependido e venha se reconciliar comigo, mas assim que Annie abre a porta e a polícia entra apontando a arma pra mim e eu me rendendo. Nunca tive medo de arma, mas essa é a primeira vez que me sinto coagido.
– Christopher, depois eu vou lá te visitar e vou tentar levar a Dulce.
– Ok. Obrigado Annie. – Digo.
Eles colocam algemas em mim e me levam para o carro da polícia. Primeiro eles me levam para delegacia para falar com o delegado. Ele diz que a minha pena é de 10 anos de prisão e que não tem fiança para pena de assalto, mas que se eu me comportar durante 1 ano a pena é reduzida para 4 anos. Meu coração dói ao escutar isso. Mas eu mereço. E preciso pagar pelo que fiz.
Assim que o delegado termina comigo, os políciais me levam para a prisão. Fico em uma cela com vários desconhecidos. Não encontro Christian, mas sei que ele está no mesmo presídio que eu. Eles não nos mandariam para prisões diferentes, mas com certeza não nos colorariam juntos porque sabem que poderíamos armar outra gangue aqui e fazer rebelião. Eles sabem que somos espertos.
Por fim, deito-me numa cama dura, bem no cantinho que não parece ter dono. Fico deitado e não falo com ninguém. Somente penso em como eu estava feliz ontem, ao lado da mulher que eu mais amo na vida e hoje estou preso com o ódio eterno dela.
Passa-se esse dia, e chega a hora do café. Os guardas nos levam para o refeitório e lá tenho a chance de encontrar Christian...
– Brother! Te pegaram? – Pergunta Christian.
– É né. – Respondo totalmente desanimado.
– Pensei que fosse fugir. – Christian diz.
– Não, brother. Já te disse que quero mudar. Nem reagi quando foram me pegar.
– Ah tá. Já sabe o tamanho da nossa pena né?
– Sei. Quatro anos.
– Quatro anos nada. São dez anos. – Christian diz.
– Mas nós vamos ter nossa pena reduzida. – Eu digo.
– Mesmo assim. São quatro anos, não quatro meses.
– Eu sei. Mas vai passar rápido. Você vai ver.
– A gente podia fugir – Diz Christian baixinho.
– Ta louco? – Pergunto – Vamos sair daqui na hora certa, honestamente.
– Christopher, você não é mais o mesmo cara.
– Eu sei. E você também tem que tomar juízo.
– Tá mamãe! – Christian responde.
Me lembro que quem costumava a usar essa frase era eu. Pois bem as coisas mudaram.
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Aquele Olhar - VONDY
FanfictionVocê acredita em amor a primeira vista? Acredita que um simples olhar possa mudar todo o rumo de uma vida? Acredita que exista um tempo e um lugar certo para se apaixonar? Nessa história, Dulce Maria, uma jovem muito bem sucedida em sua vida tanto...