Capítulo 88

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Dulce María

Assim que chego á sorveteria, Maite está a minha espera. Chego uns dez minutos atrasada, e May chama minha atenção...

– Estou te esperando faz meia hora!

– May, não exagera. Só demorei uns dez minutinhos. – Respondo sentando-me a mesma mesa que May

– Ok, mas eu estava aqui sozinha. Parecia uma eternidade – Diz May – Mas então... Vamos direto ao assunto. O Christopher é mesmo o chefe daquela gangue?

– Bom... Não sei. Só sei que ele assaltou o banco e matou o Poncho. Mas eu não quero falar sobre isso. Quero te pedir as contas.

– O que? – Pergunta May surpresa – Está pedindo demissão?

– Sim! – Respondo.

– Mas porque? – Pergunta.

– Porque não quero ficar mais aqui.Vou voltar para a casa da minha mãe. E esquecer de tudo o que passei aqui.

– Dulce, e tudo o que você conquistou aqui? – Pergunta May.

– Foi embora com o Poncho... – Hesito – E com o cretino do Christopher.

– Ai, Dulce não faça isso. Acho que você está se precipitando demais. Aconteceu muita coisa ontem. Você ainda está abalada e precisa pensar direitinho.

– Não. Eu não quero pensar. Eu só quero fugir. Quero ir embora.

– Dulce, não se resolve as coisas assim.

– May, não estou te pedindo nada impossível. Só quero que me demita. – Digo séria.

– Ok. Mas sabe que só posso ceder sua demissão quando o banco reabrir né?

– Ok. Mas só quero que você aja logo as papeladas, para quando o banco reabrir você só carimbar.

– Tudo bem. – Maite responde – Respeito sua decisão. Mas você tem o prazo de até o banco reabrir para desistir dessa loucura, ok?

– Certo May. Mas tenho certeza de que não vou voltar atrás.

– Lamento.

– Não lamente – Digo – Lamente pela Annie.

– O que tem a Annie? – Pergunta May.

– Ela está defendendo o Christopher.

– Como assim?

– Ela o ajudou me trancando no quarto com ele, porque queria falar comigo, se explicar... Pedir desculpas.

– A Annie ficou maluca? – May pergunta.

– Não sei. Mas também já passou. Deixa.

– Ela te trancou com o assassino do Poncho!

– Tá Maite, mas agora já passou. Ele e sua gangue estão presos e não vou mais ver a cara daquele sujeito.

– Ainda bem. Mas por fim... Você vai para a casa da sua mãe quando?

– Vou no sábado com o Max. Ele está no meu AP.

– Ah, com o Max?

– O que foi? Ele veio me ver, então eu pedi para que ele ficasse até sábado para irmos juntos.

– É? Ai amiga, vou sentir sua falta.

– Também vou sentir sua falta. Mas não posso continuar aqui.

– Ok. Ai amiga, já estou com saudades.

– Imagine eu.

May e eu nos despedimos e eu volto para o meu AP.

Aquele Olhar - VONDYOnde histórias criam vida. Descubra agora