planejando uma viagem.

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capitulo 5.

Ana clara narrando:

Hoje depois que sai da escola fui direto para a praça, fiquei admirando o chafariz, meu celular tem mais de mil ligações da Violletta, mais eu não estava ligando, eu só queria tirar essa dúvida da minha cabeça?, minha vontade é de pegar o primeiro avião pro Basil e ir atrás da minha mãe.

Olhei o meu celular mais uma vez e não deu um segundo a Villu me liga de novo, não atendo só desligo o meu celular, guardo na bolsa e resolvo ir pra casa.

Chegando em casa Violletta me dá uma bronca por não ter dito pra ela onde eu estava, mais não liguei subi para o meu quarto e fiquei pensando no que eu podia fazer pra descobrir se foi realmente a minha mãe quem me mando aquela carta. Quando me veio na cabeça uma lembrança. A minha tia Juliana que mora no Brasil, a irmã do meu pai, faz tempo que não tenho contato com ela, mais ela já me convidou pra ir lá vizita-la.

***

No Brasil.

***

Natalha narrando:

Eu me arrependo de ter deixado a minha filha ir com Algusto, sinto falta dela, Algusto levou ela quando bebê. Ela ja deve esta uma moça com seus 15 anos, espero que ela me perdoe algum dia.
Eu não tinha dinheiro pra criar uma filha solteira, Algusto tinha me deixado por culpa daquele bandido do Werlem, a única escolha que tive foi entregar minha filha nos braços de Algusto, pedindo pra que ele não fosse pra muito longe com ela, mais foi tarde demais.
Descobri o endereço deles pela Internet, e pude mandar um presente e uma carta me explicando, para a minha filha, será que ela leu, será que ela gostou do presente, será que Algusto viu. Essa foi a minha única chance que poder me aproximar da minha filha, espero algum dia vê-la.

***

Ana Clara narrando:

Meu pai viajou então eu não tenho chance de ir agora tão cedo pro Basil, primeiro porque tenho escola e ainda não terminei o ano, ainda bem que estou no fim do quarto bimestre se não, eu nem teria chance de pensar em ir ao Brasil agora.

Meu pai só chega amanhã então eu tenho que ligar pra a minha tia pra pelo menos dar um oi. Tenho que pesquisar sobre o Rio de Janeiro, afinal não posso ir pra um lugar onde eu não sei como é.

Perquisei no Google sobre o Rio de Janeiro e, Meu Deus que lugar estranho, faz calor todos os dias, nem se fala em chuva naquele lugar, onde será que a minha mãe mora.

***

No Brasil:

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Werlem narrando:

Como já terminei o terceiro grau dos estudo, posso trabalhar na minha área, fiz advocacia e administração, vou voltar a exercer advocacia em um escritório na zona Sul onde eu trabalhava antes de ser preso, eu era um dos associados do escritório, estávamos começando então ainda não tinha defendidos muitos casos.

Acordei cedo e fui para a zona Sul para partir pro escritório de advocacia. O escritório tinha mudado muito, mais ainda continuou os mesmos integrantes, falei com um dos amigos que também faz parte da associação e ele me colocou no meu cargo de volta.

Gustavo o nome de um dos associados que sempre me ajudou, fomos amigos de faculdade, antes de conhecer Algusto, eu e Gustavo éramos amigos inseparáveis de porta, sempre fomos vizinhos, jogávamos bola juntos, íamos para a escola juntos até o dia que gente teve que se separar, cada um foi aceito em faculdades diferente então me separei por um tempo de Gustavo. Foi ai que conheci Algusto que fazia advocacia na sala ao lado. ele me salvou de um assalto que quase me tirou a vida, e depois disso fiquei eternamente grato e viramos amigos.

Nos conhecemos quando eu começava o curso de administração. Algusto ia começar administração também já que não gostava de advocacia e depois de terminar passou para o curso de administração, faltavam alguns dias para eu me formar quando conheci Algusto, ele me chamou para dirigir uma empresa no qual ele estava pensando em montar, mais eu não levei muito a sério só disse tá.

No dia seguinte ele chegou com um monte de papel para mim assinar, ele falou que era pra dar entrada no que ele estava planejando sobre a empresa, eu fiquei pasmo, não acredito que ele levou apenas um "tá", tão a sério assim, então me empolguei assinei os papéis.

Depois disso eu me formei em administração, mais não gostei da profissão, decidi começar o curso de advocacia para ficar lado a lado com Algusto.

Com o tempo começamos a nossa empresa, e ai que entra a Natalha, ele há conheceu e logo depois da gente erguer a empresa Herber, mais ele insistiu em colocar a Natalha pra trabalhar de algum geito na empresa, ela não sabia fazer nada só limpar chão, então tive que ajudar e ensinar ela a mexer pelo menos no computador pra fazer alguma coisa que ajudasse.

Ela pegou rápido tudo, começou a levar a sério o trabalho. Mas como diz o ditado, "alegria de pobre dura pouco", ela acabou confundindo as coisas e tentou se aproximar de mim, mais eu sempre me esquivava. primeiro que eu nunca fui muito com a cara daquela mulher, e segundo porque ela era a a namorada do meu amigo.

Como falei que eu e Gustavo nos separamos, ele também fez advocacia. Ele veio na hora certa, me dando uma chance de trabalhar com ele e outros associados em seu escritório de advocacia, eu acabe aceitando, assim seria até melhor pra mim poder me afastar da Natalha.

Os primeiros dias trabalhando no escritório serviram de muito aprendizado pra mim e de paz.

Gustavo - werlem eu vou ter que fazer uma viagem com urgência e vou precisar que você fique no meu lugar enquanto eu estou fora pode ser?. - eu olho pra ele afirmando com a cabeça.

Logo no outro dia Gustavo viajou, eu tive que chegar bem cedo antes de todo mundo como Gustavo tinha me falado, o que eu deveria fazer enquanto ele estava fora.

Até ai estava tranquilo.
Eu entro na sala do Gustavo pra ver uns processos e fico entretido lendo e sem ver que havia entrado alguém no escritório até eu ouvir o barulho da porta da sala onde eu estava se abrir.

Era aquela mulher, ela não se cansou até me encontrar.

- o que você está fazendo aqui, como conseguiu entrar?. - ela olha pra mim sorrindo.

- eu dei meu geito. - senti medo do que ela poderia fazer.

- sai Natalha não podem te ver aqui. - falo enpurrando ela, mais ela coloca sua mão em minha nuca na tentativa de me beijar, mais eu consigo evitar, empurrei ela de leve e ela se jogou no chão. no que ela pensou quando fez aquela cena ridícula.

Do nada ela começa a gritar, e eu tampo a boca dela com a minha mão, mais ja era tarde demais. Jorge um dos associados junto com o faxineiro e os seguranças entram na sala correndo e me vendo abafar a boca de Natalha com a mão.

Natalha começa a dizer que eu bati nela e começou a chorar.
Os seguranças vem em minha direção para me levar para a delegacia. Depois disso eu fui para a cadeia e vi o Algusto que no começo não acreditou em mim.
Mais depois de um tempo ele aparece de volta na cadeia com um dos melhores advogados do país para me defender. ele conseguiu o vídeo da câmera de segurança da sala de Gustavo onde eu estava naquele dia, mais Natalha conseguiu dar um fim naquele vídeo, e lá se foram as provas de que eu era inocente.

O advogado que Algusto me arrumou consegui que o juiz diminuisse a minha pena pra 15 anos foi o máximo que ele conseguiu, Natalha entrou como lei Maria da Penha, então não tive pra onde fugir.

Foram os piores dias da minha vida que eu passei dentro daquela penitenciária, mais não passou um dia se quer sem eu querer me vingar da Natalha e de Algusto que fugiu, tomando conta da minha empresa e passando para o nome dele.

A garota da bolsa vermelha. Onde histórias criam vida. Descubra agora