BELLA 27.

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- Eu estou pra morrer de preocupação! E isso porque já estou aqui com você. — ele afaga meus cabelos.

- Desculpa. — sussurro.

- Você vacila pra caralho, vacilona, mas eu te amo. Depois conversamos. — ele fala apenas pra mim escutar. - Eu vi os policiais na minha casa, interrogando minha mãe, e pediram pra vocês irem pra delegacia.

Minha mãe suspira, e eu e ela vamos nos trocar enquanto Alan fica conversando com Rafael.

- Vamos. — falo depois de pronta.

-.-

- Por favor Sra, nos siga para o escritório do Delegado, os outros podem esperar naquela sala. — o policial fala pra minha mãe. - Se algum de vocês quiserem prestar B.O, podem entrar naquela sala.

- Eu já volto filha. — minha mãe assegura e Rafael aperta minha mão.

Minha mãe entra na sala, e eu vou me sentar com Rafael na sala de espera, acho eu.

- Vai dar tudo certo. — ele fala mais uma vez.

- Você já me disse isso umas dez vezes desde que chegou. — falo e reviro os olhos.

- Tô querendo te ajudar. — ele dá de ombros.

- Você está me deixando nervosa. — falo destruindo sua confiança e dou uma risadinha. Ele me mostra a língua, e depois me beija.

- FILHA PUTA MERDA MEU CARALHO MEU CU, VEM AQUI! — minha mãe aparece gritando, e eu saio do meu refúgio à seguindo.

- O que foi mãe? — falo um pouco alto.

- Ai cacete! — ela exclama quando bate o braço no balcão, e se dirige a sala do Delegado, e eu entro atrás dela.

- Senhora, acalme-se por favor. — o policial fala, e eu quase desmaio, quando vejo através do vidro uma ruiva muito pálida, encolhida no chão com uma manta por cima.

- Aquela garota é sua irmã Isabella, sim ou não? — o policial pergunta, e levo minha mão á boca.

A porta se abre. - Puta merda. — a voz tão conhecida por mim exclama.

Olho pro lado e minha mãe está desmaiada.

Minha irmã... aquela com certeza é a Isadora Martinez.

- Senhora? — o policial chama de novo.

- s-sim, ela é. – falo baixo. - Mil vezes sim. Posso ir falar com ela? Por favor? — falo avançando a parte que ela está, mas ele me segura.

- Ela está em estado de choque, ela vai ser direcionada para o hospital, e quando receber alta poderão falar com ela.

Depois disso só vejo preto.

-.-

- Finalmente! — uma silhueta com cabelos loiros fala. - Quer me matar de susto garota? Assim fica foda ein.

- Tô com dor de cabeça, Rafael. Para de gritar. — falo.

- Oxe moça, tô falando baixo. — ele fala.

- Você é gasguita. — brinco e sinto seus lábios nos meus.

- Quanto tempo fiquei desmaiada? — pergunto.

- Meia hora, sua dramática. — ele fala e eu rio.

- Besta.

- E lindo. — ele se gaba e eu o abraço.

Olho ao redor, estou no meu quarto.

- Meu pai foi preso?

- Foi. Você Está livre. — Rafa fala e eu sorrio.

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